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Túmulo da Beata Alexandrina trasladado para o novo Santuário Eucarístico de Balasar

Cerimónia decorreu este sábado, em Balasar, com a presença do arcebispo de Braga. Novo templo, com capacidade para cerca de 1800 pessoas, será dedicado este domingo.

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Os restos mortais da Beata Alexandrina Maria da Costa foram trasladados este sábado, 10 de outubro, da Igreja Paroquial de Balasar para o novo Santuário Eucarístico, numa cerimónia presidida por D. José Cordeiro, arcebispo de Braga.

A trasladação assinala uma nova etapa na vida religiosa de Balasar, na Póvoa de Varzim, e prepara a abertura de um espaço concebido para acolher o número crescente de peregrinos e visitantes que procuram conhecer a vida e a espiritualidade da beata.

Durante a homilia da Missa celebrada na Igreja Paroquial, D. José Cordeiro destacou a importância da figura de Alexandrina para a Igreja, considerando que o novo santuário será mais um lugar de irradiação da fé cristã.

«Alexandrina, passa a ser uma luminária da tenda do santuário, é a lâmpada sempre acesa», afirmou o arcebispo, sublinhando também o interesse que a beata continua a despertar junto de pessoas provenientes de vários países.

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Novo santuário preparado para receber peregrinos

O Santuário Eucarístico de Balasar é uma iniciativa da Fundação Alexandrina de Balasar e pretende responder ao aumento das peregrinações associadas à beata, disponibilizando condições para a oração, a celebração religiosa, a evangelização e a formação.

Projetado pelo Centro Ave Arte, de Florença, o complexo inspira-se simbolicamente na imagem bíblica de uma grande «tenda». O templo tem capacidade para acolher cerca de 1800 pessoas sentadas e integra diferentes espaços dedicados à vivência espiritual e à atividade pastoral.

Além da igreja destinada aos peregrinos, o complexo dispõe de uma capela devocional dedicada à Beata Alexandrina, auditórios, salas para atividades de evangelização e cultura e uma capela de confissões.

A dedicação do novo santuário está marcada para este domingo, 11 de outubro, numa celebração presidida pelo núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso.

A partir dessa data, a visita ao túmulo da beata, anteriormente localizado na Igreja Paroquial de Balasar, passa a realizar-se no novo espaço religioso.

Uma vida marcada pela devoção à Eucaristia

Nascida em Balasar a 30 de março de 1904, Alexandrina Maria da Costa morreu a 13 de outubro de 1955. A sua vida ficou profundamente ligada à devoção eucarística, dimensão que continua a marcar a espiritualidade dos peregrinos que visitam a localidade.

Segundo a nota biográfica da sua beatificação, a partir de 27 de março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Foi beatificada pelo Papa São João Paulo II a 25 de abril de 2004.

Na celebração deste sábado, o arcebispo de Braga recordou a «paixão missionária» da beata, que, mesmo a partir da cama do seu quarto, procurava transmitir a sua fé, e destacou a importância da celebração e da adoração eucarísticas.

«Somos convidados a seguir o exemplo desta mulher, sobretudo o seu amor à Eucaristia, manancial de todas as graças», afirmou D. José Cordeiro.

O prelado deixou ainda uma reflexão sobre a necessidade de reservar tempo para a oração e a meditação, num quotidiano cada vez mais acelerado, defendendo a importância de parar para escutar, refletir e encontrar sentido nos acontecimentos da vida.

Com a transferência do túmulo para o novo Santuário Eucarístico, Balasar reforça a sua condição de destino de peregrinação religiosa, passando a dispor de um complexo destinado não apenas à devoção à Beata Alexandrina, mas também à evangelização, à formação e à vivência comunitária

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