Os cursos profissionais são um dos percursos do nível secundário de educação, caracterizado por uma forte ligação com o mundo profissional. Tendo em conta o perfil pessoal de cada aluno, a aprendizagem realizada nestes cursos valoriza o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão, em articulação com o setor empresarial local.

Atualmente, esta via é cada vez mais vista como uma alternativa válida ao ensino regular, com uma inversão da tendência de se pensar que de que é apenas um caminho facilitador para terminar o ensino obrigatório. Quem completa um curso de ensino profissional sai com uma profissão e está mais bem preparado para o mercado de trabalho.

Além das disciplinas científicas e socioculturais, os cursos profissionais têm uma forte componente de disciplinas técnicas de especialização e estágios e práticas em contexto laboral. Isto significa que, quando opta por um ensino profissional, o aluno fica a conhecer de imediato o que a profissão que escolheu lhe vai exigir.

Existem estudos que indicam que os alunos das escolas profissionais têm uma inserção profissional superior dos que os alunos que optem pelo ensino regular, uma vez que as empresas têm uma maior necessidade de recursos humanos que “saibam fazer”. E não é novidade que, dada a falta de mão de obra qualificada nas diversas áreas da indústria, muitas das vezes os empregadores deslocam-se ao ensino profissional, em busca de trabalhadores.

Mas no caso de os jovens pretenderem prosseguir os estudos no ensino superior, a frequência de uma escola profissional não é incompatível com o desiderato. O ensino profissional tem a vantagem de preparar os jovens desde o 1.º ano de formação, para o exercício efetivo de uma profissão, sem que se perca a possibilidade de acesso ao ensino superior. Este aspeto ganha ainda mais relevância depois das notícias recentes de que o Governo tenciona implementar, já no próximo ano letivo um regime em que os alunos que concluem o ensino secundário através de cursos profissionais possam aceder às licenciaturas dadas em universidades e institutos politécnicos sem realizar exames.

Mas além da componente prática que caracteriza estes cursos e que atribui o Ensino Secundário à qualificação escolar e o Nível IV à qualificação profissional, há mais vantagens associadas, como a ausência de despesas com os materiais de estudo/trabalho, existência de subsídio de transporte e de alimentação e de bolsa de profissionalização no estágio ou na formação em contexto de trabalho.