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Edição 675

Bougadense apresenta-se com objetivo de manutenção (vídeo)

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Equipa sénior do Bougadense apresentou-se aos sócios e simpatizantes com um plantel renovado e jovem. A manutenção tranquila é o principal objetivo na Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto. // CÁTIA VELOSO/HERMANO MARTINS

Com um plantel extenso e com grandes alterações relativamente à época anterior, a equipa sénior do Atlético Clube Bougadense aponta baterias para um projeto que visa garantir a manutenção tranquila na Divisão de Honra. Ao leme do barco está Emanuel Costa, que no dia da apresentação da equipa, no dia 1 de setembro, adiantou ao NT e à TrofaTv que a primeira fase passa por uma “adaptação à competição”, já que o plantel é constituído por “muitos jogadores que estão no primeiro ano do escalão sénior” e que vão encontrar “uma Divisão de Honra muito competitiva”.

“Neste momento, o único objetivo passa apenas pela manutenção, posteriormente, dependendo dos resultados, podemos pensar ficar na metade superior da tabela”, revelou o técnico de 27 anos.

O plantel é jovem e com grandes alterações relativamente ao da época transata. Para a equipa vieram ex-juniores de outros clubes e jogadores da equipa B do Bougadense, que esta temporada já não existe.

Emanuel Costa adiantou que houve “um bom aproveitamento da formação do clube” e revelou que a média de idades da equipa “ronda os 22 anos”. Apesar da imaturidade do plantel, o treinador não descura “a ambição grande de fazer coisas bonitas por este clube”.

Na nova época que agora começa, o técnico prepara-se para abraçar, talvez, o maior desafio profissional, sendo que, ainda acumulará a função de diretor técnico do clube, estando também responsável pelo departamento de formação. A equipa de juniores, referiu, “dá garantias de qualidade” e por isso será expectável que alguns jogadores possam ser chamados à equipa sénior, durante a época.

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Os objetivos traçados para as equipas jovens passam por “aproveitar ao máximo os jogadores para a equipa principal e por outro lado conseguir que os jogadores sejam melhores atletas e melhores homens, no final da temporada”. “O que está para trás foi bem feito. O trabalho do Jorge Almeida (antigo responsável pela formação) foi incansável e que permitiu ao Bougadense reerguer-se, mas ainda assim é curto para a realidade de um clube de futebol. Queremos criar condições para que os atletas gostem de estar cá”, projetou.

Aumentar o número de jogadores nas camadas jovens está também no horizonte de Emanuel Costa, uma vez que “há algum défice” que é necessário cobrir para “tornar as equipas mais competitivas”.

Esta época, o Bougadense vai ter a funcionar os escalões de juniores, juvenis, iniciados e infantis. Emanuel Costa quer ainda ver inscritas equipas de sub-11, sub-10 e sub-9.

Quanto à equipa sénior, esta prepara-se para entrar em ação já no domingo, dia 9 de setembro, às 17 horas. Para a formação bougadense, que está na série 2 da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto, o campeonato inicia no reduto do Rio Tinto.

Plantel 2018/2019

GUARDA-REDES
Hélder Garcia
João Soares (ex-Pedras Rubras)
Rui Assunção (ex-S. Martinho)
Simão Maia (Júnior)

DEFESAS
Alex
AndréEsquerdinha
Hugo (ex-Lavrense)
João Pereira (ex-Trofense)
Nuno Resende
Pedro Resende
Rafa (ex-Tirsense)
Tiago

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MÉDIOS
Chico Coelho (ex-Sequeirô)
Dani
Gonçalo (ex-Sp. Coimbrões)
Guima (ex-Trofense)
Leonardo
Márcio
Renato
Ricardo (ex-Júnior)
Rocha
Serra (ex-Trofense)
Simãozinho (Júnior)
Thales

AVANÇADOS
Ailton
Chico Silva (ex-Castelo
Maia)
Fábio Moura (ex-Gondifelos)
Pisco
Ricardinho
Simão Cruz
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Edição 675

Memórias e Histórias da Trofa: “A Gripe Espanhola no Vale do Ave”

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O Rio Ave fez nascer em seu torno o “Vale do Ave” que se destacaram pelo seu enorme dinamismo económico, uma das zonas mais industrializadas do país.

