O governo está a acelerar a construção da Plataforma Logística de Leixões como forma de compensar o atraso na construção da plataforma Maia/Trofa, originado por uma nova orientação do seu promotor, a construtora SOMAGUE.

“Enquanto aguardamos que os privados se reorganizem para retomar o projecto Maia/Trofa, estamos a fazer todos os esforços para acelerar a plataforma de Leixões”, afirmou hoje a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, em declarações aos jornalistas, no Porto.

Ana Paula Vitorino, questionada pela Lusa, frisou que o governo “não quer” que a Área Metropolitana do Porto “fique atrasada” em termos logísticos, pelo que decidiu acelerar a plataforma de Leixões.

A secretária de Estado frisou que a SOMAGUE, promotora da Plataforma Logística Maia/Trofa, não manifestou a intenção de abandonar o projecto, mas “alterou o seu posicionamento” na sequência da crise internacional.

“A empresa teve necessidade de reorientar os objectivos”, afirmou Ana Paula Vitorino, revelando ter “sugerido ao presidente da empresa que procure outros parceiros privados com vista a assegurar a continuidade do projecto”.

“Não baixamos os braços, estamos a apoiar a SOMAGUE para encontrar outros parceiros privados”, afirmou.

A construtora SOMAGUE revelou terça-feira, em declarações à Lusa, ter decidido abandonar o projecto até que a situação se altere, considerando que este projecto “não é rentável” na actual conjuntura mundial.

“A posição da SOMAGUE é que esta plataforma é um projecto com falta de rentabilidade no actual momento de crise mundial”, afirmou uma fonte da construtora.

A Plataforma Logística Maia/Trofa tem um investimento previsto de 232 milhões de euros, dos quais 224 milhões são destinados à construção da plataforma e os restantes oito milhões para a construção dos acessos.

Esta plataforma foi concebida para dar apoio logístico à Área Metropolitana do Porto, sendo também um complemento logístico ao Porto de Leixões.

A sua construção pretende dar um novo impulso ao desenvolvimento económico local e regional, através da reorganização dos fluxos logísticos provenientes da região litoral norte de Portugal, da Galiza e da Beira Alta.