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Produtores de leite revoltados com nova descida de preços: “Assim, muitos vão abandonar a atividade”

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A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) manifestou forte oposição à nova descida do preço do leite pago aos produtores, anunciada pelas cooperativas associadas na Lactogal, que entrou em vigor a 1 de agosto e representa uma redução de 1,5 cêntimos por litro em todo o território continental.

Nos Açores, a tendência foi semelhante, com a PROLACTO e a INSULAC a reduzirem igualmente o preço pago aos produtores em 2 e 1,5 cêntimos por litro, respetivamente, justificando a decisão com a situação dos mercados nacional e internacional.

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A APROLEP considera a medida “injusta”, lembrando que os produtores enfrentam um aumento dos custos de produção, nomeadamente com combustíveis, rações e fertilizantes, além dos impactos das ondas de calor, que deverão reduzir a produção de milho silagem e aumentar os custos de alimentação dos animais.

A associação defende ainda que o preço do leite em Portugal nunca acompanhou a evolução registada noutros países europeus, como Espanha, e critica o apoio concedido pelo Governo português aos agricultores, que considera muito inferior ao atribuído pelo executivo espanhol.

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Segundo a APROLEP, esta redução poderá acelerar o abandono da atividade por parte de produtores mais idosos e desmotivar a entrada de jovens no setor, colocando em causa o futuro da produção nacional de leite.

A associação alerta também para o impacto que o abandono da atividade agrícola poderá ter na gestão do território e na prevenção dos incêndios rurais, defendendo que os campos cultivados contribuem para proteger as populações.

Perante este cenário, a APROLEP desafia as restantes indústrias e cooperativas a manterem o preço pago aos produtores e apela à reposição da descida já no próximo mês de setembro. Defende ainda um maior investimento na produção de queijos, iogurtes e outros produtos lácteos capazes de substituir importações, reduzindo o défice da balança comercial.

A terminar, a associação volta a incentivar o consumo de leite e de produtos lácteos produzidos em Portugal, destacando a sua qualidade, frescura e importância para a economia nacional.

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