Os vereadores socialistas entregaram na última reunião do executivo municipal um requerimento questionando o presidente Bernardino Vasconcelos sobre o custo dos outdoors colocados pela autarquia, a publicitar obras como a variante à linha do Minho ou a obra da Linha de Metro.

joanalima.jpgJoana Lima, Assis Serra Neves e Luís Rebelo, vereadores do Partido Socialista questionaram, na reunião pública do executivo municipal, através de um requerimento "uma cópia de toda a documentação, com o detalhe suficiente, para termos conhecimento tanto da, ou das empresas, como também dos respectivos custos suportados ou a suportar pela Câmara Municipal da Trofa, inerentes aos serviços prestados pela elaboração e instalação dos " outdoors propagandísticos e alusivos às várias obras a levar a efeito, pelo governo do partido socialista".

Os socialistas querem saber "o custo das obras do metro de superfície até à Trofa e as obras do traçado ferroviário alternativo à linha do Minho".

No requerimento os vereadores solicitam ainda que Bernardino Vasconcelos a afirmação que fez há algumas semanas atrás, nas quais alegadamente "acusava o actual presidente do partido social-democrata Dr. Luís Filipe Menezes é contra a vinda do metro à Trofa".

No documento entregue ao edil os socialistas reiteraram os "pedidos efectuados em 2006-06-19", requerendo mais uma vez a Bernardino Vasconcelos que "se digne fornecer cópia de todos os contratos de arrendamento em que a Câmara Municipal da Trofa seja arrendatária, assim como cópia do contrato programa celebrado entre a Câmara Municipal da Trofa e a Secretaria de Estado da Administração Local, representada pelo seu secretário de estado de então Dr. José Augusto Carvalho em Novembro de 2001, cujo contrato tinha como finalidade financiar o início do projecto de construção dos Paços do Concelho da Trofa".

Recorde-se que há alguns meses atrás o deputado socialista José Junqueiro, durante uma conferência na Trofa, acusou Bernardino Vasconcelos de ter gasto indevidamente ou de não ter usado a verba transferida pelo Governo para a construção dos Paços do Concelho, já que, segundo o deputado a transferência do dinheiro foi feita pela Administração Central.