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Edição 433

À descoberta do património trofense

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Visita guiada ao Castro de Alvarelhos

 A manhã do dia 15 de julho ficou reservada à redescoberta de uma das maiores riquezas em termos de património existente no concelho da Trofa: o Castro de Alvarelhos.

Eram 9.30 horas da manhã e um grupo de habitantes locais já se encontrava no Castro para dar início à viagem a tempos remotos conduzida pela técnica do Gabinete de Património Cultural da Casa da Cultura da Trofa, Laura Silva.

O Castro, classificado Monumento Nacional desde 1910, é um local arqueológico que contém inúmeros vestígios de ocupação em finais da Idade do Bronze até à Idade Média e que possui uma estrutura bem visível do povoado romano que aí habitou.

Tendo em conta tudo isto, a visita permitiu entender o modo de vida dos romanos e esclareceu diversos assuntos tais como: a localização estratégica do Castro, como seriam as casas da época, como era feita a organização do território, como funcionariam as termas, quais os tesouros aí descobertos e onde estes se encontram atualmente. Destacou-se a necessidade de se criar um museu na Trofa para acolher esses achados que fazem parte da história e do património dos trofenses.

No fim, houve ainda tempo para os visitantes desfrutarem de um lanche envoltos na paisagem campestre de Alvarelhos.

Estas visitas guiadas, proporcionadas pela Câmara Municipal da Trofa, podem ser solicitadas a qualquer momento desde que o número de interessados o justifique. Isto porque, e como se pode ler no site da Câmara, “todos têm direito à fruição dos valores e bens que integram o património cultural, como modo de desenvolvimento da personalidade através da realização cultural” (Lei 107/2001).

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Ana Torres

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Edição 433

O país não precisa de um líder (in)Seguro

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O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, meteu-se numa alhada tremenda, ao travar a remodelação governamental anunciada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que propôs uma nova estrutura governamental com o líder do CDS, Paulo Portas, a vice-primeiro-ministro, com a coordenação da área económica, das negociações com a “troika” e da reforma do estado. Em alternativa, Cavaco Silva decidiu fazer uma intervenção pública a apelar aos três partidos políticos do arco da governabilidade (PSD, PS e CDS) para se entenderem num “compromisso de salvação nacional”.

As conversações entre o PSD, CDS e PS, para um “compromisso de salvação nacional” foram um exercício de hipocrisia política, pois sabia-se à partida que ia ficar tudo na mesma. As pressões exercidas, desde o início, sobre o líder do PS, António José Seguro, foram muitas. O líder do PS, que ficou entalado entre a espada (Presidente da República) e a parede (alguns dinossauros do Partido Socialista), teve uma oportunidade de se afirmar como um verdadeiro líder, mas decidiu escolher o caminho do “suicídio político” ao terminar, de forma abrupta e desastrada, o fim das conversações. O seu tempo de liderar os socialistas chegou ao fim do prazo de validade

O líder socialista mostrou que é um líder fraco, com um fim à vista e sem margem de manobra para negociar com quem quer que seja. Se António José Seguro tivesse assinado o acordo, teria ganho aos olhos dos portugueses, uma dimensão de Estado, que nunca teve. O próprio Partido Socialista mostrou que é um partido só preocupado com o seu interior e com a ambição do poder. Atingir o poder a qualquer custo é típico de um partido pouco responsável, politicamente.

Em toda a nossa História, nunca estivemos tão dependentes como agora e, também por isso, precisamos de partidos e de políticos que coloquem o país e os portugueses acima dos seus interesses partidários. O país não precisa de um líder (in)Seguro. Um governo socialista, com este líder, conduziria o país a uma tragédia e assim sendo, não fazia qualquer sentido convocar eleições antecipadas para entregar o poder a este partido, que não merece. O país e os portugueses merecem muito melhor.

Cavaco Silva, depois de mais este erro que cometeu, inclusive ter anunciado uma coisa inédita em Democracia: a “morte a prazo” da Assembleia da República, retificou o erro e não marcou eleições antecipadas. Foi uma excelente decisão, pois a incerteza dos resultados eleitorais, poderiam deixar o país numa situação ingovernável.

Com toda esta crise, a maioria saiu mais forte e até mais reforçada. O Governo, como órgão de soberania que o é, não responde perante “assembleias populares” de rua, organizadas pelos tradicionais “comités”, mas responde perante a Assembleia da República. É assim desde a revisão constitucional de 1982, a tal Constituição que muitos acenam quase permanentemente para falar de “direitos adquiridos”, mas que se esquecem dela quando não lhes convém. É a nossa democracia no apogeu da política “bolorenta”. A Assembleia da República é eleita pelos portugueses para um mandato de quatro anos. Cumpra-se!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 433

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, fez balanço de mandato

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“Em termos de qualidade de vida temos praticamente tudo, só nos falta o metro”

 Numa entrevista ao NT, o presidente da Junta de Freguesia do Muro, Carlos Martins, elencou as obras que gostaria de ver realizadas antes de terminar o mandato. A não vinda do metro para a Trofa é o único ponto que considera negativo.

 O Notícias da Trofa (NT): Como avalia a sua presidência na Junta de Freguesia do Muro?

Carlos Martins (CM): Quem faz a avaliação são os murenses e não propriamente eu, mas tenho a consciência que é uma avaliação positiva, porque se já fomos eleitos para dois mandatos é porque os murenses gostaram e gostam do nosso trabalho. Tentamos ser uma Junta de Freguesia que correspondesse à necessidade de toda a gente, tentamos sempre fazer o bem comum e coletivo e tratar, independentemente da ideologia, da raça, cor ou religião, toda a gente por igual na sua freguesia.

Leia a reportagem completa no jornal O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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