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Edição 672

Mais de 4640 quilos de alimentos recolhidos para o Banco Alimentar

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A comunidade uniu-se, uma vez mais, para a 48.ª campanha de recolha do Banco Alimentar Contra a Fome, que decorreu nos dias 2 e 3 de junho. No concelho da Trofa foram angariados 4648,50 quilogramas de alimentos, numa ação dinamizada pelo Agrupamento N.º 447 do Corpo Nacional de Escutas de Santiago de Bougado nos supermercados.
No Pingo Doce de S. Romão do Coronado foram angariados “912” quilogramas, no Continente/Modelo foram “877”, no Pingo Doce em Santiago de Bougado foram “867”, no Pingo Doce foram “759”, no Intermarché foram “740” e no Minipreço foram recolhidos “493,50”.
Em todo o país, foram angariados “perto de 1.613 toneladas de alimentos”, registando-se “um decréscimo de 243 toneladas em relação à campanha de maio do ano anterior”. Em nota de imprensa, fonte do Banco Alimentar adiantou que os bens alimentares angariados vão “ajudar a suprir as necessidades alimentares de cerca de 400 mil pessoas, apoiadas por 2.600 instituições, quer através de cabazes de alimentos, quer através de refeições confecionadas servidas em lares, creches, apoio domiciliário, cantinas sociais”, entre outros. “As minhas palavras são de agradecimento a todos quantos participaram. Nunca nos cansamos de sublinhar, com grande reconhecimento, a generosidade reiterada dos portugueses, tanto os que doam alimentos, como os voluntários que ajudam na organização”, afirmou Isabel Jonet, Presidente da Federação dos Bancos Alimentares.

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Edição 672

A pobreza é uma vergonha nacional

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O conceito de pobreza abrange áreas tão diferenciadas, que vão desde a falta de rendimentos necessários para a satisfação das necessidades alimentares e não alimentares básicas, assim como a falta de acesso à saúde e à educação, a falta de água e saneamento, o isolamento, a exclusão social, a vulnerabilidade. Mas também o acesso equitativo ao sistema judicial, a não existência de habitação e até transportes públicos acessíveis. É uma grave privação de recursos!
A pobreza é, acima de tudo, um problema das erradas políticas económicas que as diferentes governações têm tido ao longo dos anos. A pobreza é uma vergonha nacional; é um problema estrutural gravíssimo da sociedade, um atentado à dignidade humana, pois é indigno que um ser humano possa estar privado do direito básico de participar plenamente na vida social, económica, cultural e política da comunidade em que está inserido.
Os dados dos relatórios de entidades nacionais e internacionais são muito esclarecedores sobre esta matéria: a pobreza atinge mais de um quinto da população portuguesa. Porque muitas pessoas não estão sensibilizadas para as questões sociais do nosso país, esta informação é aterradora, como é aterradora a informação de que Portugal é um dos países mais desiguais da União Europeia, atingindo um nível de desigualdade, que envergonha o país.
Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial no nosso país, são precisas cinco gerações para se sair da pobreza em Portugal. Esta afirmação faz parte de um recente estudo sobre a mobilidade social da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que também conclui que Portugal é dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, do outro lado, deixar de ser rico. A pobreza reproduz-se e gera ciclos de vulnerabilidade social.
O referido relatório da OCDE conclui que uma família portuguesa de fracos recursos socioeconómicos pode demorar 125 anos até que os descendentes consigam alcançar um salário médio. Esta organização internacional afirma que há margem para políticas que aumentem a mobilidade entre gerações, por isso sugere três objetivos: apoiar as crianças de meios desfavorecidos, assegurando uma boa educação pré-escolar, combater o desemprego de longa duração e aumentar o nível de qualificações através da educação para adultos.
Não é por não abrir telejornais, nem por ter deixado de ser notícia de primeira página dos jornais, que a pobreza e a miséria foram erradicadas no nosso país. Bem pelo contrário, atualmente mais de um quinto da população portuguesa (perto de 2,4 milhões de pessoas) estão em risco de pobreza ou exclusão social.
Dentro do quadro triste da pobreza, ainda existe a realidade que faz partir o coração, de muitos milhares de sem-abrigo que povoam as ruas das nossas cidades. Seres humanos como nós, que foram colocados à margem da sociedade, que se diz civilizada.

José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Desporto

José Barbosa da UCT no lugar mais alto do pódio

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A União de Ciclismo da Trofa marcou presença, a 16 de junho, no Troféu Carlos Carvalho, que se realizou em Pousada de Saramagos, no concelho de Vila Nova de Famalicão.
José Barbosa foi 1.º em cadetes masculinos e Beatriz Martins foi 2.ª no feminino. João Cunha ocupou a 2.ª posição em juvenis e Ruben Rodrigues ficou em 5.º. No feminino, a juvenil Lara Pereira foi 3.ª, seguida por Ana Pereira (4.ª). Entre os mais pequenos, o infantil André Maia subiu ao 3.º lugar do pódio e Maria Araújo terminou a prova na 5.ª posição.

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