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Edição 767

Cantinho da Saúde: Dar sangue é dar vida!

De forma a atrair mais pessoas e a chamar a atenção para um ato tão simples, mas tão importante, no dia 14 de junho celebra-se o dia Mundial do Dador de Sangue.

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De forma a atrair mais pessoas e a chamar a atenção para um ato tão simples, mas tão importante, no dia 14 de junho celebra-se o dia Mundial do Dador de Sangue.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 92 milhões de pessoas dão sangue, anualmente, em todo o mundo. Quarenta e cinco por cento destes dadores têm idade inferior a 25 anos e 40% são mulheres.
As reservas de sangue foram fortemente afetadas devido à atual pandemia de Covid-19. As reservas atingiram mínimos nunca vistos, o que desencadeou alarme na comunidade médica nacional. Sem reservas de sangue disponíveis, a prestação de serviços clínicos, como uma transfusão de sangue, estaria comprometida, daí a importância de uma constante doação.
Os homens podem doar de três em três meses, já as mulheres podem doar de quatro em quatro meses.
Para doar sangue é necessário ser maior de idade, estar em bom estado de saúde, ter um estilo de vida saudável e ter mais de 50 kg.
Após a colheita de sangue, o dador tem de ficar em repouso dez minutos no local onde fez a doação, deve beber bastantes líquidos, mas não pode consumir álcool até 12 horas após esta ação. Também é aconselhável evitar o esforço físico intenso, pelo menos, até seis horas após a dádiva.
Ser dador de sangue traz algumas vantagens, como por exemplo, se ultrapassar as duas dádivas de sangue por ano, está isento do pagamento de taxa moderadora no Serviço Nacional de Saúde e se apresentar o cartão de dador de sangue, pode ter direito a mais visitas do que aquelas previstas no regulamento do Hospital.

Tiago Jesus

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Edição 767

Memórias e Histórias da Trofa: O embrião da industrialização

A Trofa, ao longo da sua história, sobretudo na época contemporânea, foi recebendo nas freguesias do seu futuro concelho várias indústrias, algumas delas o tempo foi apagando a sua memória, existindo muitas que estão, praticamente, longe do conhecimento da maioria dos populares. O tempo, por vezes, é ingrato na história.

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A Trofa, ao longo da sua história, sobretudo na época contemporânea, foi recebendo nas freguesias do seu futuro concelho várias indústrias, algumas delas o tempo foi apagando a sua memória, existindo muitas que estão, praticamente, longe do conhecimento da maioria dos populares. O tempo, por vezes, é ingrato na história.Apesar…

 

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Edição 767

Escrita com Norte: Ter tempo

Eu e os outros, que ontem tinham 16, 17, 18 anos, hoje passaram os 40 e dou por mim a ser o meu pai de há 30, 40 anos, dizendo, “Hoje encontrei aquele rapaz da minha idade…” e na discussão de muito temas, argumento, “No meu tempo…”.
Velho? Talvez…mas não! Apenas tenho Tempo.

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Lembro-me perfeitamente de, em criança, de entre várias coisas, ouvir o meu pai dizer, “Aquele rapaz meu amigo…”, geralmente, “rapazes” da idade dele, ou, “No meu tempo…”.
Sempre que ele nos falava (a mim e ao meu irmão) e aplicava estas frases, as mesmas eram acompanhadas de uma expressão de estranheza nas nossas caras por não compreendermos que, na idade dele, se referisse aos da mesma geração como “rapazes”! Em contraponto, e desta vez de forma correcta, com a expressão “No meu tempo…”, colocava-se no devido lugar de “gente velha”.
Na adolescência, a expressão de estranheza começou a ser acompanhada por outra, a de incompreensão. Se em crianças os nossos pais são super-heróis, na adolescência passam a incompreendidos e nós, adolescentes, tomamos o lugar de “Maiores”. Como qualquer adolescente normal, eu era (achava-me) o “Maior”. E tenho quase a certeza que o Quim (nome fictício do tótó da minha turma), no seu íntimo, também se achava o “Maior”, sonhando à noite, enrolado à almofada, com a Jennifer Lopez.
Os píncaros da “velhice” e “antiguidade” (e minha vergonha) eram as demonstrações de afecto. Se em privado eram toleradas, já em público os beijos e abraços da minha mãe superavam em humilhação a dos funcionários de um banco chinês açoitados em público por não terem atingido os objectivos. Eu passei sempre de ano… porquê tanto afecto humilhante em público?!
Neste tempo, o Tempo não passa ou passa devagar, e, nos momentos de angústia (os “Maiores” também os têm), chegava a andar para trás, por isso o vislumbre de chegar a “velho” e dizer, “Aquele rapaz meu amigo…” ou, “No meu tempo…”, era algo muito distante e arrastado como a evolução do Ser Humano… ou seja, algo que nunca iria acontecer.
O Ser Humano não evoluiu, mas o Tempo passou e tenho a sensação que o tempo em que pensava que ele não passava foi ontem!
Eu e os outros, que ontem tinham 16, 17, 18 anos, hoje passaram os 40 e dou por mim a ser o meu pai de há 30, 40 anos, dizendo, “Hoje encontrei aquele rapaz da minha idade…” e na discussão de muito temas, argumento, “No meu tempo…”.
Velho? Talvez…mas não! Apenas tenho Tempo.
Tenho Tempo pela frente e Tempo suficiente vivido, que me faz sorrir com as demonstrações públicas de afecto da minha mãe e me faz olhar, outra vez, para o meu pai com a capa do Super-Homem, apoiado na sua bengala.
Quanto a mim, de “Maior” de ontem, passei a “Realista” de hoje, com noção das minhas limitações e das coisas que não sei, incomodando-me unicamente no passar do Tempo o crescimento desordenado de alguns pelos das sobrancelhas, que me obrigam a arrancá-los.
E tenho quase a certeza que o Quim, quando as luzes do seu quarto se apagam, continua a agarrar-se às almofadas, imaginando-as como sendo a Jennifer Lopez e a Monica Bellucci, nunca dizendo, “No meu tempo…” mas, “Sempre fui o Maior!”.

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