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Cenfim certificou 31 adultos a partir do Centro de Novas Oportunidades. Instituição forma, anualmente, quase uma centena de jovens com dupla certificação: escolar e profissional.

Mais do que dar uma nova oportunidade aos adultos que não conseguiram progredir nos estudos no passado, o processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) é um caso de justiça. Este é a convicção de Branco Rodrigues, director do Cenfim da Trofa, que certificou 31 adultos no passado fim-de-semana. O responsável considera que “país só progride se tiver gente à altura” e que uma nação com níveis de qualificação muito baixos “nunca vai ser rica”. Porque “a riqueza está nas pessoas”.

O Cenfim da Trofa luta todos os dias para certificar jovens e adultos e para além deste lema tem nas estatísticas um bom argumento para o sucesso da instituição: a taxa de empregabilidade supera os 100 por cento, já que as necessidades são superiores à oferta.

Por ano, esta escola que aplica um sistema de dupla certificação (escolar e profissional) consegue formar cerca de 80 jovens e desde a sua fundação, em 1988, já deve ter ultrapassado os dois mil jovens qualificados. Mas não são só estes os números que confirmam o sucesso do Cenfim: “Mas já foram dezenas de milhar de pessoas que passaram por aqui a fazer formação de curta duração. O ano passado tivemos o total de 23 mil horas de formação para cerca de 1200 participantes, jovens e desempregados em formação inicial”, adiantou Branco Rodrigues.

No que respeita ao Centro de Novas Oportunidades, que existe desde Maio de 2008, a instituição já conseguiu certificar um total de 50 adultos, com a inscrição de 530 que foram encaminhados para diversas ofertas formativas.

O processo de RVCC que o Cenfim disponibiliza é “uma tentativa de colocar os adultos no piso um do ‘edifício’, para que depois possam ter outras qualificações e oportunidades de ascender a outras actividades laborais”, explicou Branco Rodrigues.

O CNO surge, segundo o responsável, como um instrumento que permite “justiçar uma situação de que estas pessoas foram vítimas, por não terem tido oportunidade na altura de conseguir uma certificação profissional e tiveram que ir trabalhar. Isto foi reconhecer todo o conhecimento que adquiriram e dar-lhes uma oportunidade. As pessoas estavam com os seus horizontes um bocadinho restritos”, acrescentou.

Também Tomé Carvalho, elemento do Conselho de Administração do Cenfim, afirmou que esta cerimónia de entrega de certificados “tem uma importância muito grande”, dada a “grande responsabilidade” que a instituição tem “na Trofa” com “muitos jovens à espera desta formação”.

“Fazemos com os recursos que temos. Esperamos que a nossa presidente ajude nesse sentido e vamos convidá-la a estar presente na próxima reunião para que consigamos aumentar as obras para termos mais aulas”, afirmou.

Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, teve a tarefa de entregar os diplomas aos alunos certificados e, felicitando os responsáveis pelo Cenfim, afirmou que “podem contar com o apoio da Câmara Municipal da Trofa”.

“A todo o lado que vou referencio o Cenfim nesta área, porque tem dado um contributo muito grande aos nossos jovens com qualidade”, referiu.

A edil não deixou de partilhar a sua experiência de vida com os alunos, contando que voltou a estudar com 34 anos e conseguiu acabar o curso na universidade. “Cada patamar que eu atingia, sentia-me com outra capacidade, com outra vontade de lutar. Vocês não devem encarar isto como um sacrifício, mas como um contributo, uma mais-valia na vossa formação”, sustentou.

O CNO do Cenfim conta com dois profissionais de RVC e cinco formadores de RVCC Básico e Secundário. Aposta no acompanhamento próximo dos adultos e na qualidade, nomeadamente no que diz respeito aos processos de RVCC.