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Edição 707

Que o espírito de Natal se prolongue para todo o sempre

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O frenesim provocado pela compra das prendas, o gosto em decorar a casa, o prazer em ver as ruas iluminadas, as músicas que passam na rádio, os anúncios que se veem na televisão, tudo isto alimenta o espírito de Natal. Mas também as visitas que se fazem, as rotinas que se alteram, as mensagens que se enviam, os telefonemas que se fazem, os desejos que se trocam e a vontade de estar rodeado pelos entes queridos.

É verdade que as faturas continuam por pagar, o stresse vem para nos fazer sofrer, o país continua a caminhar para o precipício e a vida vai ficando pintada de cinzento como a querer ofuscar as luzes desta época do ano, mas o espírito de Natal vai entrando dentro de nós para nos alegrar. É uma época mágica, que nos convida a reencontrar o nosso equilíbrio emocional e a abraçar a felicidade.

Tenhamos ou não capacidade financeira, a prenda mais acessível que podemos oferecer aos outros é demonstrar o nosso afeto e entregarmo-nos por inteiro à vida. Uma excelente prenda que podemos receber é estarmos gratos por aquilo que somos, por aquilo que temos e por aquilo que conquistamos ao longo dos tempos.

Na época de Natal o nosso coração está mais recetivo para refletirmos sobre a vida e está mais disponível para a bondade, para a solidariedade, para o perdão, para o amor, para a felicidade. Sem esquecer que a essência do Natal é Jesus de Nazaré, que assumiu a condição humana e elevou-a à dignidade divina.

Na segunda década do século XXI, ainda existem países cujas celebrações do Natal são proibidas, mesmo para as comunidades cristãs que vivem nesses países. Infelizmente, em muitos países islâmicos e muçulmanos, não permitem qualquer celebração do Natal.

Natal é vida! Natal é a época do ano em que as nossas esperanças são renovadas, por isso devemos aproveitar para comemorar o Natal, com o coração inundado de sentimento. A felicidade também é viver o Natal com amor e alegria no coração.

É o espírito de Natal, o espírito desta época cheia de luzes e surpresas repleta de paz e amor, que nos faz entender melhor a essência da vida. Na época de Natal tudo parece ficar mais bonito e até os desejos são mais sentidos, os sorrisos mais espontâneos e os abraços mais sinceros.

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O que se deseja é que o espírito de Natal invada os nossos corações e traga união, esperança, saúde e amor e estes jamais esmoreçam nas nossas vidas. Que o espírito de Natal se prolongue para todo o sempre e nos traga a paz que tanto procuramos e tudo aquilo que mais desejamos.

Votos sinceros de Festas Felizes e um Fabuloso ano de 2020.

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Carnaval no Coronado a 25 de fevereiro

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O desfile de Carnaval do Coronado já tem data marcada. A 25 de fevereiro, às 14 horas, o corso parte do Largo da Igreja de S. Mamede em direção ao Largo da Igreja de S. Romão.

Neste desfile participam, além dos foliões, as crianças que frequentam as escolas da freguesia do Coronado, apoiadas pelas respetivas associações de pais.

No final, realizam-se os leilões das comissões de festas de S. Bartolomeu e do Divino Espírito Santo.

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Edição 707

Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade

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Tenho 14 anos e ando no 9.º ano de escolaridade. Frequento a escola de S. Romão do Coronado. Tenho uma vida normal como todos os adolescentes. Escola, família, amigos e hobbies. Gosto de ficar em casa ver uma série ou jogar. Muitas vezes, ouço a minha mãe falar que, na geração dela, as brincadeiras eram na rua, os amigos eram os vizinhos, não existiam redes sociais, nem telemóvel. Como é possível?

Por vezes, questiono-me se a minha geração é que está errada ou seria a dos meus pais…

Sinto que também o universo digital é o aspecto mais característico da minha geração. Eu, apesar de não ser dependente do telemóvel, pergunto-me como foi possível os meus pais terem o seu 1.º telemóvel quando começaram a trabalhar. Eu tive o meu no 5.º ano.

Sinto que somos muito mais independentes com toda esta realidade. Quero ter acesso a informação, vou à internet… quero vender alguma coisa vou à internet… A minha mãe refere que comprou o 1.º gravador quando trabalhou em tempo de férias. Eu, com esta idade, tenho uma playstation.

Apesar de estar a viver numa geração em que sinto que tenho tudo mais facilitado, tenho as minhas preocupações de adolescente. As minhas aspirações escolares e até profissionais. Verifico que existe mais competitividade entre os alunos e acredito que esta competição vai ser cada vez maior, devido ao avanço das tecnologias.

Um aspecto que me preocupa são as mudanças climáticas. Daqui algum tempo como estará o nosso planeta? O aquecimento global e a crise climática de causas humanas preocupam-me. Devemos assumir todos este problema e tomarmos medidas de prevenção e mudarmos alguns comportamentos para estabelecermos uma nova relação com o meio ambiente. Se não mudarmos, acredito que o nosso futuro não vai ser muito agradável.

Julgo que não é necessário fazer muito esforço. Economizar a água, reciclar lixo, separar papel, plástico, do vidro , e do metal… As nossas florestas estão cada vez mais devastadas pela ganância do homem, a biodiversidade está a desaparecer. O primeiro passo para a mudança seria investir mais nos jovens, porque somos o futuro de todos os países do mundo. Deviam dar-nos novas oportunidades, uma boa formação específica, abrir horizontes. Participarmos em workshops e manifestações, fazerem grupos com os jovens no sentido de expressarmos os nossos pontos de vista e preocupações. Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade.

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Achei interessante alguns trechos de uma carta que foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, quando o então presidente Francis Pierce, dos Estados Unidos, deu a entender que pretendia comprar o território ocupado pelos índios: “Para [o homem branco], um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. […] Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos […] O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio”.

Sei que tenho que terminar o 9.ºano e que a partir daí vai ser a “doer” . Sinto um “friozinho na barriga” quando penso neste futuro desconhecido. Contudo, sei que vai ser a partir daí que me vou preparar, tanto ao nível académico, como psicologicamente para o meu futuro profissional.

Em relação ao futuro profissional, tenho que trabalhar naquilo que gosto, mas também tenho ambição de ganhar dinheiro.

Sinto que esta fase também é a preocupação dos meus amigos da escola. A entrada para o ensino médio cria-nos insegurança e preocupação, não só pelas escolhas que iremos fazer, mas também pelos novos amigos e nova escola com que nos vamos deparar.

Mas com todas estas adversidades, tudo vai correr bem, porque como se costuma dizer “os jovens de hoje são os adultos de amanhã”.

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