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Edição 782

Novo projeto da Cruz Vermelha quer resolver problemas de escolaridade, desemprego e violência

“Empregar e Empreender: Fios e Desafios” é o epíteto do novo projeto da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa, que vem substituir o CLDS 4GIR, encerrado no fim de 2022.

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“Empregar e Empreender: Fios e Desafios” é o epíteto do novo projeto da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa, que vem substituir o CLDS 4GIR, encerrado no fim de 2022.

Com o Plano de Recuperação e Resiliência, a instituição propôs-se trabalhar na “promoção da coesão social”, através de cinco eixos prioritários: emprego, formação, educação, empreendedorismo, promoção da igualdade e inovação.

“Com o trabalho in loco que, diariamente, realizamos, traçamos sete atividades com vista a suprir as necessidades que sentimos e que se podiam enquadrar neste programa”, referiu ao NT Carla Lima. A coordenadora da Cruz Vermelha detalha que o caminho a traçar é a “intervenção próxima e focada no indivíduo” para que se efetive uma “mudança nas situações de vulnerabilidade, com enfoque para a vertente do emprego, educação cívica, formação e coesão da comunidade”.

“O nosso projeto vai ao encontro do objetivo estratégico de reduzir a pobreza e a exclusão, promovendo o acesso à habitação, ao espaço e aos serviços públicos, à saúde e bem-estar e à qualidade de vida”.

Carla Lima

Combater a baixa escolaridade, o desemprego, o isolamento e baixa auto-estima

Este projeto tem como público-alvo “toda a população vulnerável”, nomeadamente, “crianças e jovens, adultos, idosos, pessoas com deficiência e/ou incapacidades”, tendo como horizonte resolver “situações-problema” como “a baixa escolaridade, o desemprego de longa duração, o isolamento dos idosos, o desemprego, a falta de comportamentos saudáveis, a baixa autoestima dos jovens, e a falta de identificação dos mesmos, comportamentos violentos entre os jovens e elevada incidência de comportamentos de violência doméstica no território”.

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“A comunidade pode esperar que, de forma criativa e próxima possamos dar resposta a problemas ao nível de emprego e formação, com atendimentos diferenciados, atividades de promoção artística, sessões de informação/formação sobre diferentes temáticas relevantes em contexto escolar e comunitário, bem como promoção dos negócios da Trofa. Estamos abertos a que a comunidade, escolas e instituições nos lancem desafios que possamos pôr em prática, esperando criar muitos fios de ligação”, acrescentou Carla Lima.

A instituição acredita que, com a participação de “todos os atores do território”, como “organizações da economia social, empresas e associações, será possível “reverter situações problemáticas existentes no concelho e elevar os valores da inclusão, igualdade e oportunidades”.

Projeto financiado pela “bazuca”

Este projeto, com duração de três anos, surge no âmbito da candidatura do PRR, mais concretamente na rubrica “Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas na Área Metropolitana do Porto”. A autarquia da Trofa distribuiu o financiamento devido ao Município neste âmbito por algumas entidades e uma das escolhidas foi a Cruz Vermelha.

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