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Edição 450

Bolo-rei tradicional a concurso na Trofa

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O cheiro do açúcar e das frutas caldeadas invadiu o olfato de quem passava pelo corredor do Centro Comercial da Vinha, onde está situada a Prodoce – Dicas de Festa. A proprietária da loja decidiu testar os dotes culinários de quem enfeita a mesa de natal com o bolo-rei.

Textura, paladar, aroma e decoração. Estes foram os critérios de avaliação do Concurso de Bolo-rei promovido pela Prodoce – Dicas de Festa, no Centro Comercial da Vinha, na tarde de sábado, 30 de novembro.

A concurso estiveram dez exemplares que foram avaliados por um júri composto por Paulo Alves, formador de cake design, Óscar Costa, representante da empresa Doce Fruta, e Hermano Martins, diretor do jornal O Notícias da Trofa e da TrofaTv. O bolo-rei número dez, pertencente à Sweetcake, situada na Maganha, em Santiago de Bougado, foi o vencedor, pela conjugação dos critérios. Seguiram-se os doces da Pastelaria Corina e de Susana Dias, que completaram o pódio, respetivamente.

O júri decidiu ainda galardoar o bolo-rei com melhor paladar e aroma, que pertencia a Fernanda Ferreira.

“Para mim foi uma experiência fantástica na Trofa e fiquei surpreendido com o produto final, tivemos muito bons bolos-reis”, afirmou Paulo Alves, que salientou o facto de “nem sempre aquele que tem a melhor textura tem a melhor qualidade em termos de sabor”. “Acabamos por avaliar um que conjugava, quase na totalidade, as quatro características”, acrescentou.

Já Óscar Costa considera que o concurso mostrou que “apesar da crise, o bolo-rei está presente na mesa dos portugueses e que, cada vez mais, as pessoas optam por fazê-lo em casa”.

Para os jurados, esta iniciativa foi uma boa forma de valorizar o doce e a importância de o preservar com as características de origem. “Temos de louvar o que é tradicional, porque é uma característica que se está a perder ao longo dos tempos, em que tudo é industrializado, na chamada pastelaria de saco”, sublinhou Paulo Alves.

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À pouca adesão das pastelarias respondeu a participação em bom número de populares. Manuela Machado, proprietária da Prodoce – Dicas de Festa, assinalou a presença de “muitas donas de casa”. “Certifiquei-me que as pastelarias tivessem conhecimento, mas por algum motivo acharam que não seria importante participar, obter o primeiro lugar e a fama de ter o melhor bolo-rei das redondezas”, asseverou.

Já sobre a vencedora, para Manuela Machado “era de esperar” que obtivesse uma boa classificação, uma vez que “faz boas massas e bolos, tanto em aspeto como em recheio”.

Depois da experiência com os bolos-reis, a Prodoce já pensa no próximo concurso, desta vez para avaliar pães-de-ló, indo ao encontro de várias solicitações durante a promoção da iniciativa.

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Brinquedos tradicionais de madeira expostos na Casa da Cultura

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Quer uma boa razão para visitar a Casa da Cultura? Que tal visitar a exposição “Produção de Brinquedos Tradicionais em São Mamede do Coronado”, que vai estar patente até ao próximo dia 31 de dezembro.

A sala de exposição está transformada num mundo de sonho para pequenos e graúdos, reunindo brinquedos de coleção, das décadas de 50, 60 e 70 do século XX e ainda exemplares da recriação e interpretação contemporânea dos mesmos brinquedos, que são agora certificados e adequados ao manuseamento das crianças.

A exposição, inaugurada aquando das comemorações do 15º Aniversário do Concelho da Trofa, convida os visitantes a viajarem no tempo, revivendo momentos da sua infância, ao mesmo tempo que conta “a história da evolução da produção de brinquedos na região”, contando para tal com contributos da oficina Artesana, propriedade do artesão trofense, Abílio Cardoso. Presente em vários certames promovidos pela autarquia, bem como em alguns programas de televisão e feiras de artesanato nacionais e internacionais, este artesão não deixa “morrer” estes brinquedos, levando-os também até às novas gerações.

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Crónica Verde. É Natal…

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Aproxima-se a época em que o consumismo atinge o seu auge: o Natal.

Quero deixar claro que eu gosto do Natal. E também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber… Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim , o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegre labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos… É confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É a família que se junta – às vezes vinda de pontos opostos do país ou até do outro lado do mundo – e, durante uma noite e um dia, celebra o que a une: amor.

Posto isto, acredito que é possível vivermos alegremente esta época sem seguirmos a “corrente”, sem sermos sugados pelo apelo assustador do tal consumismo.

Há muitas escolhas e decisões que podem tornar o nosso natal numa festividade mais “amiga do ambiente”, desde a escolha conscienciosa da árvore de natal, até à compra dos ingredientes – preferencialmente de origem local – para a consoada, passando pelo que fazemos aos embrulhos no final da festa (que tal guardá-los para os reutilizar no próximo Natal?), mas como hoje não posso falar de tudo, vou focar-me nas prendas, onde – presumo – é gasta a fatia maior do “orçamento natalício” (e talvez descubram que não tem que ser assim).

Gostaria de vos pedir para, quando escolherem os presentes para os vossos entes queridos terem em atenção o impacto que estes têm no meio que nos rodeia. Muito resumidamente, optem por presentes que sejam (sempre que possível) reciclados/recicláveis, biodegradáveis; que não impliquem exploração animal; que não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência local, não advenha da exploração de mão-de-obra. E troquem os shoppings pelas ruas da cidade!

Pode dar um bocadinho mais de trabalho, mas o facto de sabermos porque o estamos a fazer aquece-nos o coração, acreditem!

E até vos deixo algumas sugestões:

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uma bicicleta; lápis e cadernos reciclados; pequenos vasos com cactos coloridos; sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas; carregador de baterias solar; floreira de ervas aromáticas; um cabaz gourmet ecológico, com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas); um cabaz com produtos de beleza naturais; t-shirts de algodão biológico; uma iogurteira; ecoponto caseiro; um cheque-prenda para uma massagem; plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas); livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável; bilhetes para o teatro ou um concerto; fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa; para quem tiver “jeito de mãos”, oferecer outras coisas “feitas por nós”: bijuterias e acessórios, roupas…

Que tal, aceitam o desafio?

Bom Natal!

 

ema magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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