Incêndio destruiu o interior de uma habitação em S. Romão do Coronado, deixando desalojadas temporariamente 12 pessoas, incluindo um bebé com poucos meses de vida. Apesar da destruição causada pelas chamas não houve feridos a registar.

As lágrimas e o desespero de Adérito Rodrigues eram impotentes contra as chamas que destruíram o interior do edifício que mantinha arrendado a três famílias e onde o próprio residia, na freguesia de S. Romão do Coronado. No total, foram12 pessoas que ficaram temporariamente desalojadas.

No final da tarde de segunda-feira, o primeiro andar da casa – onde moravam um casal e dois filhos, uma menina e um bebé com cinco meses – foi consumido por um incêndio que terá começado “porque a pequena de 11 anos foi para a escola e deixou o cobertor eléctrico ligado”.

Adérito assegurou que a casa está protegida pelo seguro, mas “não” sabe se esta “paga os prejuízos todos”.

Quando chegaram ao local, a primeira preocupação dos Bombeiros Voluntários da Trofa foi “verificar se existiam feridos” e retirar do interior da casa um idoso que se recusava a fazê-lo. Albino Cunha, COS (Comando das Operações de Socorro) no local, explicou que o fogo foi “atacado” a partir das janelas do edifício.

Enquanto os bombeiros se atarefavam a apagar as chamas e a atirar para o exterior o colchão, peças de vestuário e outros objectos para evitar reacendimentos, as famílias faziam tudo para salvar o máximo de bens possível.

Os soldados da paz demoraram quase duas horas a extinguir o fogo que destruiu tudo: “Cozinha, corredor e os dois quartos”. “Está complemente destruída”, reiterou o bombeiro. Albino Cunha preferiu não avançar as causas do incêndio.

As famílias desalojadas passaram a noite em casa de familiares e, de acordo com a vereadora da Câmara Municipal, Teresa Fernandes, que esteve no local, “já estão a ser acompanhadas pelo Serviço Social da Câmara Municipal da Trofa”. As casas que não foram afectadas pelas chamas podem voltar a ser habitadas, sendo apenas necessário resolver “o problema dos cheiros e das infiltrações de água e verificar o sistema eléctrico”. “Na segunda-feira já devem estar reunidas as condições de segurança para que as famílias regressem aos seus lares”, anunciou Teresa Fernandes.

Em relação à família que ficou sem casa, a vereadora atestou que estão a ser ponderados vários apoios: “Neste momento, existe a hipótese da atribuição de uma pensão comparticipada pela Câmara e pela Segurança Social ou o arrendamento de uma casa, também com a ajuda destas entidades”. Numa fase seguinte, vão ser pensadas soluções de realojamento “permanentes”.

Segundo a vereadora, apenas uma das famílias estaria referenciada pela Segurança Social. O agregado mais afectado pelo incêndio vive em S. Romão do Coronado há cerca de três anos e não era acompanhado pelos serviços de assistência social.