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APDP defende aulas de culinária nas escolas para prevenir a diabetes tipo 2 e partilha receitas
Aprender a cozinhar, interpretar rótulos e perceber o impacto da alimentação na saúde são competências que a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) quer ver reforçadas nas escolas portuguesas. A proposta foi apresentada esta sexta-feira, 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, com o objetivo de promover a educação alimentar desde a infância.
A associação considera que a inclusão de aulas de culinária no currículo escolar pode ajudar crianças e jovens a desenvolver conhecimentos práticos sobre alimentação e a adotar hábitos mais saudáveis.
José Manuel Boavida, presidente da APDP, alerta para os riscos associados ao excesso de peso, sublinhando que “não é apenas uma questão de balança: aumenta o risco de doenças crónicas cada vez mais cedo, entre as quais a diabetes tipo 2”.
Para o responsável, a integração da gastronomia no ensino permitiria aos alunos “aprender a cozinhar, compreender o impacto das suas escolhas diárias, saber ler rótulos e perceber que uma alimentação saudável não tem de ser monótona e sem paladar”.
A proposta surge num contexto de preocupação com a evolução do excesso de peso infantil em Portugal. Segundo os dados do sistema de vigilância COSI Portugal, relativos ao período entre 2008 e 2022, a prevalência do excesso de peso nas crianças dos seis aos oito anos voltou a aumentar entre 2019 e 2022, depois de uma década de evolução positiva, atingindo quase 32%.
José Manuel Boavida reconhece que os dados não são recentes, mas considera que “ajudam a evidenciar a importância de colocar a prevenção e a educação alimentar entre as prioridades de saúde pública”.
A APDP defende, assim, que a educação alimentar deve ser trabalhada desde cedo, tanto no contexto escolar como em casa. Para demonstrar que é possível preparar alternativas aos produtos ultraprocessados, a nutricionista da associação Matilde Pereira propõe três receitas: bolachinhas de aveia e maçã, panquecas de banana e pizza com base de curgete.
- Bolachinhas de Aveia e Maçã
Ingredientes: 1 maçã ralada, 100 g de flocos de aveia, 1 ovo, canela em pó q.b.
Preparação: Ralar a maçã para uma taça e juntar os flocos de aveia, o ovo e a canela, envolvendo bem. Com as mãos, formar pequenas bolachinhas e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno, previamente aquecido a 180 ºC, durante cerca de 15–20 minutos, até ficarem firmes e ligeiramente douradas.
- Panquecas de Banana
Ingredientes: 1 banana madura, 1 ovo, 30 g de flocos de aveia, canela em pó q.b. (opcional), manteiga de amendoim q.b. (opcional).
Preparação: Esmagar a banana com um garfo até obter um puré. Adicionar o ovo e os flocos de aveia e misturar até obter uma massa homogénea. Colocar pequenas porções da massa numa frigideira antiaderente (ou ligeiramente untada com azeite). Cozinhar em lume brando e virar as panquecas quando estiverem firmes na base. Servir com canela e fruta fresca a gosto.
- Pizza com Base de Curgete
Ingredientes: 3 curgetes médias (cerca de 600 g), 1 ovo, 100 g de queijo mozzarella ralado, 4 c. sopa de polpa de tomate, toppings à escolha (tomate, cogumelos, milho…), orégãos q.b.
Preparação: Lavar e ralar as curgetes. Colocar a curgete num pano limpo e espremer bem para retirar a água. Misturar a curgete com o ovo e 30 g de mozzarella. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, distribuir a mistura formando uma base fina e levar ao forno (200 °C) durante 20–25 minutos. Retirar, virar a base com cuidado e colocar mais 5–10 minutos no forno. Depois, basta espalhar a polpa de tomate, o restante queijo e os toppings escolhidos. Levar novamente ao forno por 5-10 minutos até o queijo derreter.


