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Idade da reforma recua para 66 anos e 4 meses em 2023

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A idade da reforma deverá recuar para 66 anos e quatro meses em 2023 e o fator de sustentabilidade aplicado às pensões antecipadas cairá para 14,06% em 2022, segundo cálculos com base em dados do INE.

Os cálculos feitos pela Lusa basearam-se nos dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE) conhecidos hoje sobre a esperança média de vida aos 65 anos, que caiu quatro meses, para 19,35 anos, no triénio de 2019 a 2021, devido à mortalidade associada à pandemia de covid-19.

A idade legal da reforma está a subir há vários anos, associada à esperança média de vida (que tem aumentado), sendo este ano de 66 anos e seis meses. No próximo ano será de 66 anos e sete meses, mas, em 2023, deverá então recuar para 66 anos e quatro meses.

Por sua vez, o fator de sustentabilidade, que é um corte aplicado a algumas pensões antecipadas, também associado à esperança média de vida, deverá reduzir-se dos atuais 15,5% para 14,06% em 2022.

Nos últimos anos, o fator de sustentabilidade deixou de ser aplicado em algumas situações, como é o caso das pessoas que se reformam por antecipação à idade legal, mas com longas carreiras contributivas.

Além do fator de sustentabilidade, as reformas antecipadas estão ainda sujeitas a cortes de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade legal de reforma ou face à idade pessoal.

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Edição 756

Karaté em crescimento na AR S. Pedro da Maganha

No dojo do S. Pedro da Maganha há atletas dos sete aos 57 anos, uns ainda a ganhar experiência, e outros a dar cartas – e muitas – na competição.

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No chão, um extenso tapete preto, no teto uma estrutura que sustenta dois sacos de boxe. Quem vê de fora, não imagina que um dos principais salões da sede da Associação Recreativa S. Pedro da Maganha se transformou num dojo de karaté, onde lá treinam cerca de uma dezena de pessoas. Os treinos acontecem às quartas, sextas e domingos.

Dominam os jovens, que, mal chegam ao tatame “improvisado”, começam os exercícios de aquecimento. “Alguns eram muito indisciplinados lá fora. Nem sabe o que evoluíram desde que cá chegaram”, conta, orgulhoso, Mário Ramalho, coordenador da secção e praticante de karaté há muitos anos.
A mais recente conquista deste amante da arte marcial foi trazer a esposa, Alice, a experimentar o tatame também. A mulher olha, tímida, e acena a cabeça, em sinal afirmativamente. “Chateou-me durante muito tempo. Eu achava que isto não era para mim, mas desde que comecei que noto que ando muito melhor”, confessou a mulher, que testemunha os benefícios que o karaté lhe deu em termos físicos e psicológicos.
O sensei Fernando Santos fala deles com mais detalhe: “Serenidade, melhoramento da postura social e, se lhe quisermos chamar assim, este é um desporto que não é individualizado, mas sim vivido em comunidade, porque precisamos do outro para poder praticar. Depois, a nível físico, temos a flexibilidade, a destreza, o equilíbrio. Eu costumo dizer que no karaté encontramos tudo, até o que os outros não têm”.


No dojo do S. Pedro da Maganha há atletas dos sete aos 57 anos, uns ainda a ganhar experiência, e outros a dar cartas – e muitas – na competição. Pedro Matos vive no Porto, mas costuma deslocar-se à Maganha para treinar com Fernando Santos. Na flor da idade já colecionou “54 primeiros lugares” e numa das épocas “foi totalista”. “Nas 13 competições em que participou, venceu todas. Nasceu para isto. Atualmente, é o campeão nacional de cadetes em kata”, sublinha o sensei.
O gosto pelo karaté nasceu sob a influência dos “desenhos animados” que Pedro via quando era criança. Depois, quando a irmã começou a praticar, os pais aperceberam-se que o pequeno imitava os movimentos e decidiram colocá-lo, também, num dojo. “O karaté dá-te mais foco, aqui sinto-me mais concentrado, vou para outro mundo onde mais nada existe”, descreve.
Quanto aos segredos para se ser campeão, Pedro considera que tem haver uma conjugação de vocação e empenho. “Tens de nascer com isto dentro de ti, mas sem treino árduo também não vais a lado nenhum”.

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Edição 756

Autarquia implementa Programa CED para controlar colónias de gatos

Na freguesia do Coronado existem já identificados três abrigos para proteger colónias de gatos durante o inverno, mas a medida está a ser implementada em todo o concelho.

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Na freguesia do Coronado existem já identificados três abrigos para proteger colónias de gatos durante o inverno, mas a medida está a ser implementada em todo o concelho. Segundo a Câmara Municipal da Trofa, os técnicos do canil estão a desenvolver o programa CED – Capturar, Esterilizar e Devolver, que se caracteriza pela “captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução dos animais ao seu território de origem, onde são alimentados e protegidos por um cuidador”.
Em nota informativa, a autarquia detalha que este programa “visa controlar as colónias de gatos existentes no Município e reduzir as populações felinas silvestres”, para que se garanta “a monitorização permanente do estado de saúde e número de felídeos” e que “todo o espaço público da colónia seja limpo e higienizado, livre de resíduos ou restos de comida, de forma a evitar a proliferação de pragas”.
“Sempre que possível, os animais adultos dóceis e as crias que ainda estejam em idade de socialização são retirados das colónias e encaminhados para adoção”, lê-se na nota de imprensa.

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