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Edição 685

Doar uma peça para apoiar vítimas dos incêndios

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A campanha chama-se “uma casa um Lar”, foi lançada no Natal de 2018 pelo Movimento Lírio Azul e tem como objetivo angariar bens para apoiar as famílias da região centro, que em 2017, durante os incêndios de outubro ficaram, sem casa e sem os seus bens. Para isso foi estabelecido um protocolo com a Comissão de Coordenação de desenvolvimento Regional do Centro.

O Movimento Lírio Azul resolveu avançar com este apoio “por sentir que era preciso apoiar estas famílias na recuperação do seu “Lar”, e não apenas no apoio à recuperação/construção das casas”, adiantou Odete Costa, presidente deste movimento do qual fazem parte mulheres de muitos concelhos do Norte de Portugal.
Nesta campanha que tem como coordenadora a Lírio-mor do movimento Vera Araújo, são aceites todo o tipo de produtos/bens de primeira necessidade como os produtos têxteis-lar para dar algum “aconchego aos lares”.
“Tivemos conhecimento do apoio que estava a ser dado a estas famílias através da CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro relativamente às casas, mas rapidamente nos apercebemos que o apoio não era extensivo aos produtos que contribuem para o “aconchego”. Por isso, o MLA resolveu apoiar com artigos Têxteis Lar (novos) estes agregados familiares, fazendo um apelo aos empresários e comerciantes do setor, assim como à sociedade civil, para ajudar nesta campanha solidária.”
Lançado o desafio, está a ser feita a recolha nos concelhos de Santo Tirso, Trofa, Famalicão, Guimarães, Fafe e Vizela estando a primeira fase de recolha prevista para 31 de janeiro.
Odete Costa reconhece que, no início “sentimos que algumas pessoas estavam desconfiadas sobre o destino que era dado aos apoios e campanhas solidárias, fruto de algumas situações menos felizes que aconteceram no passado recente. Este sentimento de desconfiança, que consideramos muito injusto para com estas famílias, também pesou muito na nossa decisão e vontade de apoiar. Esta campanha solidária promovida pelo MLA, em parceria com a CCDRC, não aceita qualquer donativo monetário, mas apenas artigos de Têxteis lar”.
Os bens doados serão entregues ao movimento e o apelo de Odete Costa é de que, se pretenderem apoiar com uma peça que seja basta contactar através dos contactos de Odete Costa 968428433, odete.scosta@gmail.com ou através da coordenadora da campanha Vera Araújo através do número 925496835.
A Campanha está a decorrer e só termina quando for possível apoiar todas as famílias e pretende angariar junto de empresas e particulares todo o tipo de artigos para a casa como edredons, cobertores, lençóis, toalhas de mesa, panos de cozinha, entre muitos outros artigos junto das empresas ou de pessoas singulares que possam contribuir com um produto/bem.

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Edição 685

Tratamento VIP na prisão, porque carga de água?

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A Constituição portuguesa consagra o princípio da igualdade, onde está bem claro que “todos os cidadãos são iguais perante a lei. Mas também está bem explicito que “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito em razão das convicções politicas ou ideológicas, situação económica ou condição social”.
Por tudo isto é que é conveniente saber se a lei trata de modo desigual o que é essencialmente igual e saber se o tratamento desigual está justificado do ponto de vista jurídico-constitucional. Só que, o sistema da justiça, que se quer mostrar justo e igualitário, funciona a dois tempos, um para os ricos e outro para os pobres.
A justiça em Portugal também é discriminatória, em termos de encargos e de custas dos tribunais, que impedem o acesso à justiça de um número cada vez maior de pessoas em situação de pobreza, que também são impedidas de recorrer a recursos a instâncias superiores, pois só os ricos têm possibilidades financeiras a esses recursos. Esta realidade tem sido criticada com veemência, por organismos como a Amnistia Internacional.
A descriminação na justiça também se alarga até às prisões, com reclusos (uma minoria) a terem tratamento especial, a tratamento VIP (da expressão inglesa “Very Important Person” – pessoas muito importantes) e os restantes a terem um tratamento muitas vezes desumano. A grande maioria dos reclusos estão alojados em condições pouco saudáveis, devido à sobrelotação das prisões, que estão a funcionar a 110% da sua capacidade.
A cadeia dos reclusos, a quem o sistema concede “especiais medidas de proteção” vai deixar de ser em Évora e vai mudar-se para Leiria. Os reclusos sujeitos a “especiais medidas de proteção” são membros das forças de segurança e de organismos da função pública, mas também políticos, como foi o caso de José Sócrates e mais recentemente Armando Vara.
A medida proposta pelo Ministério da Justiça prevê a melhoria das instalações e um aumento da sua capacidade, que vai implicar um investimento de 4,3 milhões de euros, para que os designados presos VIP sejam “separados da restante população reclusa”. Mas será que se justifica tal investimento quando se aponta dificuldades financeiras para justificar a contratação de apenas 200 novos guardas prisionais, apesar de se prever a saída de mais de 900 guardas por reformas, nos próximos anos?
A referida medida de melhoria das instalações é justificada oficialmente pela necessidade de separar os reclusos da restante população, por questões de segurança. Alguns destes reclusos designados VIP são «figurões», que proliferaram no mundo da política, como vermes famintos de sede, que chafurdaram nas poças efémeras do compadrio, da fraude e da corrupção, com o beneplácito dos seus partidos. É tudo “gente boa”, que merece tal investimento e proteção!
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Edição 685

Equipa de Daniel Santos associa-se a novo projeto

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A Ruprec Team, fundada pelo ciclista Daniel Santos, fundiu-se a um novo projeto e agora é Team Lantemil BTT. O grupo, composto por oito elementos, tem como principais objetivos “revalidar os os títulos da Taça Regional do Porto e Minho de BTT em master 50”, com António Vieira, “participar nas provas da Taça de Portugal e etapas de BTT, como o Algarve Bike Challenge e o Gerês Extreme”, e “atacar” a vertente de estrada, “em grandfondos, provas por etapas e nacionais de amadores”, afirmou ao NT Daniel Santos.
Competir nas provas pontuáveis no Troféu Urban Race é também um dos projetos da equipa.
A equipa é composta por Daniel Santos, Domingos Ferreira, António Vieira, Pedro Fernandes, Carlos Sousa, Nuno Maia, César Matias e Pedro Braga, que vão competir graças ao apoio de “60 patrocinadores”. “Sem eles, o projeto não teria pernas para andar”, revelou Daniel Santos.

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