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Mais de cem pessoas acorreram ao Salão Polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa para participar na colheita de sangue e de dadores de medula óssea organizada mais uma vez pelo Lions da Trofa

Num gesto altruísta que já se vem repetindo há largos anos, o Lions Clube da Trofa procedeu, no passado sábado, a mais uma colheita de dádivas de sangue a favor dos doentes do Hospital de S.João no Porto.

Mas esta colheita foi especial para todos os membros do clube mas, de uma forma mais visível no rosto de Carneiro, responsável pelo pelouro do sangue. Em declarações ao NT assegurou que “desta vez, cerca de 100 pessoas se inscreveram como possíveis dadores, tendo-se registado a afluência de cerca de 125 pessoas para doarem sangue”, frisou este responsável.

Visivelmente satisfeito com a adesão alcançada, o responsável do Lions garantiu que “estes números foram um pouco além das nossas expectativas “Correu muito bem, foi além das nossas expectativas, isto com respeito à medula óssea, a colheita de sangue foi normal, é o habitual e para ser a 1ª vez em simultâneo foi muitíssimo bom.

Passou de 50 dadores para a medula óssea o que é muito bom, maravilhoso”.

Quanto à adesão das pessoas, “foi muito significativa” e acrescenta que a próxima iniciativa decorre já a 17 de Dezembro, na Vila de Ribeirão, na qual será também feita a recolha de inscrições para dadores de medula”, frisou.

Por seu lado Paula Aires, técnica de analises do Centro de Histocompatibilidade do Norte e responsável pelo acompanhamento da recolha de inscrições de dadores para o Banco de Medula, adiantou que “esperava uma maior adesão mas o balanço é francamente positivo, em comparação com muitas outras iniciativas a que já tenho assistido”, adiantou.

Para se ser dador de medula óssea não custa nada…ou quase nada. Basta ter mais de 18 e menos de 45 anos de idade e ter um peso igual ou superior a 50 quilogramas. “Depois basta dirigir-se ao Centro de Histocompatibilidade do Norte, Coimbra ou Lisboa, inscrevem-se lá, fazem uma recolha de sangue, para fazer as analises respectivas, depois o inquérito é muito importante colocar o número de telefone, pois inscrevem -se hoje, mas pode ser necessário daqui a 2, 5, 10, 15, 20 anos, então o número de telefone tem de estar sempre actualizado porque a qualquer momento pode ser necessário e será muito mais fácil contactar os dadores para doar a medula, depois há uma segunda fase em que têm que ir novamente ao centro, caso sejam contactados, fazer novas analises, analises mais rigorosas e depois aí serão contactados também pelo respectivo hospital para fazer o transplante” frisou.

É importante esclarecer que a transplantação de células da medula óssea não envolve actualmente qualquer procedimento cirúrgico. Ao contrário do que acontecia há alguns anos, tanto a colheita como o transplante de medula não são processos dolorosos.

Uma vez identificado o dador, as células são recolhidas através de uma colheita especial de sangue e fornecidas ao doente como uma vulgar transfusão.

O candidato a transplante é submetido a um tratamento que elimina a medula óssea doente; posteriormente recebe a transfusão de células progenitoras obtidas do sangue do dador compatível, as quais vão ser capazes de se reproduzir, reconstituindo a medula óssea produtora de glóbulos sanguíneos normais.

O inquérito é avaliado por um médico e, caso não haja contra indicação, o dador é chamado para a realização de exames. Quando é encontrada compatibilidade, o dador é convidado a proceder à doação, ficando assegurada a confidencialidade da sua identidade.