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Ano 2011

Jorge Carvalho passou a centena de participações em ralis

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Jorge Carvalho tem já muito para contar da sua aventura pelos ralis. Numa das provas deste ano, em Barcelos, o navegador trofense completou cem participações na modalidade.

Muito há para contar desde o Rali de Vila Verde em 2002, num Opel Kadett, quando Jorge Carvalho se deixou levar pela influência do pai, com o mesmo nome, e sucumbiu à aventura deste desporto.

Em entrevista ao NT, o navegador admitiu que foi com o progenitor que aprendeu mais, mas também conheceu muito dos ralis através de “alguns navegadores e pilotos”.

Ao contrário do pai, os ralis são para Jorge Carvalho “uma profissão” e não um hobby. Como pior momento da carreira nomeia um acidente no Rali de Portugal, em 2009: “Impossibilitou-me de correr no rali frente ao nosso público”. Por outro lado, o navegador não consegue escolher apenas o melhor momento. Fala da “entrada no Campeonato do Mundo de ralis com apenas 24 anos, o 2º lugar alcançado na primeira prova do WRC (Campeonato do Mundo de Ralis) na classe PWRC, a vitória à geral no Rali Montelongo, algumas vitórias em troféus e o prazer de navegar alguns bons pilotos” como os momentos mais positivos desde que “abraçou” a modalidade.

Para já, o “projecto principal” para esta época é o Open de Ralis, onde está a participar com António Rodrigues. “Lideramos o campeonato e queremos continuar a lutar pelos primeiros lugares. A nível de CPR (Campeonato de Portugal de Ralis) vou participar em algumas provas com o Carlos Oliveira e o objectivo passa por realizá-lo na totalidade”, referiu.

 

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Apesar de o rali ser um desporto perigoso, Jorge Carvalho frisa que “não se pode ter medo dentro de um carro, senão o trabalho não é bem feito”. “Ao longo dos anos vamos ficando com uma noção das coisas, mas medo de me magoar ou de ter acidentes nunca tive. É lógico que ninguém os quer, mas faz parte e temos que estar preparados para isso”, asseverou.

Questionado se prefere terra ou asfalto, Jorge Carvalho escolhe os dois: “Depende muito do piloto e do carro em que se anda, mas tanto a terra como o asfalto dão muito gozo, então se for com um bom carro e um bom piloto é excelente”.

De entre situações caricatas, Jorge Carvalho nomeia uma no Rali Montágua em 2007, no Troféu C2, com Manuel Inácio. “Chegámos à super especial para treinar a pé e eu não tinha caderno para recolher as notas, então recorri ao telemóvel para anotar. Quando me viam naquela situação, os pilotos brincavam connosco, mas o certo é que na super especial acabámos por fazer o quinto melhor tempo da geral e o primeiro entre o Troféu”, contou.

Outra situação aconteceu na primeira prova do WRC: “Nunca tinha feito reconhecimentos com GPS de controlo de velocidade e a minha concentração na recolha de notas era tão grande, que existia um som estranho dentro do carro, como um ‘bip’, quando se andava mais rápido. Ao fim de dois dias de reconhecimentos, que correram na perfeição e sem descobrir o que era aquele barulho, chegou a multa da FIA (Federação Internacional de Automobilsimo) por exceder o limite de velocidade. Depois dessa prova nunca mais se ouviu um ‘bip’”.

Depois de cumprir cem ralis, Jorge Carvalho quer correr os que ainda “forem possíveis, sejam eles 200, 300 ou mais”. “Enquanto sentir que sou útil dentro de um carro de rali quero continuar. Quando já não for, então aí páro e dedico-me a outra coisa”, concluiu.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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