A ExpoTrofa decorre entre os dias 7 e 15 de julho, contando com novidades e surpresas, sendo que a principal é a localização do certame na Estação da CP.

É já neste sábado que arranca mais uma edição da ExpoTrofa. A Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores promete muitas novidades e surpresas ao longo destes 8 dias, com vista a atrair milhares de pessoas. A principal novidade deste ano é mesmo o local da sua realização, a estação da CP e segundo José Sá, presidente da Comissão de Festas de Finzes, “o local é mais apropriado e confortável”. As obras da regeneração dos parques foram a causa da alteração do local da exposição, uma vez que se contava que estas tivessem início antes da ExpoTrofa. Apesar da obrigatoriedade de alterar a localização da exposição, José Sá é perentório em afirmar que esta foi “uma boa escolha”, uma vez que o local é o “mais dimensionado, nivelado, com pavimento mais confortável”, com “todas as acessibilidades de ruas, mais o espaço para estacionamento” e o facto de estar perto da estação que “dá ligação a todas as partes do país”, espera que este traga “muita gente”. 

Para além dos cerca de 180 expositores, que vão mostrar aquilo que melhor sabem fazer, o certame vai contar com a Feira dos Povos que, com a participação de 12 associações de vários países, vão demonstrar “a cultura do seu país”. O presidente da Comissão de Festas espera que o tempo permita a realização normal deste certame que acredita que será do “agrado de todas as pessoas” que o visitarem. Sendo que esta será “marcante”, não só pelo novidade da localização, mas também “pela grandeza da feira”. 

José Sá está com boas expectativas para este certame, visto ser um “espaço nobre e com as melhores condições”. “É o primeiro ano, ninguém pode garantir êxitos ou fracassos, mas estou convicto de que irá ser um êxito, porque, como referi, as surpresas vão ser enormes, o espaço de stands está todo preenchido. Dou a garantia de que este sítio tem as melhores condições até onde era realizada até agora, desde melhores condições no aspeto de animação, na grandeza da exposição, no aspeto de pavimentação ao conforto das ruas”, garantiu. 

No final, o presidente da Comissão de Festas convidou as pessoas a visitarem este certame, “não só pela curiosidade do novo local, mas também para apoiar a organização, frisando que “vão sair satisfeitas”. 

Relativamente ao orçamento para a ExpoTrofa, José Sá asseverou que os valores serão “mais ou menos o mesmo dos outros anos”, salientando que pelo facto de o “lugar ter mais eficiência e ser nivelado torna a montagem do equipamento mais fácil”. 

Três juntas de freguesia não participam no certame

Esta é a primeira vez que três das oito juntas de freguesia do concelho, não se farão “representar” a ExpoTrofa. As Juntas de Santiago de Bougado, Alvarelhos e Covelas não aceitaram o convite da Câmara Municipal da Trofa para assegurar a animação de um dia durante o certame. No entanto a Câmara convidou associações das três freguesias conseguindo asseguram a sua representação na maior exposição de artesanato, associativismo e empreendedorismo do concelho.

Uma situação que José Sá não entende uma vez que essas juntas têm participado todos os anos, desde a sua criação. “Não sei se é pelo facto de ter algo contra o presidente da Comissão de Festas ou contra o presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho. Não sei se se sentem cansados por algum motivo político ou pessoal. Não sei, nem lhes pergunto. Eles lá o sabem”, afirmou, referindo que mesmo assim a “ExpoTrofa vai realizar-se na mesma”. 

Fernando Moreira, presidente da Junta de Freguesia de Covelas, informou que não vai marcar presença neste certame por “motivos de saúde”. Quando questionado o porquê da freguesia não se fazer representar, o presidente afirmou que isso não deveria de ser da competência da Junta, uma vez que “causa grandes despesas”, visto que tem que “contratar pessoas de fora”, já que não tem ninguém na freguesia. Um “investimento que deveria ser da Câmara”. Já o executivo da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado justificou a sua ausência, devido à decisão da autarquia trofense ao “deslocalizar este evento, para a nova centralidade, que a todo o custo quer implementar, longe do restante concelho e da maioria da população”.

Sendo esta uma parceria entre Câmara Municipal e juntas de freguesia, a autarquia deveria “dialogar com todos os presidentes”, com o intuito de escolher “o melhor local”. O executivo sugeriu ainda que poderia “iniciar-se uma descentralização pelas restantes freguesias”, que também têm “locais magníficos e que poderiam acolher muito bem este evento”.

Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos, já tinha informado o porque da sua ausência na ExpoTrofa, na Assembleia Ordinária do mês de abril. O autarca decidiu que a Junta não estaria representada, por considerar que “foram alterados os conceitos” e “os pressupostos” desta iniciativa. “Há dois anos houve coisas desagradáveis que se passaram e o ano passado aconteceram outras ainda mais desagradáveis. Há 11 ou 12 anos, a comissão instaladora tinha o objetivo de transformar a ExpoTrofa/Festas de Nossa Senhora das Dores em grandes festas concelhias (…) A iniciativa também tinha como fim movimentar o mundo associativo e fazer com que ele arranjasse uma forma de angariar dinheiro através da participação nas tasquinhas. Curiosamente, o ano passado, a gestão da ExpoTrofa passou para a comissão de festas da Senhora das Dores, que instituiu o valor de 500 euros que cada associação tinha de pagar para explorar as tasquinhas. O resultado disso é que o Rancho de Alvarelhos entendeu que não deveria participar, porque pouco sobraria de nove dias de trabalho”, afirmou.

Por esta razão, o presidente considera que “a população de S. Martinho já deixou bem claro que não quer que as festas sejam concelhias e que quer ser grande à custa dos outros”.

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