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Edição 667

Fim da entrega do IRS em papel

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No início do ano, a Autoridade Tributária anunciou o fim da entrega do IRS em papel.

Sem exceção, todos os contribuintes ficam obrigados a submeter a declaração por via eletrónica, através do Portal das Finanças, em www.portaldasfinancas.gov.pt, até ao dia 31 de maio. Para isso, todos os membros do agregado devem ter a sua própria senha, incluindo as crianças, que deve ser pedida no Portal e, num prazo de cinco dias úteis, enviada por correio para o domicílio fiscal.
Na internet, o menu tem o mesmo nome do impresso que servia de folha de rosto à declaração de IRS. É no Modelo 3 onde deve preencher os principais dados relativos à composição do agregado familiar.
Outra das novidades é o facto de a entrega automática da declaração de IRS ter sido alargada aos contribuintes com dependentes e àqueles que fizeram donativos em 2017. Cada contribuinte pode confirmar no Portal das Finanças se está abrangido pela entrega automática, através do menu “IRS Automático” com a sua senha de identificação. Se lhe aparecer uma proposta de liquidação de IRS, seja para reembolso ou pagamento, isso significa que está abrangido pela entrega automática. Cabe ao contribuinte confirmar se as deduções consideradas na proposta de liquidação estão corretas, comparando todas as parcelas de “Despesas para deduções á coleta” com os montantes acumulados no portal e-fatura para a totalidade dos elementos do agregado familiar. Se todos os valores das deduções estiverem corretos e não detetar nenhum erro nos restantes elementos da declaração pode validar a proposta do Fisco, clicando em “aceitar”.

Ajude uma instituição através do IRS

Sabia que pode doar parte do imposto que iria para os cofres do Estado para uma instituição à sua escolha? Ao preencher a sua declaração de IRS, pode doar 0,5 por cento a uma entidade particular ou de solidariedade social, religiosa ou de utilidade pública reconhecida pelo Estado. A consignação do imposto não implica abdicar de qualquer valor, uma vez que o dinheiro é sempre retirado ao imposto que o Estado recebe e não ao montante eventualmente devolvido ao contribuinte.
Também é possível consignar o benefício fiscal relativo a 15 por cento do IVA suportado em despesas com reparação e manutenção de automóveis e motociclos, restauração, alojamento, cabeleireiros, institutos de beleza, veterinários e passes sociais. Mas, neste caso, já abdica de parte do imposto que lhe seria devolvido pelas Finanças.
Ao preencher a declaração, deve assinalar no quadro 11 do modelo 3 se doa 0,5 do IRS ou o benefício de 15 por cento do IVA, indicando o número de contribuinte da beneficiária.
Saiba quais são as entidades do concelho da Trofa que pode ajudar através da consignação do seu IRS.

Ass.Hum. Bombeiros Voluntários da Trofa
501 424 229
Irm. Santa Casa da Misericórdia da Trofa
504 898 710
Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Bougado
506 684 040
Centro Social e Paroquial de S. Mamede do Coronado
504 542 354
APPACDM da Trofa
504 646 877
Muro de Abrigo Ass. Solid. Social do Muro
507 208 803
ASCOR – Ass. Solid. Social do Coronado – 510 774 415
ASAS- Ass. Solid. Acção Social – 502 802 685

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Edição 667

Festa de Rua a 5 e 6 de maio

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A Praceta de S. Cristóvão do Muro volta a ser palco da Festa de Rua, a 5 e 6 de maio. Artesanato, velharias, arte, gastronomia, moda, música, carros antigos e coleções. Há espaço para tudo na 5.ª edição da iniciativa. As inscrições para todos aqueles que se queiram juntar à festa e divulgar a sua arte já estão abertas. Pode inscrever-se na sede da Junta de Freguesia do Muro, por e-mail jfmuro@iol.pt ou através da página de Facebook www.facebook.com/JUNTADEFREGUESIADOMURO/.
Organizada pela Junta de Freguesia do Muro, a iniciativa tem trazido para a rua as típicas barraquinhas e diferentes atividades culturais.

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Edição 667

Crónica: O remanso para entorpecer comunistas e bloquistas

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Os socialistas conduzem a governação desde novembro de 2015, sempre com os comunistas e os bloquistas a servirem de penduras, numa “geringonça” que começa a dar sinais de “enjoo” perante semelhante companhia, numa viagem acidentada que talvez vá terminar mais cedo que o previsto. Pelos sinais que os socialistas vão dando nesta reta final, o término desta viagem vertiginosa poderá acabar antes da data prevista.
A governação está a dar fortes sinais de abrandamento e até já entrou em modo de velocidade de cruzeiro adaptada à agenda eleitoral das eleições legislativas, que em situação normal se realizariam no segundo semestre do próximo ano. É o comum nos políticos vulgares, quando se instalam na cadeira do poder terem como meta, somente as eleições e os lugares para os seus familiares, amigos e apaniguados.
A desaceleração que se sente na governação do país é um remanso para entorpecer comunistas e bloquistas, que têm sido até hoje a “muleta” de estimação dos socialistas. Como as sondagens têm indicado que os socialistas estão perto da maioria absoluta, já dão sinais de que se vão descartar de tais “penduras”, que podem ser um empecilho na corrida eleitoral. É o seu sentido de gratidão!
A previsível antecipação das eleições legislativas, que está a ser desejada apenas pelos socialistas tem sufocado os tradicionais gritos de revolta comunista e bloquista contra as políticas governamentais ou a falta delas. É o que vai acontecer com o próximo orçamento que, aconteça o que acontecer vai ser aprovado com o seu voto favorável.
A atitude queda e muda dos comunistas e bloquistas, quanto ao clima de “medo e pressão” junto dos trabalhadores precários do SEF, mas também quanto à precariedade e aos falsos recibos verdes tem defraudado muitos trabalhadores, pois estavam esperançados que a “geringonça” alterasse estas situações gravosas. O mesmo se passou em relação às populações, quanto à agregação das freguesias, que continua tudo igual (embora tenha existido uma promessa de alteração), mas também quanto à obra da linha do metro em locais onde foi surripiado o comboio há muitos anos, com a promessa de ser substituído pelo metro de superfície. Tudo como dantes…
Quedos e mudos também estiveram em muitas situações da governação, como foi o caso do ajuste direto de pulseiras eletrónicas em mais de um milhão de euros e aos dois sistemas informáticos comprados pelo Ministérios da Justiça por 2,6 milhões de euros e deitados ao lixo sem chegarem a ser usados. Também não se sentiram os seus protestos veementes contra o efeito negativo no défice de 2017 provocado pela injeção capital na CGD (3.500 milhões) e agora com a injeção de quase 800 milhões no Novo Banco.
A postura envergonhada dos comunistas e bloquistas, também se sentiu em relação a muitas situações, como por exemplo: a posição espanhola de recusar entregar a Portugal a cidade portuguesa de Olivença; a posição de abstenção do nosso país em relação à Rússia após o primeiro ataque químico em solo europeu desde a II Guerra; a situação dos emigrantes portugueses na Venezuela; a situação catastrófica dos incêndios; a falta de políticas contra a desertificação do interior; o delapidar do nosso sistema de saúde.
Estes são apenas alguns (tristes) exemplos do remanso da governação socialista que faz entorpecer comunistas e bloquistas, contrastando com o imenso ruído que fizeram num passado recente. Agora comportam-se como “penduras” envergonhados da “geringonça”, apenas como “muletas” de estimação do atual governo!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

Crónica escrita em 31/03/2018, para ser publicado no Jornal “O Notícias da Trofa”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.

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