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▶ Vídeo – Médico da Trofa compõe música sobre nova realidade com a Covid-19

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“Vem sonhar castelos de areia // Vem ver as gaivotas no ar // Rodar a ciranda no sol da varanda // E fingir que há uma brisa de mar”. Estes são os primeiros versos de “Faz de Conta”, a música escrita e composta por João Marques da Silva, um médico residente na Trofa, durante a pandemia de Covid-19.

Músico nas horas vagas, e conhecido no meio como vocalista da banda trofense “Cão Voador”, João Marques da Silva inspirou-se no filho Francisco, de quatro anos, para escrever este tema. “Ele está em casa desde que começou a pandemia, enquanto o pai sai todos os dias para ir trabalhar. Também para ele é difícil ficar fechado, sem poder brincar no parque ou ir à escola, no entanto, o que é fascinante nesta idade é que eles têm uma imaginação muito ativa e conseguem criar os seus próprios mundos”, começou, por explicar o autor, em entrevista ao NT.

Mesmo fechado entre quatro paredes, o pequeno Francisco não deixa de brincar, viajar, saltar e voar… à boleia do faz de conta, capacidade perdida pela “maior parte dos adultos”, diz João Marques da Silva.

E é essa vocação que o médico cantor quer exaltar na música, que se tornou numa homenagem “ao filho e à capacidade de sonhar das crianças” e um argumento para incentivar os adultos a atravessarem estes momentos difíceis com mais otimismo.

“É também um tributo a todos aqueles que, por força das circunstâncias, estão longe dos que mais amam, como os avós que não podem estar com os seus netos, ou muitos profissionais da linha da frente, que tiveram de sair de casa para não colocar os seus familiares em risco. Acima de tudo, quero deixar uma mensagem de esperança de que, um dia, tudo isto terá um fim e que poderemos voltar a estar todos juntos, como dantes”, acrescentou.

João Marques da Silva é médico na Unidade de Saúde Familiar de S. Tomé de Negrelos, concelho de Santo Tirso, e é um dos milhares de profissionais na linha da frente no combate à Covid-19. Sobre essa condição, admite que “está sempre” no pensamento a realidade do risco constante de poder contrair o vírus durante os cuidados médicos aos utentes e o “medo” de levar a doença para casa. “Foi por isso que muitos colegas meus tomaram a difícil decisão de sair de casa. Tudo isso está reflectido nesta letra (da música)”, explicou.

No entanto, mantém-se no ativo, pois a “reponsabilidade” que tem é o que mais pesa na balança. É, portanto, como todos os outros colegas na frente da batalha, um herói. De bata no corpo… e de guitarra na mão.

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Covid-19

Campanha de vacinação de outono contra a covid-19 pode já incluir vacinas adaptadas

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A campanha de vacinação de outono contra a covid-19 e a gripe poderá já incluir as vacinas adaptadas à variante Ómicron do SARS-CoV-2, caso os ensaios clínicos o permitam, disse hoje em Penafiel a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clinica”, disse hoje aos jornalistas Marta Temido em Penafiel, no distrito do Porto.

Frisando não querer “nem condicionar nem estar aqui a precipitar” as análises necessárias, a ministra vincou que caso seja possível a campanha de outono será feita “com base nessas vacinas”.

“Resta saber quais são os resultados dos ensaios clínicos com essas vacinas, porque essas vacinas adaptadas apenas agora em junho iriam entrar em ensaios clínicos, e portanto nós precisamos de perceber os resultados desses ensaios para, no fundo, perceber a sua eventual vantagem”, sustentou.

A ministra referiu que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, que a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciou na quinta-feira poderem ser aprovadas em setembro.

Marta Temido, que falava no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul após a assinatura de autos de transferência no âmbito do processo de descentralização de competências para as autarquias, acrescentou que já foram adquiridos “mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal, portanto outono/inverno de 2022/23”.

“O plano neste momento é a administração mais combinada possível das atuais vacinas [covid-19] e das vacinas para a gripe”, ressalvou, com o objetivo de proteger primeiro os mais vulneráveis, mas admitiu que se houver alterações serão precisos ajustamentos. “Os planos também são feitos com essa latitude”.

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Marta Temido disse ainda que o núcleo de vacinação irá apresentar o plano ainda esta semana.

Quanto ao processo de vacinação da quarta dose para os idosos, e depois de terem sido atingidos, no sábado, 200 mil vacinados, o objetivo “é ter este grupo vacinado o mais depressa possível, e garantidamente neste mês”.

“Já o sabemos dos anteriores processos de vacinação que esta população é mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem, portanto é um processo que é difícil”, sustentou.

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Covid-19

Média diária aumenta para 22.805 casos de infeções com covid-19

A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões

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A média de infeções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal e o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) do coranavírus de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 09 e 13 de maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infeção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à exceção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infeções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

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O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

C/Lusa

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