Um incêndio numa habitação, onde vive uma mulher de 87 anos, com mobilidade reduzida, provocou o pânico em S. Mamede.

Os sete elementos dos Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT), que se deslocaram, na segundafeira, a uma habitação, na Rua de S. Mamede, na freguesia mamedense, face à Estrada Nacional 318, encontraram o anexo da casa a ser consumido pelas chamas. Albina da Costa e Silva, de 87 anos, com dificuldades de locomoção, tinha sido retirada da habitação pelo genro, Joaquim Oliveira. 

Luba Paulo, que mora no piso superior, apercebeu-se de um “cheiro estranho”, quando decidiu “vir até à rua ver o que se passava”. Foi aí que deu conta das chamas, que estavam a deflagrar no anexo da habitação. Preocupada, foi chamar Joaquim Oliveira, genro da idosa, que, depois de a ter retirado do interior da cozinha, chamou de imediato os Bombeiros Voluntários da Trofa. “A minha preocupação nem foi tirar as coisas do anexo, mas sim tirar a minha sogra de casa e colocá-la lá fora, porque está numa cadeira de rodas. Depois tirei a botija da cozinha, também desliguei a luz e ficamos à espera dos bombeiros”, contou Joaquim Oliveira, afirmando que a senhora não se tinha magoado, apenas se encontrava “assustada”.

No anexo, além de lenha existiam ainda botijas de gás uma cadeira de rodas, que a senhora utilizava para se poder deslocar. O genro não entende o porquê desta situação, pois não tinha nenhuma fogueira no quintal. “Há dias que está muito frio, então fazemos uma fogueirinha (no fogão a lenha da cozinha), pois não pode sair da cozinha e, além disso, tem que ter alguém sempre perto dela”, asseverou. 

João Goulart, comandante dos BVT, informou que foram chamados para o incêndio “no qual existiria uma pessoa no interior” da habitação. Por essa razão, foram deslocados para o local três viaturas: uma de comando, uma de Combate a Incêndios e uma ambulância. Quando chegaram ao local, verificaram que a idosa já tinha sido retirada e procederam à sua avaliação, comprovando que “estava estabilizada”, logo “não havia necessidade de a transportar à unidade hospitalar”. De seguida, procederam ao “reconhecimento e avaliação da situação”. “Houve alguma preocupação, da nossa parte, em retirar algumas botijas de gás, que estavam no interior do anexo e, de imediato, procedemos ao combate bem como à proteção das exposições, nomeadamente, uma habitação. Felizmente, o incêndio foi rapidamente extinto”, garantiu.

O caso foi entregue à GNR da Trofa, que prosseguirá à investigação da origem do incêndio. Para o local deslocou-se, ainda, a Assistente Social da Câmara Municipal da Trofa para avaliar a necessidade de alojar a idosa o que acabou por não ser necessário já que a habitação não foi atingida pelas chamas. A Polícia Municipal esteve no local a orientar a circulação automóvel. 

Entre 1 de janeiro e 15 de fevereiro, os Bombeiros da Trofa receberam pedidos de ajuda para acorrer a 18 incêndios, registando um aumento de 33 por cento em relação ao período homólogo de 2011.

{fcomment}