quant
Fique ligado

Trofa

Eco Resort vai ser construído no Muro

Publicado

em

O Governo reconheceu hoje como “empreendimento de relevante interesse geral” o Eco Resort previsto para Gueidãos, Muro, levantando assim as proibições vigentes para locais onde ocorreram incêndios e viabilizando o investimento.

O despacho dos ministérios da Economia e Transição Digital e do Ambiente e Ação Climática, publicado do Diário da República, esclarece estar em causa uma resposta ao pedido da Natural Living Turismo e Eventos, Lda “para que aquele projeto possa ser concretizado em área de povoamento florestal percorrida pelos incêndios ocorridos em 2011 e 2016”.

O reconhecimento do empreendimento como “de relevante interesse geral” serve “para levantamento das proibições” estabelecidas num decreto que estipula a proibição, “pelo prazo de 10 anos a contar da data do incêndio”, de realizar uma “série de ações” no terreno em causa, “nomeadamente obras de construção de quaisquer edificações”.

Para o Governo, o desenvolvimento do empreendimento traduz-se “numa contribuição para a resiliência daquelas populações, quer no que se refere à fixação de pessoas, quer no que se refere a medidas de combate a incêndios florestais”

Os ministérios justificam ainda a decisão “considerando que o empreendimento em causa terá reflexos económicos e sociais bastante positivos na economia local”.

Acresce, dizem, que “os benefícios socioeconómicos que o empreendimento comporta se refletem na dinamização da atividade económica correspondente”, bem como “na manutenção e criação de postos de trabalho na área geográfica em que está inserido”.

O Governo alerta ainda tratar-se “de um empreendimento turístico que privilegia a baixa densidade da área a edificar e a fruição e sustentabilidade dos valores ambientais em presença”.

Publicidade

Refere, também, que “o empreendimento se coaduna com os interesses relacionados com o desenvolvimento turístico do território onde se insere, e com os objetivos da preservação e conservação da natureza e da biodiversidade, promovendo a utilização sustentável e eficiente dos recursos naturais existentes”.

O Governo refere igualmente que “os incêndios ocorridos nos anos de 2011 e 2016 se ficaram a dever a causas a que a requerente é alheia, não se lhe conhecendo quaisquer imputações de responsabilidade, conforme resulta do teor das certidões emitidas pelo Destacamento Territorial de Santo Tirso, do Comando Territorial do Porto, da Guarda Nacional Republicana, datadas de 3 de fevereiro de 2020”.

Por outro lado, o empreendimento foi “reconhecido como de interesse público municipal pela Assembleia Municipal da Trofa” e o despacho “não isenta a requerente do cumprimento dos demais regimes legais e regulamentares aplicáveis em função da natureza do projeto”.

O mesmo se aplica ao “cumprimento dos instrumentos de gestão territorial, bem como das servidões e restrições de utilidade pública em vigor”.

Continuar a ler...
Publicidade
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Trofa

Já são conhecidos os artistas da Expotrofa

Conheça aqui os artistas que vão atuar na ExpoTrofa.

Publicado

em

Por

Já são conhecidos os artistas que vão animar as noites da ExpoTrofa.

A realizar-se de 6 a 10 de julho, o certame terá a animar as noites de quarta a sábado Augusto Canário, Banda Myllenium, a Orquestra Urbana da Trofa e Zé Amaro. A noite de domingo estará preenchida com o tradicional desfile de moda.

Em 2022, a ExpoTrofa regressa de um interregno de dois anos devido à pandemia, e fica marcado por algumas novidades, desde logo o local onde se realizará.

Da zona envolvente da estação, o certame passa para a Alameda da Estação, no coração da cidade da Trofa, com apenas cinco dias de duração, em vez dos tradicionais nove. A programação cultural passa para a responsabilidade da Câmara Municipal e não das juntas de freguesia, como aconteceu até 2019.

Continuar a ler...

Trofa

Escrita com Norte: O jogo de(mora) uma vida

Publicado

em

Por

Não sei se devia ambicionar mais da vida (talvez ser um senhor), mas na verdade, o que anseio, semana após semana, desde há muitos anos, é pelo domingo de manhã, onde às 11 horas, sem falta, nas coordenadas – Latitude: N 41º 20′ 26” Longitude: W 8º 32′ 40” – acontece o nosso jogo da bola. É um enorme acontecimento, não pelo futebol praticado (são sete “mancos” contra seis “mancos”, mais eu), mas pelo facto de que quando digo o “nosso jogo” é a forma de ainda nos encontrarmos! Se bem que após alguns falhanços, de um ou de outro, de baliza aberta, passo bem a semana sem os ver!
O jogo deste último domingo, dentro da sua espectacularidade singular, foi mais um igual aos outros…o jogo começa às 11, mas em campo ainda só estão o Miguel e o Mário, no balneário, o Rodrigo está a tirar a roupa e o telefone toca…é o Quim. O Quim está na bomba de gasolina onde deixou o carro para lavar e aspirar e precisa de boleia.

– Não te posso ir buscar, estou a equipar-me – responde o Rodrigo.
Do outro lado, o Quim diz algo ao qual o Rodrigo responde, – O Calheiros também não pode, está de trusses.
Devido a fortes laços familiares, o Miguel, que está no campo, interrompe o aquecimento e vai buscar o cunhado, apesar de não gostar de jogar com ele, mas adora ver o sobrinho que acompanha sempre o pai.
Chateado, o Cabral, que joga no lado do “inimigo”, resmunga – A vossa equipa ainda não está cá?!
(da equipa dele ainda faltam dois)
Já com quase todos em campo, chega o Miguel a resmungar com o Quim, devido aos fortes laços familiares, mas sorri quando olha para o sobrinho que dá razão ao tio.

– Agora que estamos todos, vamos começar?! – diz o Cabral, perguntando.

– Esperai um bocado! – diz o Edu, enquanto entra em campo. Afinal ainda faltava um jogador… adversário.
Enquanto o Edu aquece, o David vem ter comigo para me transmitir a mensagem errada. Em vez de dizer, “Admiro todo o teu virtuosismo técnico e táctico”, queixa-se, “Passei a semana com dores na perna e a tomar medicação, por causa de um “cacete” que me deste.” Lembro-me de nesse jogo ele me ter dado três “cacetes”…faz parte!
O Edu termina o aquecimento e estamos prontos para começar, são 11h15m e a parte boa é que estamos a aguentar o empate…costumamos não ganhar!
Havendo duas bolas, alguém decidiu complicar o que estava complicado para começar, perguntando – Com que bola jogamos?
Quase todos queriam jogar com a bola branca e eu proponho jogar com a azul. A branca é demasiado redonda, enquanto a azul é ligeiramente ovalizada, sendo mais propícia à qualidade técnica da maioria!
Hilário, que toma conta do campo, avisa-nos, “Hoje o jogo tem que acabar mesmo ao meio-dia. Tenho que ir a um sítio!”.
Perante a informação e tendo o jogo ainda não começado, senti que apesar de correr o risco de pagar para fazer apenas o aquecimento, poderíamos aguentar o empate se o jogo não chegasse a começar!
Mas começou, e logo parou com uma dúvida do Sá – Afinal aonde jogo? No meio campo ou a lateral?
(Sim, ainda há coisas que não conseguimos definir antes de o jogo começar)
Quim, o “Presidente” do grupo, põe o Sá a avançado e o jogo recomeça já quase no fim!
Chegou a haver esperança no empate!

Cronista escreve de acordo com a antiga grafia

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também