iapmei.jpg

 

 

 

O Governo anunciou, esta segunda-feira, novas medidas de investimento para as micro empresas e também para o pequeno comércio

O programa – que será operacionalizado através de fundos de capital de risco e de garantia mútua e em parceria com universidades, politécnicos, pólos tecnológicos, incubadoras de empresas – vai começar a ser divulgado junto dos vários agentes por técnicos do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI).

Segundo o presidente do IAPMEI, Jaime Andrez, o "ciclo de visitas" inicia-se sexta-feira na Universidade de Aveiro, tendo por base uma aposta em «modelos de parcerias e dinâmicas de rede entre diversos agentes públicos e privados».

O Finicia, o primeiro de três programas do IAPMEI que têm por função acompanhar os diversos ciclos de vida das pequenas e médias empresas, vai mobilizar 64 milhões de euros de recursos públicos e 50 milhões de recursos privados.

Enquanto o Finicia visa favorecer o processo de criação de empresas e potenciar talentos, os outros programas são o Fincres (para apoio ao crescimento e consolidação de lideranças) e o Fintrans (destinado a apoiar a transmissão da propriedade das empresas e os ganhos de eficiência).

O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, frisou que o crescimento económico não se faz apenas com o investimento estrangeiro, visando os programas em curso ajudar as pequenas e médias empresas portuguesas a darem «saltos na cadeia de valor» e fazer «emergir novas ideias e novos instrumentos» que dinamizem a economia.

Sublinhando que «o país não pode prescindir das PME», para poder aumentar as exportações, Castro Guerra lamentou que as grandes empresas não arregimentem à sua volta empresas de menor dimensão.

O secretário de Estado exortou os jovens que saem das universidades e das escolas profissionais a não ficarem à espera de um emprego e a serem «ambiciosos» e «donos do seu destino» tornando-se empresários.