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Tatuador da Trofa premiado na maior convenção nacional

No mundo das tatuagens é conhecido por “Pinhas” e o último prémio conquistado coloca-o entre os melhores a nível nacional.

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No mundo das tatuagens é conhecido por “Pinhas” e o último prémio conquistado coloca-o entre os melhores a nível nacional na arte de desenhar na pele.

O trofense Jorge Reis é tatuador profissional desde há mais de 15 anos e tem construído uma carreira sólida, graças a anos de investimento na especialização de tatuar em grandes dimensões e nos estilos preferidos, oriental, realismo e Polinésia.
No Oporto Tattoo, a maior convenção de tatuagens do País, realizado de 28 a 30 de abril, no Multiusos de Gondomar, arrecadou o 2.º lugar na categoria de Oriental, com uma tatuagem que demorou 19 horas a fazer. “Foram 13 horas num dia e seis noutro”, contou Pinhas, em entrevista ao JA.

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O gosto pelas tatuagens nasceu cedo. A coragem para avançar neste mundo surgiu já durante a idade universitária, quando decidiu deixar para trás o curso de Marketing e Publicidade. Decidiu apostar na formação superior, mas relacionada com a arte, frequentando disciplinas que “interessavam”, como “o realismo, o desenho do corpo humano, anatomia e pintura a óleo”. Teve aulas de desenho para melhorar a técnica e depois de dois anos em três estúdios de tatuagens, arriscou-se a abrir o próprio negócio, o Cultura Tattoos.
Depois da presença numa primeira convenção de tatuagens, decidiu competir e logo na estreia arrecadou “o 1.º prémio na categoria oriental”. Seguiu-se um 2.º lugar, na mesma categoria, e um 3.º, em realismo a preto e cinzento.
Os desenhos são todos criados por “Pinhas”, que os desenvolve tendo em conta as indicações dadas pelos clientes. “Só faço trabalhos grandes, no mínimo, sessões de três horas, mas o normal é durarem o dia todo, entre as 10h00 e as 18h30. Faço mangas, costas inteiras ou perna completa”, detalhou.
A fama, conquistada através das redes sociais e do “passa palavra”, faz com que tenha clientes a viajarem, por exemplo, da França para tatuarem no seu estúdio. “O próximo vem para fazer uma tatuagem que vai durar três dias a fazer”, contou.
Sobre o desgaste físico e mental que um trabalho como este exige, “Pinhas” usa a analogia dos desportistas de alto rendimento. “Para quem faz ultratrail, correr durante duas ou três não custa nada. E eu gosto muito do que faço, não é difícil para mim aguentar”.

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