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Assim como fez ao Benfica, na semana passada, o Trofense voltou a revolucionar a tabela e empatou no Dragão com o Futebol Clube do Porto, tirando a liderança aos azuis e brancos.

Com Miguel Ângelo indisponível, Tulipa colocou Milton do Ó a central e Areias a lateral, fazendo Tiago Pinto avançar no terreno.

Reguila e Hélder Barbosa voltaram ser a dupla de avançados, mas ao contrário do que aconteceu na Trofa com o Benfica, não conseguiram criar perigo junto da baliza de Helton.

O Porto foi sempre a melhor equipa e só Tiago Pinto evitou o pior, na primeira parte, ao tirar de cabeça a bola em cima da linha de golo.

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Na segunda parte, o Trofense só conseguiu finalizar a meia distância, com remates de Delfim que ou saiam ao lado ou encontravam no caminho o guardião portista.

O Porto reclamou grande penalidade sobre Lisandro, mas o árbitro da partida não considerou que Valdomiro entrou sobre o argentino à margem da lei.

Perto do fim, Milton do Ó viu o segundo amarelo e foi expulso. Na sequência, Guarin fez o lugar do central e cortou um remate de Cristian Rodriguez, que ia em direcção à baliza.

O Porto perdeu a liderança no Dragão e o Trofense continua acima da linha de água e vai disputar o 13º lugar com o Paços de Ferreira, na próxima semana.

 Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.

FC Porto – Trofense, 0-0.

Equipas:

– FC Porto: Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Benitez (Mariano, 60), Fernando (Guarin, 69), Lucho Gonzalez, Raul Meireles (Farias, 80), Lisandro Lopez, Rodriguez e Hulk.

(Suplentes: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov, Guarin, Mariano, Farias e Tomás Costa).

– Trofense: Paulo Lopes, Paulinho, Valdomiro, Milton do Ó, Areias, Delfim, Mércio, Hugo Leal (Pinheiro, 82), Tiago Pinto, Hélder Barbosa (David Caiado, 66) e Reguila (Rui Borges, 90).

(Suplentes: Marco, Lipatin, Pinheiro, Sidney, Rui Borges, Zamorano e David Caiado).

Árbitro: Luís Reforço (Setúbal).

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Tiago Pinto (36), Benitez (59), Milton do Ó (60 e 90) e Helton (90). Cartão vermelho por acumulação de ameralos para Milton do Ó (90).

Assistência: cerca de 29.000 espectadores.

Os treinadores:

Tulipa, treinador do Trofense foi transparente e de uma grande honestidade nas declarações que proferiu a seguir ao empate obtido pela sua equipa esta noite no Dragão, frente ao FC Porto (0-0). “Defrontámos um adversário valoroso que criou algumas situações de golo e que nos obrigou a uma forma de estar que não é o nosso normal. Ou seja, praticamente nunca conseguimos passar com a bola controlada a zona do meio campo, não conseguimos fazer jogo ofensivo organizado e isso também por mérito da qualidade e da boa organização do FC Porto. Tivemos, é verdade, alguma felicidade mas os nossos atletas têm trabalhado muito bem, a nossa equipa é já um conjunto equilibrado, organizado e estou muito satisfeito com aquilo que têm feito e que têm produzido… A equipa cometia muitos erros defensivos, sofria muitos golos, e isso agora não está a acontecer. Temos uma equipa coesa, unida, e por isso é que está a fazer pontos. Quando uma equipa consegue defender bem, normalmente consegue pontuar e é isso que nos dá alento para continuarmos a trabalhar e essencialmente para acreditarmos que vai ser possível continuar na Liga Sagres”, referiu Tulipa.

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Jesualdo Ferreira lamentou-se da falta de sorte e também de alguma inépsia por parte dos seus jogadores, para justificar o empate desta noite do FC Porto frente ao Trofense (0-0). “Creio que a primeira parte do jogo de hoje não teve a intensidade e a agressividade que queríamos e que tinhamos programado. O FC Porto voltou a entrar bem, voltou a ter duas ou três ocasiões logo de início, mas não conseguiu transformá-las em golo. Parece que o Dragão começa a ser difícil também para nós… As equipas que nos visitam fecham-se muito, colocam dez jogadores atrás da linha da bola, o que provoca a existência de espaços mais reduzidos e os nossos jogadores são forçados a circular muito a bola, a jogar com paciência… Mas, a verdade é que quando surgem as oportunidades para golo temos que as concretizar… Não o fizemos e na segunda parte, a partir do momento em que o Trofense abdicou completamente de passar a linha de meio campo, procurámos transmitir maior agressividade na área e acabámos inclusivamente por tirar nós próprios a bola de dentro da baliza adversária. Enfim, foi um jogo com alguma infelicidade e também com alguma inépsia nossa”, disse Jesualdo Ferreira.

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