A criação de novos espaços públicos, zonas verdes, ciclovias e melhores ligações pedonais é apontada como uma das possibilidades associadas à eventual tunelização de um troço da EN14, no centro da cidade da Maia. A intervenção está a ser estudada entre o Nó de Chantre e o Nó de Chiolo, na sequência de um acordo formalizado entre o Município da Maia e a Infraestruturas de Portugal (IP).
O entendimento estabelecido entre a autarquia e a IP prevê o desenvolvimento de estudos técnicos especializados para encontrar soluções que reduzam os impactos da estrada na cidade, nomeadamente ao nível da qualidade do ar e do ruído, e que contribuam para uma mobilidade “mais fluida e sustentável”.
Entre os trabalhos em curso destaca-se o anteprojeto de tunelização daquele troço da EN14, que atravessa o centro da Maia. A proposta é apresentada pelo presidente da Câmara Municipal, António Silva Tiago, como uma oportunidade para melhorar a organização urbana e as condições ambientais numa zona marcada pelo elevado volume de tráfego.
“Na Maia, a EN14 é mais do que uma estrada, é um eixo viário estruturante que atravessa o coração do nosso território, rasgando a meio o centro da Cidade da Maia, que é atravessado por largos milhares de veículos, servindo os cidadãos e as empresas”, afirmou o autarca, aquando da assinatura do acordo.
António Silva Tiago considera, contudo, que esta infraestrutura representa também uma “cicatriz” na continuidade urbana, com «prejuízos ambientais sérios para quem cá vive e trabalha».
Na perspetiva do presidente da Câmara, a tunelização poderá libertar espaço à superfície para outros usos. “A tunelização poderá permitir a criação de novos espaços públicos, zonas verdes, ciclovias e áreas de lazer, bem como melhores ligações pedonais, contribuindo para um centro urbano mais coeso, acessível e sustentável”, defendeu.
O projeto encontra-se, nesta fase, em estudo, não sendo avançados prazos para a concretização da intervenção.


