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Edição 460

Família escutista de Santiago reúne-se em festa

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Escuteiros de Santiago de Bougado reuniram-se no domingo, 9 de fevereiro, para a festa da fraternidade. No final, decorreu a celebração das Promessas do Agrupamento 447, na Capela de S. Gens.

As adversas condições meteorológicas condicionaram os planos que o Agrupamento 447 do Corpo Nacional de Escutas (CNE) e a Fraternidade Nuno’Álvares (FNA) tinham para a Festa da Fraternidade, que organizaram durante o dia de domingo.

A Casa da Montanha, em S. Gens, foi o palco escolhido pelos escuteiros para esta iniciativa, que contou com algumas atividades e um churrasco de convívio. Anualmente, esta festa realiza-se em novembro, contudo, o ano passado a mesma foi adiada, por coincidir na data de falecimento do padre Armindo Gomes.

Segundo o líder da Fraternidade Nuno Álvares de Santiago de Bougado, Filipe Couto, esta iniciativa traduz-se numa “reunião de toda a família escutista”, de forma a “juntar os novos elementos do CNE com aqueles menos jovens que já passaram pelo escutismo ativo”. “O tempo não permitiu fazer o que se pretendia na totalidade, mas estamos reunidos na mesma, que é a principal finalidade”, acrescentou.

Filipe Couto explicou que a FNA é constituída pelos escutas que “já passaram pelo escutismo ativo no CNE e que agora têm uma forma diferente de praticar o escutismo na FNA”, sendo uma forma de “manter o espírito, embora a disponibilidade e as condições sejam outras”.

Já Luís Neves Dias, chefe do Agrupamento 447 do CNE de Santiago de Bougado, mencionou que fevereiro é o mês em que o Agrupamento faz “o cerimonial das promessas e das passagens de secção dos elementos”, que costuma decorrer na Igreja Matriz da freguesia. Mas como não houve a Festa da Fraternidade, decidiram “aproveitar e juntar as duas coisas”. “Viemos para S. Gens que é um local de eleição, embora o tempo não permitisse as atividades que tínhamos planeado para todo o dia”, declarou.

Ao convívio seguiu-se uma reunião com os pais, terminando com a celebração das Promessas na missa das 17.30 horas na Capela de S. Gens, onde, no total, “cerca de 16 elementos” fizeram a sua promessa ou a renovação. “Este ano, por causa das idades, são menos do que o usual”, referiu.

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O Agrupamento 447 do CNE de Santiago de Bougado tem “108 elementos”.

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Edição 460

Eu empreendo, Tu empreendes, Ele empreende

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Ricardo Garcia

Ricardo-Garcia

A palavra “empreendedorismo” sempre provocou em mim o efeito da urticária. Neste mundo novo que a extrema-direita está a construir, a parte lexical, sob alçada dos assessores políticos e quejandos, está a criar a sua própria linguagem e imaginário. Entre muitas outras, a palavra “empreendedorismo” surge cada vez mais na boca dos políticos e nos media de uma forma quase assustadora. Todos temos que ser “empreendedores”, de criar o próprio emprego, ser proativos, sair da zona de conforto e de preferência pisar alguém. Mas acaba por ser ridículo: cerca de 99,9% do tecido industrial português são micro, pequenas e médias empresas, criadas por… empreendedores. Então qual a urgência de imposição desta palavra no nosso dia a dia? Só pode ter um objetivo ideológico: a promoção ilusória do Individualismo Económico e o desmembramento das relações laborais de classe.

Com um governo empenhado em mudanças radicais na sociedade portuguesa, assistimos a alterações profundas nas funções sociais do estado (desmantelamento progressivo do Serviço Nacional de Saúde e implosão da Segurança Social com consequências diretas nas assimetrias sociais), na educação (revanchismo por parte de uma classe que não digeriu a democratização do ensino), nos costumes (visível na recente jogada suja do referendo sobre a coadoção por casais homossexuais) e na área económica. Esta última, tendo por eixo os sectores mais conservadores das faculdades de economia em Portugal, tenta impor um novo paradigma económico assente, entre outros pilares, na Culpa (a famosa treta do “andamos a viver acima das nossas possibilidades e como pecadores que fomos, espécie de soberba, temos que ter uma castigo, não divino mas terreno”) e, como acima referido, no Individualismo Económico.

As vantagens do Individualismo Económico são inúmeras para o capital. Um trabalhador que tenha por cima de si a pairar as fábulas e os mitos do “empreendedorismo”, pode ser enfeitiçado para a perda de consciência de classe e respetiva alienação. Se juntarmos a isto as consequências nefastas da precarização do trabalho e do modelo de despedimento tendo como primeiro ponto a avaliação individual de desempenho (estando, como sempre neste governo fora da lei, em confronto com a Constituição), os dados estão lançados.

Nada é mais útil ao capital do que uma sociedade produtiva, fragmentada, obediente e delatora.

 

Ricardo Garcia

 

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Edição 460

Crónica jurídica: A Insolvência…de Pessoas Singulares!

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Olá queridos trofenses. Esta é a minha primeira crónica. Nela abordarei mensalmente questões jurídicas. Antes de mais, nada como uma breve apresentação. Chamo-me Isaura Ramalho, nasci e cresci na Trofa, sou licenciada em Direito, pela Escola de Direito da Universidade do Minho, e atualmente advogada. No dia a dia, apercebi-me da necessidade de informação por parte das pessoas, o que me motivou a iniciar este trabalho. Tenho por isso como objetivo primordial esclarecer questões jurídicas que me parecem pertinentes, e sobretudo úteis ao cidadão, distanciando-me sempre do caso concreto. Espero sobretudo ajudar-vos a clarificar as vossas dúvidas. Tenham uma boa leitura!

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