quant
Fique ligado

Edição 471

Grupo de Teatro Amador de Guidões estreia “Bem-vindo à Pensão”

Publicado

em

Está marcada para as 21.30 horas de sábado, 3 de maio, no salão paroquial de Guidões, a estreia da peça “Bem-vindo à Pensão”, do Grupo de Teatro Amador de Guidões.

Trata-se de uma obra que, segundo Pedro Maia, elemento do grupo, visa “retratar a falta de valores da nossa sociedade” e fazer o público “refletir nas atitudes que inconscientemente tem no dia a dia”. “A peça é composta por várias personagens, algumas delas retratam a nossa sociedade e o que de pior tem. No entanto, vamos ter sempre em conta a parte cómica, pois as pessoas vão ver-nos para se divertirem e esquecerem um pouco daquilo que se passa no país e é isso que nós gostamos de fazer”, contou.

Esta peça foi ensaiada durante cinco semanas e também tem como objetivo “angariar verbas para as despesas de materiais e para o investimento em material de som” para continuar a desenvolver este trabalho cultural.

O Grupo de Teatro Amador de Guidões começou em março de 2012 com “uma brincadeira” entre colegas. “Alguns de nós, andávamos nos acólitos e foi-nos proposto realizar uma peça de teatro para a festa de catequese que se ia realizar, e então nós lá começamos a ensaiar a peça, e chegou o dia de a apresentar. Todas as pessoas presentes gostaram e pediram-nos para continuar a fazer teatro”, contou em declarações ao NT.

Desde então, o grupo tem interpretado algumas obras inéditas, escritas e encenadas pelos próprios elementos, como foi exemplo “Três Marias e Meia”, apresentada na ExpoTrofa 2013. Graças ao “apoio das pessoas da freguesia”, que “disponibilizam materiais para o cenário” e “compram bilhetes”, o grupo composto por nove elementos tem conseguido aumentar o portefólio. “Somos um grupo que ainda é amador e que tem pernas para andar, pois todos nós sabemos o que queremos e sabemos como fazê-lo. Além de sermos colegas de trabalho, somos amigos uns dos outros, por isso é que o nosso grupo tem vindo a crescer”, concluiu.

O bilhete tem o custo de um euro, as crianças até aos cinco anos não pagam. Para garantirem lugar, os interessados podem contactar qualquer membro do Grupo, pelo Facebook (pesquisar por Grupo de Teatro Amador de Guidões) ou através da Lojinha da Dina, do Amigos Doce ou do Coffee Class.

Publicidade
Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 471

Que crianças damos ao mundo?

Publicado

em

Por

A editora Tangerina é uma (premiada) editora portuguesa de livros infantis, se temos que lhe colocar um rótulo. Na verdade, os livros belos e cuidados que saem dos seus “fornos” são igualmente atrativos para miúdos e graúdos e fazem surgir uma criança no mais empedernido dos adultos (digo eu…).

E foi o seu livro mais recente que despoletou esta minha reflexão. Com o sugestivo título “Lá Fora – guia para descobrir a natureza”, pretende incentivar o leitor a sair do sofá e a descobrir a natureza que o rodeia, quer more numa aldeia quer numa cidade. Eu, que ainda só vi as páginas disponíveis no site da editora, fiquei cheia de vontade de pegar no livro e seguir as bonitas ilustrações, procurando borboletas pelos jardins da minha cidade. Mas eu sou suspeita, porque já costumo deitar-me na relva a observar as nuvens, tento identificar as árvores que se cruzam no meu caminho, passeio descalça na areia, seja verão ou inverno, … Será este livro assim apelativo para uma criança nos dias de hoje?

Tenho muitas crianças à minha volta (não neste preciso momento…): primos, sobrinhos emprestados, vizinhos. Uns moram na cidade, outros num meio rural (mais próximo de uma aldeia do que de uma vila). E, estranhamente (ou não?) os seus hábitos e comportamentos são idênticos. Quando não estão na escola ou nalguma atividade extra-curricular, estão agarrados ao computador, à consola de jogos, à televisão, ao telemóvel.

Já me começo a sentir velha ao dizer estas coisas, mas… o mundo mudou assim tanto que as crianças já não podem brincar na rua? Não me parece que seja esta a questão. Por exemplo, tanto o sítio onde cresci como a aldeia onde passei muitas férias continuam como há uns bons anos atrás, mas agora não se veem miúdos a jogar à bola, a andar de bicicleta, a subir às árvores ou a jogar às escondidas.

