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Edição 707

Memórias e Histórias da Trofa: Dâmaso Rodrigues da Costa

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O tempo é inimigo da memória, por vezes trai, outra vez até nos faz esquecer elementos do nosso passado e com o esquecimento surge por vezes a ingratidão.
A história é uma ciência que obriga a um estudo continuo, nem sempre o que dizemos sobre algo é totalmente verídico e por vezes uma pesquisa sobre o passado irá revelar que por vezes vivemos numa mentira.

No decorrer de várias pesquisas da história da Trofa, surgiu uma figura perdida na memória coletiva, que irá alterar o rumo da memória local, relativamente à atividade cultural. Referência para Dâmaso Rodrigues da Costa.

A figura de Dâmaso Rodrigues da Costa tem especial importância, poderá ter sido um dos primeiros a aproveitar a vantagem do caminho de ferro em abrir novos mundos ao mundo, construindo as suas máquinas agrícolas na sua oficina.
A sua oficina supostamente iniciou a sua laboração nos finais do século XIX, seria mais uma entre outras, contudo, é surpreendente que aparentemente a sua produção tinha mais mediatismo e rapidamente conquistaria clientes em vários pontos do país e também nas antigas colónias africanos.

Os anúncios de jornal na imprensa local, foi possível pelo menos visualizar até ao final da década de 1920, comprovando a vitalidade do seu negócio que não era algo passageiro, mas um projeto com créditos firmados, respeitado e valorizado na economia local.

Assumiam-se como especialistas no fabrico de tararas, debulhadores de milho, esmagadores de uvas, entre outros utensílios agrícolas, a tentativa clara de aproveitamento da presença forte do setor primário no país que ainda era bastante útil a sua riqueza para o PIB nacional.

Poderemos estar perante o pai da indústria trofense e talvez o primeiro empresário com enfoque para a questão da internacionalização, com vistas mais largas que a do comum mortal, seria interessante a valorização desta figura e integra-la na memória coletiva que é ignorada e despreza um dos seus maiores vultos.

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Carnaval no Coronado a 25 de fevereiro

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O desfile de Carnaval do Coronado já tem data marcada. A 25 de fevereiro, às 14 horas, o corso parte do Largo da Igreja de S. Mamede em direção ao Largo da Igreja de S. Romão.

Neste desfile participam, além dos foliões, as crianças que frequentam as escolas da freguesia do Coronado, apoiadas pelas respetivas associações de pais.

No final, realizam-se os leilões das comissões de festas de S. Bartolomeu e do Divino Espírito Santo.

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Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade

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Tenho 14 anos e ando no 9.º ano de escolaridade. Frequento a escola de S. Romão do Coronado. Tenho uma vida normal como todos os adolescentes. Escola, família, amigos e hobbies. Gosto de ficar em casa ver uma série ou jogar. Muitas vezes, ouço a minha mãe falar que, na geração dela, as brincadeiras eram na rua, os amigos eram os vizinhos, não existiam redes sociais, nem telemóvel. Como é possível?

Por vezes, questiono-me se a minha geração é que está errada ou seria a dos meus pais…

Sinto que também o universo digital é o aspecto mais característico da minha geração. Eu, apesar de não ser dependente do telemóvel, pergunto-me como foi possível os meus pais terem o seu 1.º telemóvel quando começaram a trabalhar. Eu tive o meu no 5.º ano.

Sinto que somos muito mais independentes com toda esta realidade. Quero ter acesso a informação, vou à internet… quero vender alguma coisa vou à internet… A minha mãe refere que comprou o 1.º gravador quando trabalhou em tempo de férias. Eu, com esta idade, tenho uma playstation.

Apesar de estar a viver numa geração em que sinto que tenho tudo mais facilitado, tenho as minhas preocupações de adolescente. As minhas aspirações escolares e até profissionais. Verifico que existe mais competitividade entre os alunos e acredito que esta competição vai ser cada vez maior, devido ao avanço das tecnologias.

Um aspecto que me preocupa são as mudanças climáticas. Daqui algum tempo como estará o nosso planeta? O aquecimento global e a crise climática de causas humanas preocupam-me. Devemos assumir todos este problema e tomarmos medidas de prevenção e mudarmos alguns comportamentos para estabelecermos uma nova relação com o meio ambiente. Se não mudarmos, acredito que o nosso futuro não vai ser muito agradável.

Julgo que não é necessário fazer muito esforço. Economizar a água, reciclar lixo, separar papel, plástico, do vidro , e do metal… As nossas florestas estão cada vez mais devastadas pela ganância do homem, a biodiversidade está a desaparecer. O primeiro passo para a mudança seria investir mais nos jovens, porque somos o futuro de todos os países do mundo. Deviam dar-nos novas oportunidades, uma boa formação específica, abrir horizontes. Participarmos em workshops e manifestações, fazerem grupos com os jovens no sentido de expressarmos os nossos pontos de vista e preocupações. Compete-nos a nós, jovens, mudar esta sociedade.

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Achei interessante alguns trechos de uma carta que foi escrita em 1855, pelo cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, quando o então presidente Francis Pierce, dos Estados Unidos, deu a entender que pretendia comprar o território ocupado pelos índios: “Para [o homem branco], um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. […] Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos […] O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio”.

Sei que tenho que terminar o 9.ºano e que a partir daí vai ser a “doer” . Sinto um “friozinho na barriga” quando penso neste futuro desconhecido. Contudo, sei que vai ser a partir daí que me vou preparar, tanto ao nível académico, como psicologicamente para o meu futuro profissional.

Em relação ao futuro profissional, tenho que trabalhar naquilo que gosto, mas também tenho ambição de ganhar dinheiro.

Sinto que esta fase também é a preocupação dos meus amigos da escola. A entrada para o ensino médio cria-nos insegurança e preocupação, não só pelas escolhas que iremos fazer, mas também pelos novos amigos e nova escola com que nos vamos deparar.

Mas com todas estas adversidades, tudo vai correr bem, porque como se costuma dizer “os jovens de hoje são os adultos de amanhã”.

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