Cinquenta e quatro Carocha fizeram parar o trânsito este sábado em pleno centro da cidade da Trofa. Visitaram o Museu Batista Andrade e partiram rumo a uma nova aventura.

Para uns não passa de um carro, mas para outros é uma paixão de quatro rodas. De várias cores e todos com mais de uma dezena de anos. Ao todo eram 54. Os Volkswagen Carocha invadiram a cidade da Trofa naquele que foi o V Convívio de automóveis da marca, que apaixona homens e mulheres de todas as idades.

Este grupo de aficionados tem percorrido várias cidades da Área Metropolitana do Porto, mas desta vez o convívio de Natal de amigos possuidores de VW Carochas foi na Trofa.

carochas

“Esta ideia surgiu há cinco anos de dois amigos. Fizemos um jantar de Natal para todos aqueles que têm Carochas e quando reparamos tínhamos 40 carros inscritos. No Natal a seguir pediram-nos para repetir e fomos fazendo, hoje estamos na Trofa. Como não temos um clube vamos fazendo os convívios em cidades da Área Metropolitana do Porto, o primeiro ano foi em Gondomar, o segundo foi na Maia, depois Valongo, o ano passado em Gaia e este ano estamos na Trofa e o sol está a ajudar”, esclareceu Vítor Duarte um dos organizadores desta concentração de Carochas.

Nesta concentração o carro mais antigo nasceu em 1953 e o mais recente é de 1997 e os modelos são os mais variados: Brasília, as carrinhas pão de forma, mas predominavam os Carocha.

O NT/TrofaTv foram perceber o que estas máquinas de quatro rodas têm de tão especial.

Considerado “por muitos o carro do século”, o Volkswagen para Vítor Duarte “tem tudo”. “É considerado o carro do século, é um carro que é conhecido sobretudo pela durabilidade, resiste a tudo, ou quase tudo, gostamos dele pela diferença em termos de mecânica, porque o motor tem um sistema refrigerado por ar e não por água como os carros convencionais, pelos anos que tem, pelo carinho que as pessoas têm e sobretudo porque foi sempre um carro que agradou à pessoa mais comum, ao pobre e ao rico”, adiantou.

Para Guilhermino Cunha, que tem o seu Carocha desde 1971, esta “é uma paixão grande”. “É um carro que não gasta água e não tem aquecimento, é muito lento, tem consumo elevado, mas é muito resistente, foi um carro adquirido pelo meu pai em 1971 e sempre andei nele”, afirmou.

Carlos Gonçalves tem 31 anos e desde pequeno que o seu coração bate pelos carros clássicos e, quanto mais antigos, melhor. Na concentração apresentou o carro mais antigo: “É um carocha de 1953, tem particularidades que me cativaram: o facto de não ter piscas e de ser um carro com setas e ainda porque para abastecer temos de abrir o capô da frente para ter acesso directo ao depósito”.

Desde os 18 anos, quando tirou a carta, que Paulo Russo sempre teve Carochas e hoje a paixão continua e para o próprio “um carochista é uma pessoa diferente de todas as outras”. “Tive um primeiro carro que era um Carocha, o segundo, o terceiro e todos foram Carochas. Tenho cerca de 80 carros”, frisou.

Neste quinto convívio vieram “carochistas” da Suiça, Faro, Viseu, Aveiro e até da Galiza, mas a maioria pertencem à Área Metropolitana do Porto.

O convívio teve início no Parque Nossa Senhora das Dores, mas os apaixonados por estes veículos fizeram questão de mostrar as suas relíquias pelas ruas do concelho. Visitaram o Museu Batista Andrade, onde estão expostos modelos de outros tempos. Depois desligaram os motores na Quinta Nossa Senhora d’Alegria para jantar.