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Vem aí muito calor

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As temperaturas máximas vão subir a partir desta quarta-feira e até ao final de semana, estando previstos 37º para a Trofa no dia de sábado, podendo atingir 40 graus Celsius em alguns locais do litoral, Vale do Tejo, Vale do Douro e interior do Alentejo, segundo a meteorologista Maria João Frada.

A meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) adiantou que para hoje está prevista uma subida dos valores da temperatura máxima da ordem dos 4/7/8/9 graus nas regiões do litoral oeste.

“Vamos ter também hoje uma diminuição da intensidade do vento relativamente aos dias anteriores. Gradualmente as temperaturas tendem a subir também dia 15 e 16 [quinta e sexta-feira] e manter-se-ão elevadas pelo menos até dia 17 [sábado]. No dia 18 [domingo] está prevista uma descida dos valores da temperatura máxima”, disse.

De acordo com Maria João Frada, as temperaturas máximas vão chegar a sábado com valores a variar entre os 30 e os 35 graus, mas em alguns locais do litoral, Vale do Tejo, Vale do Douro e interior do Alentejo serão superiores e deverão oscilar entre os 37 e os 40 graus.

“Por isso, emitimos avisos de tempo quente inicialmente pelos distritos do litoral porque a subida hoje é no litoral, mas com a subida gradual nos próximos dias, esses avisos estendem-se às regiões do interior. Os únicos que em princípio não terão aviso serão os distritos de Faro e Setúbal”, indicou Maria João Frada.

O IPMA emitiu um aviso amarelo de tempo quente para os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga.

Este aviso amarelo vai estar em vigor entre as 10:00 de quinta-feira e as 05:00 de sábado.

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“Nos próximos dias vamos ter céu pouco nublado ou limpo com tempo quente e temperaturas acima da média e em alguns locais a contribuir para onda de calor pois estão cinco graus acima daquilo que são os valores médios para a altura do ano em algumas estações do IPMA. Não quer dizer que vai haver uma onda de calor, mas as temperaturas são elevadas. Também estamos no verão e tudo isto é normal”, sublinhou.

A partir de domingo, segundo Maria João Frada, as temperaturas vão descer 4 a 7 graus Celsius.

“Já a partir de hoje vamos ter o instalar de uma corrente de leste, um vento do interior da Península Ibérica que transporta massas de ar quente. Esse vento vem até ao litoral e dai a subida ser hoje no litoral oeste e depois estende-se, mas depois no domingo prevê-se a entrada de ar do mar, um vento com componente marítima que é mais fresco que fará descer as temperaturas máximas”, explicou.

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Incêndios: Governo vai declarar situação de alerta a partir de sexta-feira

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“O Governo irá acionar a declaração de alerta para limitar todas as ações que possam pôr em risco as populações e criar todas as condições que permitam garantir a mobilização dos recursos necessários e indispensáveis para o esforço que os próximos dias irão exigir”, disse José Luís Carneiro aos jornalistas.

O ministro avançou que, nos próximo dias, existirá um elevado grau de severidade meteorológico em que os níveis de humidade vão estar muito baixos e as temperaturas muito altas com vegetação muito seca.

O governante acrescentou que vão ser dias “muito exigentes e preocupantes” no que toca ao risco de incêndio rural.

José Luís Carneiro, juntamente com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, e a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, participou hoje de manhã na reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.

O ministro sublinhou que “a determinação da situação de alerta deve ser sempre adequada e proporcional aos indicadores que estão disponíveis, o que corresponde a uma resposta graduada e será adotada pelo tempo considerado necessário às circunstâncias que sejam determinadas”.

“Está mesmo previsto para os próximos dias noites tropicais, o que significa noites muito quentes e um esforço acrescido do dispositivo que tem que se prolongar em regime de horários mais exigentes”, precisou, acrescentando que a ANEPC tem “um conjunto de medidas de antecipação operacional para garantir uma resposta rápida e eficaz” às ocorrências de incêndio.

O ministro alertou para que a população evite comportamentos negligentes e sustentou que “a tolerância é zero relativamente ao uso do fogo”, sendo proibido, nos próximos dias, a realização de queimas e queimadas, fazer fogueiras e fumar ou fazer lume nos espaços rurais, além do uso de maquinaria agrícola ou de corte de mato.

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O governante relembrou igualmente que “qualquer ignição pode rapidamente transformar-se num incêndio de grandes proporções”.

O ministro disse também que o Governo não exclui “a adoção de outras medidas” necessárias para proteger o país dos incêndios, que serão tomadas em função do diagnóstico que é “feito hora a hora” pela ANEPC.

O governante garantiu que “Portugal está melhor preparado para o combate aos incêndios florestais” do que em 2017, destacando o reforço dos meios de combate e de natureza preventiva.

José Luís Carneiro deu ainda conta de que a GNR registou este ano 600 contraordenações por falta de limpeza dos terrenos e notificou mais de 11 mil proprietários.

Por sua vez, o presidente da ANEPC, Duarte Costa, afirmou que há um conjunto de medidas e de meios que estão a ser equacionados, considerando que existe uma “perspetiva evolutiva com as cartas de risco”.

“Nada está definido e nada é fixo. A palavra-chave é a flexibilidade”, disse.

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Edição 769 do Jornal O Notícias da Trofa

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Edição de 07de julho de 2022

 

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