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O ministro da Saúde anunciou, esta terça-feira, o encerramento de dezasseis maternidades por falta de condições de segurança.Até 30 de Junho, vão fechar os blocos de partos dos hospitais de Santo Tirso, Barcelos, Oliveira de Azeméis e Elvas.

Correia de Campos, que falava perante a Comissão Parlamentar de Saúde, indicou que os blocos de partos dos hospitais de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas vão fechar até 30 de Junho.
A decisão do titular da pasta da Saúde surge depois de ter recebido as recomendações da Comissão de Saúde Materna e Neo-Natal que apontava para a necessidade do encerramento imediato de seis blocos de partos.

Assim os partos que eram efectuados no Hospital de Santo Tirso passaram a ser feitos no Hospital S. João de Deus, em Vila nova de Famalicão.

O autarca de Santo Tirso, Castro Fernandes, em declarações à TSF lamentou «profundamente» a decisão do Governo, que classificou de «errónea» e «unilateral», dado que foi tomada «sem o mínimo diálogo» entre o ministério e a câmara, que por diversas vezes se opôs a este encerramento.
«É um erro para o país, para as políticas da saúde e para a região», defendeu Castro Fernandes, referindo que irá agora analisar quais as medidas que poderão ser possíveis tomar para fazer recuar a decisão do Governo.
Além de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas, estavam também na lista os blocos de partos de Lamego e Torres Vedras.
Sobre o bloco de partos do Hospital de Torres Vedras, o ministro decidiu a sua manutenção até à conclusão de um estudo sobre planeamento hospitalar da Estremadura-Oeste.
No caso de Lamego, o bloco de partos vai estar em funcionamento até que o serviço seja integrado no futuro centro hospitalar de Vila Real, Régua e Lamego
No que se refere aos hospitais do Nordeste Transmontano, onde actualmente se fazem partos actualmente em Mirandela e Bragança, a comissão recomendou a concentração em um só dos hospitais por decisão a tomar pelo respectivo centro hospitalar, acrescentou o governante.
Quanto aos hospitais da Beira Interior, Guarda, Covilhã e Castelo Branco, foi recomendada a articulação entre hospitais e a concentração daí decorrente por consenso entre administrações e profissionais.
De acordo com o ministro, a comissão recomendou ainda a cessação de actividades dos blocos de partos de Amarante, Figueira da Foz, Cascais e Vila Franca de Xira.
Na sequência de especiais dificuldades de acessibilidade, a comissão aconselhou a manutenção e funcionamento do bloco de partos de Chaves, concluiu Correia de Campos.

 

 

PCP de Santo Tirso contra encerramento

 

A comissão Concelhia do PCP de Santo Tirso está contra o encerramento da Maternidade por considerar que “os serviços de saúde não podem ser encarados de forma economicista, mas como um direito de todos consagrado na constituição Portuguesa”. Esta posição foi dada a conhecer em comunicado, no qual o PCP diz ainda que “as largas centenas de partos realizados anualmente na Maternidade de Santo Tirso são a prova da necessidade desta serviço quer para a população de Santo Tirso, Trofa e para algumas pessoas de Paços de Ferreira e Maia”.

No comunicado pode ainda ler-se que “o caminho para a solução deste problema passa pela construção de um Hospital Publico em Santo Tirso que garanta as condições para manter os serviços”.