Casa da Cultura comemorou nove anos ao serviço dos trofenses com folclore, tunas, castanhas e, como não podia faltar, um bolo de aniversário. Em época de crise, a festa teve custos quase nulos, pois tudo foi feito com o apoio de empresas e dos próprios funcionários do espaço.

Na fria tarde de sábado, o cheiro a castanhas assadas invadia o ar e chamava quem passava no Souto da Lagoa, em Santiago de Bougado. A comemoração do 9º aniversário da Casa da Cultura da Trofa (CCT) começou com um magusto e uma sessão de karaoke aberta a todos. E se ao início da tarde poucos eram os que percorriam os jardins do espaço, com o passar do tempo mais e mais pessoas se iam juntando para provar as castanhas ou dançar com o Rancho Folclórico da Trofa. Para o final da tarde ficaram reservados os agradecimentos e os gracejos, sempre ao som da concertina. Vereadores da Câmara Municipal, funcionários da CCT e até o Sargento da GNR da Trofa foram alvo das quadras mais ou menos sérias, ao bom estilo português dos cantares ao desafio, só que sem a resposta dos visados, que mesmo assim entravam na brincadeira batendo palmas e soltando gargalhadas.

Depois de uma pausa, cerca das 21 horas, as comemorações regressaram à CCT com uma serenata protagonizada pela Tuna da Universidade Fernando Pessoa e pela Estudantina de Braga. Envergando a tradicional capa preta, animados e irreverentes, os universitários dos dois grupos encantaram o muito público que assistiu às actuações.

Manuel Afonso foi um dos que viu os espectáculos e confessou ser um visitante assíduo da Casa da Cultura, pelo que quis “dar os parabéns à actual vereação pelo trabalho que tem sido feito ao longo do último ano”. “Nos outros anos também foi feito alguma coisa, mas ao longo de 2010 foi bom poder assistir a espectáculos diversificados, pouco dispendiosos, mas interessantes. Esse é o segredo, saber apreciar boa cultura sem gastar muito dinheiro”, asseverou. Para o futuro, Manuel Afonso espera que este “bom núcleo para Santiago de Bougado” seja “ainda mais dinâmico”.

Assis Serra Neves, vereador da Casa da Cultura da autarquia, parece concordar com o segredo revelado, pois o evento contou com “o patrocínio da população e de várias empresas”, o que “tornou possível a sua concretização”. “Esta é uma festa com custos muito reduzidos, graças aos colaboradores desta Casa, que solicitaram os apoios e tornaram este dia possível”, garantiu.

No final da noite, já depois dos “Parabéns” cantados pelas tunas e de provado o bolo, Teresa Sousa, uma das funcionárias da CCT responsável pela organização, enfatizou que esta foi “uma cerimónia muito simples e sem muitos custos, mas muito bonita”. Já Paula Sanches, a trabalhar no espaço há dois anos, garantiu que “assinalar um aniversário é sempre importante, muito mais o de uma Casa da Cultura, pois é um local fundamental para o desenvolvimento do concelho e das pessoas”.

Mónica Pereira está na CCT há nove anos e acompanhou toda a sua evolução. “Tem havido um bom desenvolvimento. As pessoas vêm mais à CCT, sobretudo para usar a sala multimédia, que agora tem mais computadores disponíveis. É a própria população que procura os serviços existentes e todos ficam muito interessados”, afiançou.

Rute Coelho, outra colaboradora da CCT, deu a garantia de que “no futuro as pessoas vão continuar a contar com actividades engraçadas e cativantes”.

 

CCT com mais visitantes

 

A CCT tem várias valências ao dispor de todos. Inaugurado a 3 de Novembro de 2001, este espaço engloba a Biblioteca Municipal, a Sala de Leitura Infanto-Juvenil, a Sala de Leitura de Adultos, a Sala Multimédia, a Sala de Exposições Permanente e a Sala de Exposições Temporária. Aí estão ainda localizados os serviços do Arquivo Municipal, do Gabinete de Património Cultural, do Gabinete de Animação Cultural e do Gabinete de Turismo.

O vereador da Cultura considera que a CCT “tem desenvolvido trabalhos importantes em todas as áreas culturais, sem esquecer a redução de custos” e deu como exemplo a iniciativa “Hoje, vou ao café… ouvir poesia!”, que está a ser promovida em todas as freguesias do concelho, “a custo zero”.

“Já notamos os frutos desta actividade, pois as pessoas começam a aparecer de freguesia em freguesia e depois visitam a CCT, quando antes nunca o tinham feito. É uma forma de atrair as pessoas”, garantiu o responsável pela Cultura no concelho.

Assis Serra Neves deixou o convite para que “todos visitem a CCT” e descubram as suas potencialidades.