Em Inglaterra, um projeto, que envolve inúmeras associações e organizações, pretende reaproximar as crianças da natureza. O relatório que elaboraram mostra que a distância percorrida pelas crianças em brincadeiras fora de casa diminuiu 90% em 30 anos, e o tempo gasto naquelas teve uma queda de 50% em apenas uma geração.

Outros estudos mostram que o tempo na natureza aumenta a nossa felicidade, saúde e qualidade de vida.

Que adultos serão estas crianças que têm muitas atividades, é verdade, mas dentro de portas? E que relação têm (e terão) com a natureza, que lhes “passa ao lado”?

Publicidade

Se falhámos na nossa obrigação de deixar um mundo melhor para as gerações vindouras, não corremos também o risco, neste momento, de falhar no dever de dotar as crianças – e jovens de hoje – de ferramentas necessárias para serem elas a manter a esperança num futuro?

Mas não se trata de encontrar “culpados”. O importante é inverter esta tendência e trazer as crianças para a natureza. E não é preciso nenhum livro (apesar de poder ser uma bela ajuda). Mas é preciso tempo. Tempo para sair para aprender a identificar algumas árvores e plantas nos jardins do bairro; tempo para fotografar animais (em liberdade) num parque ou campo próximo; tempo para recolher plantas e fazer um herbário; ou apanhar conchas e fazer um mostruário; …

 

Ema Magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

valedocoronado@gmail.com

Publicidade
Continuar a ler...

Edição 471

Destroikar mais uma vez

Publicado

em

Por

Nos últimos tempos tenho vindo a destroikar bastante, quer em Palestras quer em Crónicas, pois tenho uma necessidade visceral de combater os negativismos instalados e os militantes da desgraça, sem esquecer os governantes do passado. É verdade que neste combate idealista, sinto-me por vezes um verdadeiro Dom Quixote de la Mancha a combater os moinhos de vento, numa aventura em que o conflito nasce do confronto entre o passado e o presente, o ideal e o real e o ideal e o social.

A governação, num passado recente, estragou o presente, desbaratou o ideal e o real, gastando mais do que o que tinha e, com isso, entrando em desvarios, hipotecou o futuro e pôs em causa o estado social, que tanto custou a construir. Depois, como era óbvio, teve de pedir auxílio e lá veio a “troika”. Foi uma calamidade política, que temos de ter bem presente até para que não se volte a cometer os mesmos desvarios. Está a ser muito doloroso o «remédio», mas está a fazer efeito. Pelo menos já dá para ver a «luz ao fundo do túnel».

O Tesouro português realizou no dia 23 de Abril, a primeira emissão de dívida a 10 anos da “era” da troika sem recurso a um sindicato bancário. Foram colocados 750 milhões de euros e a procura superou esse montante em 3,47 vezes. A última vez que Portugal foi ao mercado financiar-se a 10 anos, sem apoio de um sindicato bancário foi em Janeiro de 2010.

A confiança na economia portuguesa está expressa no nível de risco que está bem espelhado nas taxas de juro da dívida pública portuguesa. A taxa de juro implícita nas obrigações portuguesas a dois anos desceu, em 9 de abril de 2014, para 0,969%. É o valor mais baixo desde 1996, depois de ter terminado 2013 a negociar acima da fasquia de 3% (chegou a atingir perto de 20% em Janeiro de 2012).

Na maturidade a cinco anos a taxa de juro desceu, em 23 de abril de 2014, abaixo dos 3% pela primeira vez em 4 anos, baixou para 2,386%. Corresponde ao valor mais baixo desde 1999.

A taxa de juro da dívida a dez anos baixou, em 23 de abril de 2014, para o valor histórico de 3,575%. A taxa seguia acima dos 6% na primeira sessão de 2014 e em março de 2014 tinha baixado para os 4,5% (era a descida de juros mais significativa na zona euro e a primeira vez que aconteceu desde abril de 2010, antes do primeiro resgate à Grécia). Agora é o valor mais baixo desde 2005.

São tantas as individualidades e entidades, nacionais e estrangeiras, a louvar a recuperação económica portuguesa. Em breve, a dívida portuguesa vai deixar de ser considerada «lixo». A poucos dias da reunião dos países da moeda única onde irá ficar definida a forma como Portugal vai deixar o programa da “troika”, o Eurogrupo (a instituição que na UE congrega os ministros da Economia e Finanças do Zona Euro e o Presidente do BCE), defende uma «saída limpa» para Portugal.

Esta esperança renascida é uma proeza das empresas, dos empresários, dos trabalhadores e do sacrifício de muitos.. Como português, só posso dizer: OBRIGADO!

Publicidade

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também