Centro Comunitário da ASAS assinalou uma década de atividade no concelho da Trofa.

Foi ao som de fado e com o estômago reconfortado numa petisqueira do concelho, que cerca de 70 pessoas celebraram o 10º aniversário do Centro Comunitário da ASAS (Associação de Solidariedade e Accão Social de Santo Tirso). Fernando Costa deu música, que agora é Património Imaterial da Humanidade, numa data que este ano foi festejada para além das paredes do Centro Comunitário. “Costumamos festejar nas instalações do centro, mas este ano decidimos fazer um jantar de aniversário num restaurante e confraternizar. Este é o culminar de um ano em que houve outras iniciativas comemorativas destes dez anos”, explicou José Paulo Nunes, coordenador técnico do Centro Comunitário da ASAS.

O dia ficou ainda marcado por uma missa de ação de graças, presidida pelo pároco Luciano Lagoa, realizada no Centro Comunitário e que, para além dos utentes, “contou com a presença de outras instituições do concelho como a Muro de Abrigo”.

Maria do Céu Brandão, diretora dos Serviços Sociais da ASAS, define os dez anos de Centro Comunitário como “muito trabalho e empenhamento da instituição para o desenvolvimento do concelho da Trofa”. “Hoje, temos um vasto número de respostas viradas para a comunidade, onde temos mais de 300 utilizadores, mais de metade da área da ação social, ou seja, beneficiários do RSI (Rendimento Social de Inserção). Temos mais de cem atividades como o ‘ABC Criativo”, um espaço dedicado a jovens, o grupo ‘Saberes com Sentidos’, para pessoas com mais idade, e outras dirigidas às famílias”, referiu.

Apesar de já ter uma agenda carregada de iniciativas, a direção do Centro Comunitário não para no que respeita a novos projetos: “Em primeiro lugar, temos projetos que estão em fase de arranque e outros em expansão. Alguns são financiados por outras instituições mas, dado o momento de crise que estamos a atravessar, vamos ver se vão continuar ou não. De qualquer maneira, mesmo que não haja financiamento, tencionámos mantê-los, com outros moldes”.

Maria do Céu Brandão não esconde que é anseio da ASAS “desenvolver o departamento de autonomia”, que visa “dar continuidade ao acolhimento temporário dos jovens”, mas está “parado”, devido à “falta de financiamento”. “Não estamos na melhor fase para falar em expansão, mas sim em consolidação da nossa atividade”, sublinhou.

 

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