As fracas condições de vida da classe operária com os operários a viverem miseravelmente em habitações sem condições e a fraca alimentação contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento da epidemia.

No município famalicenses nas freguesias de maior desenvolvimento industrial (Delães, Bairro, etc. etc.) na fase mais elevada da propagação ultrapassava os oitocentos infetados. Um número nefasto, próximo do cataclismo em muito superior à população de muitas das freguesias.

No meio rural deverá ser destacada a mentalidade, nos meios rurais havia uma tendência de pertença a uma família mais intensa e muitos dos enfermos preferiam ficar em casa em vez de rumarem ao hospital e estando a viver no mesmo espaço da sua família facilmente a doença encontrava um terreno favorável para a sua propagação.

Na perspetiva de compreender as lacunas no Vale do Ave, na área do município de Vila Nova de Famalicão com perto de quarenta mil habitantes havia apenas seis médicos para prestar assistência a toda a população.

A vida da maioria dos operários era miserável e ocorria com elevada facilidade o surgimento de cadáveres em casas de operários. Uma das situações passou-se na cidade de Guimarães com uma das vítimas mortais da doença a ser encontrada com vários filhos em seu torno, inclusivamente com dois filhos de pouco tempo de vida no seu regaço.

O impacto da epidemia nos meios industriais era enorme, provocava por vezes situações surrealistas com o jornal, A Semana Tirsense, a anunciar nas suas páginas a 6 de outubro de 1918 que o jornal ao invés de ter as habituais quatro páginas tinha apenas duas, porque a maioria dos funcionários da sua gráfica estavam doentes e não foi possível manter o nível de trabalho das edições anteriores.

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O número de mortos era elevado e na tentativa de diminuir as ondas de pânico na população, optou-se por não tocar os sinos no momento das cerimónias fúnebres para que a própria população não se apercebesse do real número de mortos e a real dimensão da tragédia que os rodeava.

Havia situações inusitadas, enormes fogueiras nas cidades com ramos de eucalipto para tentar erradicar a doença, na realidade acabariam os casos de doença nas zonas onde se realizava essa prática por diminuírem os novos casos. Comum ver em Famalicão essa prática a decorrer por várias semanas.

Na tentativa de bloquear o avanço da doença eram por vezes tomadas medidas drásticas, no concelho de Guimarães foram proibidas em 1918 as celebrações religiosas para evitar a propagação de doenças.

Na ausência de respostas por parte da ciência no momento critico de propagação da epidemia, conduziu a que muitos habitantes de várias localidades optassem por realizarem procissões em honra do Mártir D. Sebastião pelas ruas da sua localidade para com ajuda do divino ser possível extinguir a doença. Momentos de enorme desespero das populações que procuravam uma solução divina.

José Pedro Maia Reis

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Edição 675

NO PÓ DOS ARQUIVOS… Rev. Hilário António de Faria

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Rev. Hilário António de Faria
11/10/1717 (S. M. Covelas) – 13/05/1794 (S. M. Bougado)

Calaram-se as bandas e os foguetes. Desceram-se os mastros e os arcos. Desligaram-se as luzes. Guardaram-se as bandeiras e as opas. Desfizeram-se os andores. Terminaram as Festas de Nossa Senhora das Dores. Continuará – porque se manterá por anos e séculos! – a «especial devoção que os moradores da freguesia de S. Martinho de Bougado têm a Nossa Senhora das Dores». Continuará a Capela. Também a memória do Abade Inácio Pimentel e do Conde de São Bento, promotores da sua construção e ampliação.

