O Hospital da Trofa e o Hospital de Dia de Vila Nova de Famalicão, do grupo Trofa Saúde, associaram-se ao Dia do Euromelanoma, comemorado a 27 de Maio, e promoveram uma acção de prevenção e rastreios gratuitos ao cancro de pele.

Perante o aumento do número de casos do melanoma, a forma mais maligna do cancro de pele, o objectivo destas acções passa por sensibilizar a população para os factores de risco e detectar atempadamente os sinais do seu aparecimento.

Ángelo Azevedo, dermatologista responsável pelos rastreios efectuados no Hospital da Trofa, ressalvou a importância de evitar a exposição prolongada ao sol. “É importante alertar as pessoas que o fotoenvelhecimento é um facto, quanto mais há incidência da radiação solar e em curto espaço de tempo, ou seja, em horas de maior perigosidade fazendo exposições muito intensas há maior probabilidade de ter queimaduras solares e depois daí vir mais tarde cinco, dez ou quinze anos um problema de cancro de pele ou o aparecimento de lesões pré-cancerosas”, explicou o dermatologista ao NT/TrofaTv.

Com a chegada do Verão e das exposições ao sol na praia, os cuidados a ter devem ser redobrados, alerta Ángelo Azevedo. “O uso do protector solar, do chapéu, de roupa larga e de algodão e o uso de óculos de sol” são fundamentais, de acordo com o dermatologista. “Estamos no fundo a ajudar a sociedade, porque estamos a prevenir o aparecimento de lesões que são pré-malignas, que mais tardiamente vão trazer problemas, quer para os próprios, quer para a sociedade porque tem de os resolver”, alertou.

No Hospital da Trofa a população aderiu de forma positiva à iniciativa, onde a palavra de ordem foi “prevenção”. “A adesão é dentro daquilo que seria previsível, temos as consultas programadas de 10 em 10 minutos para ter o mínimo de capacidade de atendimento personalizado das pessoas para ver concretamente em toda a superfície corporal a existência ou a não de lesões que sejam suspeitas, assinalá-las e preencher um questionário que é distribuído”, referiu Ángelo Azevedo.

Recorde-se que todos os anos são diagnosticados dez mil novos casos de cancro de pele em Portugal. As taxas de cura são elevadas quando as lesões são diagnosticadas e tratadas numa fase inicial.