Lucas Santos apresentou as razões que levaram a LS Soccer romper o contrato de parceria com o Trofense, que entrava em vigor a 1 de julho. 

A parceria entre a LS Soccer e o Trofense foi “um doente, cujo vírus foi atacando aos poucos, até se formar num cancro” e que “não deu tempo de reação”. Esta foi a metáfora utilizada por Lucas Santos, representante da empresa LS Soccer SA, para explicar o fim do contrato assinado com o clube da Trofa e que deveria ter entrado em vigor a 1 de julho. 

O empresário convocou uma conferência de imprensa para explicar os motivos que levaram à cessação da parceria, mas também para promover a empresa, que “quer continuar a trabalhar em Portugal”.

Apesar de, supostamente, já nada ligar a LS Soccer ao clube, Lucas Santos convocou os jornalistas ao estádio, onde falou na sala de imprensa. Para além dos órgãos de comunicação, também estiveram cinco dos sócios que se voluntariaram para tentar inscrever a equipa na 2ª Liga (à exceção de Tomé Carvalho e João Castro Gomes), José Leitão, ex-presidente da comissão administrativa, e outros sócios que se mantiveram à porta a ouvir as explicações do empresário.

Lucas Santos afirmou que como novo “inquilino” estava à espera da “casa limpa” mas, afinal, “estava suja”: “Dia após dia foram surgindo penhoras e mais penhoras, situações que não foram divulgadas pela comissão administrativa. A LS Soccer confiou plenamente na credibilidade, honestidade e carácter da comissão administrativa e essa confiança foi abalada com estas situações”.

Apesar de defender José Leitão, a quem apelidou de “homem do povo” e que acredita ter sido utilizado como “testa de ferro” da anterior direção, Lucas Santos considera que a empresa foi encarada como “um escudo no meio de uma guerra”, acabando “num precipício”. Situações como o processos instaurados por Charles Chad (que reclama 200 mil euros), Milton do Ó (118 mil euros) e Gegé (33 mil euros) foram alguns dos factos que foram “omitidos” e que fizeram com que o negócio fosse “abalado”.

Já sobre a anterior direção de Rui Silva, e mesmo sem referenciar nomes, Lucas Santos apontou armas “às pessoas que estão a destruir a instituição” e para “ironizar” afirmou: “Como posso eu fazer um reconhecimento de investimento de dívida a um clube, no qual eu e quatro amigos assinam documentos? E eu faço a assinatura em que as canetas de diferentes datas são iguais. É engraçado que até o mesmo carimbo está da mesma forma e localidade do documento e as datas nos documentos não condizem com aquilo que poderia vir a ser”.

O empresário foi mais longe, referindo-se aos “documentos comprometedores” que “se um jurista quiser levar uma investigação adiante, isto dá uma boa matéria”. “A antiga administração diz que investiu milhões de euros e perdoou cinco milhões. Se fosse eu, não perdoaria”, acrescentou.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF

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