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Empate entre Trofense e Vitória B 

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Trofense e Vitória SC B empataram a um golo, num jogo marcado por duas partes distintas: uma primeira metade intensa, emotiva e de boa qualidade futebolística, e um segundo tempo mais fechado e menos espectacular. O resultado acaba por ajustar-se ao que se passou em campo, muito por culpa da excelente exibição do guarda-redes Gui Cardoso, figura decisiva ao manter a sua equipa em jogo nos momentos de maior pressão trofense.

Com este empate, o Vitória SC B mantém ainda uma ténue esperança matemática de alcançar o play-off de subida, embora o seu futuro dependa agora dos resultados de Belenenses e Mafra. De um lado, o Trofense já com o futuro definido e a permanência assegurada na próxima edição da Liga 3. Do outro, o Vitória SC B ainda agarrado a uma ténue esperança de lutar pelo acesso à Liga Portugal 2 através do playoff. Foi neste enquadramento de ambições distintas que o jogo arrancou — aberto e intenso e com sinais claros de que prometia desde logo emoção.

A equipa da casa entrou determinada e assumiu, desde logo, as despesas do jogo, criando uma ótima oportunidade (4’) para inaugurar o marcador. Ruca conduziu uma boa jogada pelo flanco esquerdo e cruzou com precisão para a grande área, onde Paciência surgiu a rematar de primeira, obrigando Gui Cardoso a uma defesa extraordinária. O lance espelhou a entrada forte da formação da Trofa, segura, intensa e capaz de empurrar o adversário para o seu meio-campo durante largos minutos.

Com o passar do tempo, contudo, os vitorianos conseguiram equilibrar as operações e começaram a subir no terreno com maior e melhor critério. André Oliveira esteve perto de marcar (18’), na sequência de um livre, desperdiçando uma boa ocasião numa jogada em que acabaria lesionado, forçando uma substituição prematura.

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Foi precisamente na melhor fase do Vitória B que surgiu o primeiro golo. Mathias Tepe desenhou uma jogada de grande qualidade pela esquerda (24’) e serviu Ejike Opara com um cruzamento rasteiro para a área – o avançado, de pé esquerdo, rematou com potência e colocou os visitantes em vantagem.

O Trofense tentou reagir de imediato, mas voltou a encontrar pela frente um inspirado Gui Cardoso. O guarda redes vitoriano brilhou novamente (32’) ao defender um penalty apontada por Moussa, castigando uma falta de Sicuba sobre o próprio avançado. Na sequência do lance, Moussa ainda fez o golo, mas o lance foi invalidado por fora de jogo.

Apesar do revés, a equipa da casa manteve-se ofensiva e insistente até ao intervalo. Vasco Paciência voltou a ameaçar (40’), desta vez de cabeça, num gesto técnico de qualidade, mas Gui Cardoso respondeu com mais uma defesa notável, confirmando-se como a grande figura da primeira parte.

Ainda assim, o Trofense acabou por chegar ao empate de forma merecida em tempo de compensação. Moussa aproveitou da melhor maneira um erro de Tomás Rodrigues e restabeleceu a igualdade (45’+5’) premiando a atitude ambiciosa e a capacidade de reação da equipa trofense antes do descanso.

A segunda parte arrancou num registo menos intenso e menos emotivo, muito diferente da primeira metade. O Trofense apresentou-se mais cauteloso nas suas investidas ofensivas, perante um Vitória SC B mais controlador e organizado na circulação de bola. O equilíbrio acabou por dominar largos períodos desta etapa complementar, traduzindo-se numa escassez de ocasiões flagrantes.

Com o desgaste acumulado e o ritmo mais baixo, o encontro perdeu alguma da espectacularidade evidenciada antes do intervalo, ainda que ambas as equipas procurassem, com maior ou menor insistência, desfazer a igualdade. Os dois treinadores tentaram alterar o rumo do jogo,  através das substituições na fase final, procurando devolver frescura e profundidade ofensiva às respetivas equipas, mas sem consequências práticas no marcador.

A melhor ocasião surgiu apenas aos 85 minutos, quando Rodrigo Silva arriscou um remate-surpresa, de pé esquerdo, ainda fora da área, obrigando Rendeiro a uma intervenção de nível. Foi praticamente o último momento digno de registo num segundo tempo mais fechado e taticamente disputado.

Perante o que as duas equipas produziram ao longo dos noventa minutos, o empate acaba por ajustar-se, sobretudo num encontro que valeu essencialmente pela qualidade, intensidade e emoção proporcionadas durante a primeira parte.

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FICHA DO JOGO

TROFENSE 1-1 VITÓRIA SC B
( 1-1 ao intervalo)
Liga 3 Apuramento de Campeão
Jornada 13
Estádio Clube Desportivo Trofense

Árbitro: Humberto Teixeira
Árbitros assistentes: Tiago Loureiro e Luís Meira
Quarto árbitro: Tiago Sá

TROFENSE: Rendeiro, Joel Oliveira (Feliz Vaz, 57’), Hugo Basto, João Daniel, Reko, Vasco Paciência (Afonso Vieira, 80’), Moussa (Khalid, 66’), Diogo Gomes, Welisson (F. Saldanha, 66’), Ruca, Nuninho (Cap.) (Diogo Monteiro, 80’).
Suplentes não utilizados: Nuno Silva, Fábio Borges, Ousmane, Roka.
Treinador: Renato Coimbra
Disciplina: cartão amarelo para Diogo Gomes (90’+1’).

VITÓRIA SC B: Gui Cardoso, Mathias Tepe, Ejike Opara (Deivid Miranda, 70’), Diogo Rebelo (Kiko Silva, 70’), Santiago Verdi, Tomás Rodrigues, Miguel Vaz (Duarte Carreira, 86’), André Oliveira (Josemar Sicuba, 22’), Dani Carvalho, Rika Ribeiro, Rodrigo Silva (Cap.).
Suplentes não utilizados: João Fernandes, Isnaba Toncana, Rafa Peixoto, Ricardo Carreira, JP Silva.
Treinador: António Torres Campos.
Disciplina: nada a assinalar

Golos: 0-1 Ejike Opara (24’); 1-1 Moussa (45’+5)

HOMEM DO JOGO
GUI CARDOSO (VITÓRIA B)

Excelente exibição do jovem guarda-redes vitoriano, decisivo com três intervenções de grande nível — duas delas a negar o golo a Vasco Paciência — além de uma grande penalidade defendida. Gui Cardoso foi, sem dúvida, a principal figura do jogo e o grande responsável pelo empate conquistado pelo Vitória SC B.

fonte e fotos FPF.PT

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