As urgências da unidade de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) que abriram recentemente, “só o serão verdadeiramente quando tiverem um equipamento de TAC, o que não acontece”, disse, hoje o seu responsável.

O presidente do Conselho de Administração, José Dias disse esperar que a viatura VMER – de emergência médica – entre, em definitivo, ao serviço em Abril e fique localizada na unidade do CHMA, mas lamentou que o mesmo não aconteça com a instalação de um equipamento de TAC – Tomografia Axial Computadorizada, previsto para a Urgência, atrasado por razoes burocráticas.

O gestor hospitalar que falava aos jornalistas durante a visita que os deputados do PS eleitos por Braga à Assembleia da República, hoje fizeram ao serviço, revelou que a ministra da Saúde, Ana Jorge, inaugura, em Abril, as novas urgências médico-cirúrgicas.

O administrador admite que a instalação do TAC nas novas urgências se atrasou, sublinhado que quando chegar “teremos uma verdadeira urgência médico-cirúrgica a funcionar, com tudo o que é necessário, em Famalicão”.

O grupo de deputados socialistas ficou a saber que a instalação daquele equipamento de diagnóstico médico obedece a normas processuais complicadas e que implicam a realização de um concurso internacional para o seu fornecimento.

“Quando o TAC estiver a funcionar será mais rápido o diagnóstico aos casos urgentes”, frisou José Dias. Com um volume de atendimentos muito significativo – ali acorrem urgências não só de Famalicão como de Santo Tirso e Trofa – o administrador refere, de momento, “quando os doentes precisam de um TAC de urgência são encaminhados para o Hospital de São Marcos, em Braga, ou o Hospital de São João, no Porto”.

As novas urgências da unidade de Famalicão do CHMA triplicaram o espaço disponível, a abriram entradas separadas para adultos, e para a urgência pediátrica, bem como para situações de emergência.