Edição 783
Mural sensibiliza para a igualdade e não discriminação
Esta semana, um muro na Rua da Trofa Velha, em Santiago de Bougado, perto do Pingo Doce e do Mc Donald’s, ganhou cor graças a um projeto artístico desenvolvido pela escola Casa ao Lado, em conjunto com instituições do concelho e a comunidade em geral, numa iniciativa que teve como promotora a Câmara Municipal da Trofa.
De pincel na mão se diz sim à igualdade e não à discriminação.
Esta semana, um muro na Rua da Trofa Velha, em Santiago de Bougado, perto do Pingo Doce e do Mc Donald’s, ganhou cor graças a um projeto artístico desenvolvido pela escola A Casa ao Lado, em conjunto com instituições do concelho e a comunidade em geral, numa iniciativa que teve como promotora a Câmara Municipal da Trofa.
O objetivo era passar para o mural “a marca da comunidade” e “a vertente da igualdade e da não discriminação”. “Foi-nos pedido que criássemos uma imagem colorida, feita em conjunto com outros atores da comunidade, e que a singularidade de cada pessoa se notasse num todo. Por isso, a lógica da imagem é não ter diferentes cores de raças ou etnias, mas tudo colorido, porque cada um de nós acaba por criar um mundo colorido e todos nós somos iguais, mesmo dentro das nossas diferenças.
Quanto à particularidade de haver um rosto interligado entre eles quer remeter para a nossa individualidade, mas todos em conjunto é que criamos algo, como este mural”, explicou a artista da Casa ao Lado Joana Brito.
APPACDM participou na iniciativa
A APPACDM da Trofa foi uma das instituições, como a Delegação da Trofa da Cruz Vermelha, que se associou ao projeto. Foi uma forma de os utentes darem “o seu contributo na arte e na sã convivência da comunidade”, referiu Sérgio Monteiro, diretor técnico da instituição.
“Eles gostam de participar em todas as atividades e com este mural a mensagem faz-se por si própria. Uma vez que visa promover a igualdade, estamos a mostrar à sociedade que todos nós somos pessoas. Não somos só homens, só mulheres, só brancos, só diferentes ou só especiais. Acima de tudo, somos pessoas. Faz todo o sentido que a APPACDM da Trofa participe nesta mensagem”, frisou.
Joana Brito sublinha a mais-valia de envolver a comunidade neste tipo de ações artísticas. “Como artistas, poderíamos criar este tipo de trabalho, indo ao local e indo embora logo que estivesse terminado e as pessoas apreciariam ou não. Mas para nós sempre fez muito mais sentido fazer algo com a comunidade, porque as pessoas, participando, entendem o processo de trabalho e criam uma relação de afinidade com a instalação artística. Em 18 anos de trabalho, nunca tivemos um mural danificado”, atestou.


