Perto de uma centena de bicicletas antigas concentraram-se no Parque Nossa Senhora das Dores, numa iniciativa inserida nas comemorações do Centenário da República no concelho.

 O som das campainhas das bicicletas antigas chamou a atenção no Parque Nossa Senhora das Dores no último domingo de manhã. Jorge Andrade surgiu vestido a rigor, com suspensórios, camisa branca e lacinho preto, montado numa bicicleta de 1971. O gosto por este meio de transporte surgiu “por arrasto” e este trofense garante que as bicicletas antigas “puxam mais” e “são muito diferentes das actuais”. Já José António pediu uma bicicleta de 1984 emprestada, propositadamente, para participar na actividade promovida pela Câmara Municipal, em colaboração com o Clube de Cicloturismo da Trofa, do qual José António faz parte. Vestido com um traje do início do século XX, onde nem as molas da roupa a prender as calças faltavam, este apaixonado por bicicletas confidenciou ao NT que “o objectivo era mesmo vencer o prémio para o melhor traje de época”. No entanto, atendendo “aos outros trajes”, a tarefa não se afigurava “fácil”.

A meio da manhã, eram já muitos os que estavam prontos para começar o passeio pelos sítios que marcaram a vida política da Trofa, como o Largo Costa Ferreira, marco de referência na história trofense. A actividade contou com a colaboração da GNR da Trofa.

Assis Serra Neves, vereador da Cultura, acompanhou a partida das bicicletas que se fizeram notar com o toque sonoro das campainhas. “O objectivo era divulgar os usos e costumes da época da Implantação da República”, explicou o autarca. De facto, no inicio do século passado, as bicicletas já circulavam em Portugal, mas sendo muito caras, só estavam ao alcance de famílias abastadas e eram encaradas mais como “um brinquedo de gente rica” do que como meio de transporte.

O vereador ficou surpreendido com a adesão da população, que classificou como “muito boa”.

As iniciativas para assinalar o Centenário da República vão continuar no concelho ao longo de todo o ano.