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Liga determina jogos profissionais com mínimo de 13 futebolistas por equipa

Esta nova disposição das regras surge na sequência do polémico jogo entre Belenenses SAD e Benfica, da jornada 12, realizado a 27 de novembro, em que a Belenenses, devido a um surto de covid-19, entrou em campo apenas com nove elementos

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovou hoje uma alteração aos regulamentos das competições que prevê que um jogo só se possa realizar quando uma das equipas tiver, pelo menos, 13 jogadores disponíveis, incluindo um guarda-redes.

A medida, que foi hoje ratificada em assembleia geral do organismo, realizada do Porto, através de votação secreta, contando com um voto contra e dois nulos, vem alterar a anterior regulamentação, que previa um mínimo de nove jogadores por equipa, para que os jogos se pudessem realizar.

Esta nova disposição das regras surge na sequência do polémico jogo entre Belenenses SAD e Benfica, da jornada 12, realizado a 27 de novembro, em que a Belenenses, devido a um surto de covid-19, entrou em campo apenas com nove elementos, tendo a partida terminado no início do segundo tempo.

Na sequência desse incidente, a Belenenses SAD interpôs hoje na reunião magna da LPFP uma proposta com o objetivo dar efeitos retroativos à alteração regulamentar aprovada, para que o jogo com as ‘águias’ fosse repetido, mas a maioria dos clubes votaram contra a admissibilidade do documento, fazendo cair a pretensão da sociedade desportiva lisboeta.

“A proposta da Belenenses SAD suscitou dúvidas sobre a sua legalidade, o que motivou a um pedido de um parecer jurídico. Atendendo a essas dúvidas, e sendo esta questão prejudicial à discussão da própria proposta, colocámos a admissibilidade da mesma à consideração dos clubes, que decidiram não admiti-la”, explicou Mário Costa, presidente da assembleia geral da LPFP.

Sobre a alteração aos regulamentos no que toca ao número de jogadores, Paulo Roseira, da direção da LPFP, explicou que o critério para aferir a disponibilidade dos atletas envolve quanto pontos.

“O mais evidente é o despiste positivo à covid-19 e/ou isolamento profilático dos jogadores, devidamente atestado pela Direção-Geral da Saúde”, apontou.

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É ainda contemplado “um surto de outra doença contagiosa, vírica ou bacteriana que tem de ser atestada por um médico do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, e também “casos de doença ou lesão, atestada pelo médico do clube e confirmada por um médico do SNS, num prazo de 24 horas”.

Também é considerado como indisponibilidade de um atleta “a obrigação de cumprir sanção disciplinar de suspensão, comprovada pela LPFP”.

Se alguns desses quatro pontos se verificarem, isoladamente ou cumulativamente, e levarem a que o clube não tenha 13 jogadores disponíveis, a decisão do adiamento será tomada pelo presidente da LPFP e de um diretor do organismo, sendo que a data do novo jogo terá de ser acordada entre os clubes, dois dias após a data inicialmente prevista.

Paulo Roseira lembrou que a possibilidade de fazer esta alteração aos regulamentos surge “ao abrigo do decreto de lei aprovado pelo governo, o ano passado, que permite a entrada em vigor de alterações regulamentares na própria época em que são aprovadas, num regime excecional derivada à situação de emergência causada pela covid-19”.

Mário Costa, presidente da assembleia geral do organismo, acrescentou que a decisão da alteração deste regulamento e da não repetição do jogo entre Belenenses SAD e Benfica foi uma “tomada de posição soberana da maioria dos clubes”

“Surgiu um problema, e ele foi resolvido, porque os clubes tiveram essa consciência que havia uma lacuna. Toda a gente sabe que o que aconteceu não deveria ter acontecido, e agora não vale pena apontar culpas. Não foi bom ter um jogo de nove contra 11, mas não voltará a suceder”, frisou.

À margem deste assunto, o dirigente referiu que “não foi discutida ou abordada” nesta reunião a possibilidade de uma nova redução da lotação dos estádios para 50 %, a entrar em vigor entre 26 dezembro e 09 de janeiro de 2022, inserido no pacote de medidas de combate à covid-19 estabelecidas pelo governo.

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Desporto

Trofense sem direção aguarda por setembro para criar comissão administrativa

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Apenas 40 sócios marcaram presença na assembleia geral extraordinária do Clube Desportivo Trofense, na noite desta sexta feira, que tinha como ponto a eleição de uma comissão administrativa, depois de Franco Couto ter apresentado a demissão, por motivos pessoais.

A assembleia foi conduzida por José Duarte Gomes, presidente da Assembleia Geral do Clube, apoiado por 2 sócios, uma vez que os secretários da assembleia não compareceram na mesma.

A comissão vai ter como primeira batalha tratar do pagamento dos 4 meses em atraso do RERE (Regime extrajudicial de recuperação de empresas), que foi aprovado em tribunal e que o clube não estará a pagar, segundo informação vinculada na assembleia.

A assembleia terminou sem que alguém demonstra-se interesse em liderar uma comissão administrativa, havendo 5 sócios disponíveis para integrar uma, mas sem a liderar.

Ficou marcada para 2 de setembro nova assembleia com o objetivo de encontrar uma comissão.

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Junta do Coronado cancela Coronado Convida por “desentendimento” com a paroquia de S.Mamede

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A Junta de Freguesia do Coronado cancelou a edição de 2022 do Coronado Convida.
O evento estava previsto para decorrer entre 29 de agosto e 4 de setembro foi cancelado porque a paróquia pretendia montar “uma tasquinha” no adro da Capela do Divino Espírito Santo, mesmo depois de “terem tomado conhecimento de que já não havia lugar para mais espaços de restauração”, anunciou a junta em comunicado.

No referido documento, a junta de freguesia afirma que “tentou sensibilizar os intervenientes de que isso colocaria em causa toda a dinâmica e todos os participantes do evento” e que “perante a insistência e a determinação dos elementos ligados à Paróquia a Junta de Freguesia viu-se forçada a cancelar o evento para salvaguardar o princípio de organização do mesmo e para não entrar em choque” com uma das entidades da comunidade, nem com todos os participantes do certame. (Leia o comunicado na integra clicando aqui)


Já a paroquia, também em comunicado afirma que o regulamento do evento “definia que os lugares de restauração seriam atribuídos mediante apresentação de candidatura em carta fechada, sob licitação mínima de 800 euros, a serem conferidos aos três que apresentassem a melhor proposta, até ao dia 5 do presente mês, contudo, e segundo o mesmo comunicado, “a informação que foi disponibilizada à Paróquia, oito dias antes da data prevista de entrega das cartas, foi de que os lugares já se encontravam preenchidos.”
Segundo o comunicado, publicado nas redes sociais, a paroquia afirma que “manifestou o seu descontentamento com esta falta de consideração pelas regras instituídas” e que dois elementos do conselho económico estiveram reunidos com o presidente da Junta de Freguesia, José Ferreira, saindo dessa reunião com “bom entendimento entre as partes, decorrendo num favorável espírito de abertura e cordialidade”, mostrando surpresa pelo motivos alegados para o cancelamento do evento. (Leia o comunicado da paroquia clicado aqui)


O certame tinha realização prevista, tal como nas anteriores edições, na zona envolvente à Capela do Divino Espirito Santo, em S.Mamede do Coronado.
O Coronado Convida realizou-se já por 11 edições, esteve suspenso em 2010 e 2011 devido à pandemia, e é uma mostra associativa e cultural da freguesia.

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