Seria estulta a pretensão de restringir a um lugar secundário o contributo do Abade Inácio Pimentel. Longe de mim! Tendo ele ingressado, em 1723, na Congregação do Oratório do Porto, e tendo sido «o culto de Nossa Senhora das Dores difundido pelos Oratorianos, durante o século XVIII», são factos que sustentam o seu inquestionável desvelo pela construção da capela de Nossa Senhora das Dores. Mais do que o procedimento normal, que é o de relacionar o facto com o nome do superior hierárquico, ainda que, apenas à data, ocupe o cargo. Bem conheço o que escreveram, a propósito, Pereira da Silva e António Cruz, a cuja memória me curvo, pelos seus conhecimentos. E também outros, em recente publicação evocativa dos 250 anos da construção da Capela de Nossa Senhora das Dores: Napoleão Ribeiro e Laura Silva, do Gabinete do Património Cultural, e Graciete Teixeira, do Arquivo Municipal.

Isto não invalida, porém, que admita que o «padre coadjutor P.e Hilário António de Faria» tenha abraçado, de todo o coração, o «desejo de erigir uma capela de Nossa Senhora das Dores, no lugar chamado Monte da Carriça». Pendo a crer que o Rev. Hilário António de Faria tenha sido o redactor da petição «dos moradores da freguesia». Também ele o era e foi durante quase meio século, de 1746 a 1794. Petição que, em Junho de 1766, entrara na Diocese do Porto. Diocese sem bispo, à data, acrescente-se.

Depois do falecimento do Bispo D. Fr. José Maria da Fonseca e Évora (16 de Junho de 1752), só em 31 de Agosto de 1756, após se conservar a sé vaga durante quatro anos, foi nomeado o Bispo D. Fr. António de Sousa.

Para o Rev. Hilário António de Faria foi a paróquia de São Martinho, não de Covelas, onde nasceu, mas de Bougado, a paróquia da sua vida. Aqui permaneceu 48 anos, igualando a soma da duração da paroquialidade do Abade Francisco Pimentel (24 ) mais a do Abade Inácio Pimentel (24). A sua actividade pastoral em São Martinho de Bougado ter-se-á iniciado dois anos antes da data que lhe tem sido atribuída, 1748. Os assentos paroquiais comprovam-no. Em 31 de Janeiro de 1746 se receberam os nubentes André de Azevedo, da Aldeia de Real, e Maria Domingues, da freguesia de Ribeirão. No dia 7 de Agosto de 1746 foi baptizado Manuel, filho de Manuel de Azevedo e de sua mulher Ana Domingues, da Aldeia de Paradela. Nos dois assentos, assinou, como testemunha, o P.e Hilário António de Faria, Coadjutor. O Reverendo Padre Hilário António de Faria, natural de Covelas e morador em São Martinho de Bougado, faleceu no dia 13 de Maio de 1794.
(Paróquia de São Martinho de Bougado. Assentos de Óbitos, 4 – 1029)
Tempo que bonda para que sinta, como seus, os desejos dos moradores da freguesia. Como eles, «o desejo de erigir uma capela de Nossa Senhora das Dores»!

Assento do baptismo de Hilário:
Hilário, filho de Domingos António e de sua mulher Margarida Duarte, da aldeia de Lemende, desta freguesia de São Martinho de Covelas, nasceu aos onze dias do mês de Outubro de mil setecentos e dezassete e foi baptizado aos dezassete dias do mesmo mês. Foram padrinhos, eu, Abade, por nomeação de seus pais, e Maria, filha de Francisco da Silva, do lugar de Outeirô, desta freguesia, e testemunhas João Domingues e João António, do lugar de Lemende, e a maior parte da freguesia. Eu, Abade que o baptizei, dia, mês, e era ut supra. O Abade Hilário Luís da Silva.
(Paróquia de São Martinho de Covelas. Assentos de Baptismos, 2 – 618)

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