Desejava ganhar e consegui”. Vera Soares conseguiu cumprir o seu desejo e sagrou-se campeã nacional na modalidade de kickboxing, assim como aconteceu com mais 12 atletas do projeto Cross Stars, desenvolvido pela Escola Lifecombat em parceria com a Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa.
De regresso à Trofa, a atleta contou ao NT e à TrofaTv que os combates “não foram muito” difíceis e que “foi bom” ter sido consagrada campeã numa modalidade que considera “fixe” e que a ajuda “a desenvolver a carreira”. Prova disso são as “boas” notas que tem na escola. Também Mário Martins “conseguiu vencer” todos os combates, apesar de ter constatado que durante a pesagem “não estava no peso” e teve que competir no escalão acima. Contudo, apesar dos adversários terem sido “bons”, os combates correram “muito bem” e foram “mais fáceis do que estava à espera”. O bicampeão nacional referiu que mais do que treinar, o mais difícil nesta modalidade é ter de “cortar muito à boca”, mas, mesmo assim, quer “continuar a lutar” para “conseguir vencer o resto dos campeonatos”. A campeã Adriana Jesus já ia mentalizada para “ganhar tudo”, uma vez que tinha “trabalhado muito para conseguir ficar em 1.º lugar”. A atleta ficava “muito contente” se fosse selecionada para a Seleção Nacional, uma vez que gostava de “continuar neste desporto e de subir cada vez mais até chegar a treinadora”.
Também Bruno Gouveia, João Pereira, Artur Pasechenik, Patrícia Soares, Hugo Ferreira, Carina Ferreira, Tiago Paranhos, Diana Carvalho, Alexandre Barbosa e Vanessa Soares tiveram “excelentes desempenhos” nos seus combates e sagram-se campeões nacionais. Já Hugo Jesus foi vice-campeão nacional e Érica Ferreira e Mário Carneiro ficaram no 3.º lugar. Já na variante de Aerokickboxing, nos escalões Júnior e Juvenil, o grupo, constituído por Adriana Jesus, Diana Carvalho, Vera Soares, Vanessa Soares, Carina Ferreira e Patrícia Soares, sagrou-se campeão nacional pelo terceiro ano consecutivo. Devido a estes resultados, a equipa classificou-se na 1.ª posição.
Questionado sobre como é que se fazem campeões, o treinador Luís Ferreira declarou que se “direcionam para a competição” em que os preparam para “os combates”. Para este campeonato, o treinador tinha as expectativas “no limite”, pois a partir do momento que “começaram a ganhar taças e a formar campeões” , não podem “baixar” a fasquia. “Incutimos aos atletas que o limite é sempre lá em cima e acho que tanto eles como os novos que estão a entrar já se habituaram a isso”, explicou.
Para a presidente da Delegação da Trofa da CVP, Daniela Esteves, é com “uma enorme alegria” que assiste a estes resultados dos atletas, referindo que o primeiro objetivo do projeto, que passa pela “inclusão no desporto, está assegurado”. “Esta é uma equipa com muita disciplina, o que também se deve aos mestres. Nota-se que há uma vontade muito grande dos atletas e prova disso é que eles cumprem e superam as expectativas, trazendo para a Trofa medalhas e mais medalhas”, concluiu.

Há três anos a formar campeões
O projeto Cross Stars nasceu na Trofa “há cerca de três anos” e vem incutindo nos atletas “disciplina e humildade”, ao mesmo tempo que se “forma campeões”. Neste momento, o projeto conta com “28 atletas”.
Além da psicologia e da reabilitação física, a Escola Lifecombat fez uma parceria com centros de estudo, por considerar que em “1.º lugar está a escola e a educação e depois o desporto”, podendo desta forma aliar os dois. Esta parceria já está a dar frutos e provas disso são a Vanessa Soares e João Pereira, que “já subiram as notas”.