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Edição 777

Folha Liberal: Braços ao ar!

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No passado dia 27 de outubro teve lugar a assembleia de freguesia extraordinária (à segunda tentativa) para decidir sobre a desagregação, ou não, da união de freguesia de Bougado e eventualmente voltar à situação anterior à reforma administrativa de 2013.Os membros da assembleia de freguesia votaram 7 contra e 6…

 

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Edição 777

Capela de Santa Bárbara inaugurada a 3 de dezembro

O bispo do Porto, D. Manuel Linda, vai presidir à cerimónia religiosa que marcará a inauguração da Capela de Santa Bárbara, em Guidões, a 3 de dezembro.

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O bispo do Porto, D. Manuel Linda, vai presidir à cerimónia religiosa que marcará a inauguração da Capela de Santa Bárbara, em Guidões, a 3 de dezembro.
O edifício é uma réplica daquela que existiu na paróquia há cerca de dois séculos.


D. Manuel Linda vai fazer a bênção da Capela, às 17h00, após uma procissão que inicia junto da Igreja Paroquial.
No dia de Santa Bárbara, 4 de dezembro, há missa às 10h45, na Capela.
A concretização de um desejo “antigo” da comunidade guidoense deveu-se à contribuição do empresário local Jaime Dias, que doou o terreno e custeou, integralmente, a construção da capela. Por mais este gesto dedicado à Igreja, o pároco José Ramos apelida o empresário de “um dos grandes beneméritos da paróquia de Guidões”.
A nova Capela de Santa Bárbara está localizada na Rua 1.º de Maio, junto ao cruzamento que dá acesso ao campo de futebol.

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Edição 777

Linha do Equilíbrio: A importância da Psicologia

A primeira crónica “Linha do Equilíbrio”, que nasce da parceria entre NT e a psicóloga Sandra Maia.

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Atualmente, muito se tem falado sobre o conceito saúde mental e da sua importância para o nosso bem-estar. Mas, afinal, o que é a saúde mental? Por que será tão relevante para a nossa vida? Como pode o/a psicólogo/a ajudar a encontrar o equilíbrio?
Segundo o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) menciona, saúde é um conceito muito amplo que não se refere apenas à ausência da doença, sendo um modelo biopsicossocial que engloba todos os outros estados de saúde: a física, a mental e a social. É, por isso, imprescindível prestar atenção a todas estas vertentes.

Se a saúde mental afeta a forma como as pessoas pensam, sentem e agem, vai influenciar, inevitavelmente, as nossas relações e decisões. Daí a importância de as pessoas reconhecerem e perceberem como lidam com o stress normal e diário. Em particular, a nível laboral, as pessoas precisam de estar atentas se existem condições para desempenharem as suas funções; se há adequação às exigências do cargo e às suas capacidades; se a segurança e a remuneração são adequadas. Similarmente nas relações interpessoais, as pessoas necessitam de perceber como se relacionam com os outros, aprendendo a gerir conflitos. Já nas relações intrapessoais, as pessoas devem reconhecer e identificar a relação que estabelecem consigo mesmo, aprendendo a regular as emoções. Estes multifatores elencados poderão conduzir a sofrimento e desequilíbrios mentais.
Historicamente, há uma grande falta de investimento em saúde mental, fruto de as políticas vigentes se revelarem insuficientes face às necessidades, o que origina graves lacunas na prevenção de perturbações mentais que seriam facilmente prevenidas, caso fossem alocados mais recursos a esta especialidade.
Porém, erradamente, o conceito de saúde mental está comummente associado a um estado negativo de saúde, ou seja, só nos preocupamos com a nossa saúde mental quando precisamos de remendar uma situação que causa desconforto na nossa vida ou então em acontecimentos de crise/ trauma pessoal e, ainda, em acontecimentos sociais, como exemplo a pandemia e, mais recentemente, a guerra e as suas consequências.
Hoje, a saúde mental preventiva deveria ser uma preocupação crescente da nossa sociedade, ir ao/à psicólogo/a deveria ser semelhante a ir ao médico, pois, como diz o ditado, “mais vale prevenir do que remediar”. Desta forma, será importante prestar atenção aos possíveis indicadores de sofrimento, tais como: a insónia, a irritabilidade, a perda ou o excesso de apetite, o consumo e/ou o aumento do consumo de substâncias aditivas, o isolamento, a procrastinação (sentir que não tem vontade para nada e/ou adiar tarefas), sentir culpa e, até mesmo, perda de esperança no futuro.
Para manter uma boa saúde mental, há algumas estratégias que podemos adotar na vossa vida, desde logo, cuidarmos de nós, nomeadamente, aumentar o nosso “amor-próprio”. Este cuidar de nós implica seguir uma boa rotina diária dotada de uma alimentação equilibrada, de um sono reparador e de qualidade, de ingestão regular de água, prática de exercício físico e de terapias meditativas, além de atividades prazerosas e de lazer, como é certamente estar em família, com os amigos ou, até mesmo, com os animais.
No fundo, a adoção de hábitos e rotinas de vida saudáveis são fundamentais para o nosso equilíbrio, mas, caso não consiga autorregular-se, procure sempre a ajuda de um profissional.

sandramaia.psicologa@linhadoequilibrio.pt

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