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Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais apresentado com foco na rapidez e reforço da prevenção

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O auditório do Fórum Trofa XXI acolheu, na manhã de terça-feira, 2 de junho, a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026 do distrito do Porto, num encontro que reuniu responsáveis da Proteção Civil e autarcas da região. A sessão serviu para dar a conhecer o modelo de organização, os meios envolvidos e as principais linhas estratégicas para o período crítico de incêndios rurais.

O Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, Albano Teixeira, explicou que o dispositivo foi construído “com base na perigosidade conjuntural identificada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas”, acrescentando que o planeamento resulta também da análise dos locais com maior probabilidade de ignição e da articulação com os diferentes agentes no terreno, em especial os bombeiros.

O responsável sublinhou ainda que a implementação é feita de forma faseada, de acordo com o agravamento das condições meteorológicas. “Neste momento estamos no segundo nível mais gravoso”, referiu, destacando a lógica de melhoria contínua do dispositivo e a incorporação de contributos dos anos anteriores.

Questionado sobre as dificuldades sentidas nas equipas de combate inicial, o comandante apontou sobretudo a “escassez de recursos humanos”, num quadro em que a disponibilidade de operacionais varia consoante a realidade dos municípios e a situação laboral das populações, o que condiciona a constituição de equipas permanentes.

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Outro dos temas abordados foi o papel dos municípios, em particular no reforço de meios mecânicos e na prevenção no terreno. Albano Teixeira destacou a importância das máquinas de arrasto na criação de acessos e faixas de contenção, sublinhando que estas são fundamentais para apoiar o combate e reduzir a progressão dos incêndios.

Já a questão dos meios aéreos e da sua eficácia operacional foi também alvo de preocupação. O comandante alertou para as limitações logísticas e de tempo de resposta, referindo que a distância entre pontos de abastecimento pode comprometer a eficiência das operações, defendendo uma gestão articulada e flexível dos recursos disponíveis.

Na mesma sessão, o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto, o trofense Sérgio Araújo, destacou a importância da apresentação do dispositivo como instrumento de preparação e coordenação entre entidades. “Aquilo que quisemos fazer é, de facto, apresentar um plano que tem algumas alterações em relação a 2025”, afirmou, sublinhando a necessidade de adaptação contínua às novas realidades do território.

O responsável defendeu uma resposta inicial rápida e robusta aos incêndios, considerando que essa é a chave para limitar a sua dimensão. “Quanto mais tempo dermos ao incêndio para ele poder respirar para ganhar força, mais difícil será o combate”, referiu, reforçando a aposta num ataque inicial “rápido” e “massivo”.

Sérgio Araújo salientou ainda o papel central dos bombeiros e da coordenação entre todas as entidades de proteção civil, destacando também o esforço municipal na gestão da limpeza florestal e na mitigação de riscos até ao final do mês de junho.

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