As 16 calhas com mais de 60 metros de perímetro já estão montadas no salão polivalente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT), estando quase tudo a postos para começar a 8.ª edição das 24 Horas de Slotcar na Trofa.

À semelhança das edições anteriores, a prova começa esta sexta-feira com treinos livres, estando marcado para as 11 horas de sábado o início da competição, que dura até às 11 horas de domingo.

A preparação da prova começou, segundo João Pedro Costa, presidente do Clube Slotcar da Trofa, com “um contacto com as equipas” em que, este ano, conseguiram “ter mais equipas vindas de Espanha”, estando “asseguradas, entre 20 equipas, a presença de três da Catalunha, três da zona da Galiza e uma das Astúrias”. “Conseguimos ter equipas de Lisboa, o que acaba por ter mais ou menos o território continental preenchido. O que nos satisfaz muito porque é um bocadinho a continuação daquilo que tem sido o êxito das outras edições em termos de afluência de equipas. O que leva a que haja uma perspetiva que possa ser realmente um grande evento, que possa engrandecer a Trofa já no próximo fim de semana”, enumerou.

Quanto às inscrições das equipas, o presidente referiu que as de Portugal “normalmente procuram participar no evento”, existindo “inclusive algumas regras para que entrem determinadas equipas, normalmente as que são mais categorizadas”. Já no caso das estrangeiras, “há sempre um lugar cativo, porque torna a prova mais internacional”, existindo “contactos feitos a partir das participações que são feitas ao longo do ano”, o que permite que haja “algum intercâmbio entre as equipas”. “Há sempre um esforço financeiro muito grande por parte das equipas em fazer a deslocação. As equipas são compostas por quatro a seis elementos, o que requer alguma logística e algumas despesas por pernoitar pelo menos um/dois dias na Trofa em termos de fim de semana da competição, o que por si só acaba por ser um esforço que é feito de forma continuada”, explicou

Devido à experiência adquirida nas oito edições ao longo destes cinco anos, a montagem das calhas “acaba por ser muito mais fácil”, conseguindo também “atempadamente a cedência por parte da direção da AHBVT, a quem desde já agradeço, o facto de ter permitido uma vez mais a realização do evento e estar aberto a toda a comunidade trofense”.

“Esta antecedência com que eles permitiram que nós conseguíssemos fazer esta montagem é determinante em termos de fazer uma boa preparação para garantir a maior fiabilidade possível das próprias pistas. Obviamente que a parte da eletrificação fica para o fim e será sempre feita nos últimos dias, porque as pistas serão estreadas apenas e só no dia dos treinos livres”, mencionou.

Quanto às novidades nas pistas, João Pedro Costa adiantou que estas “atingiram um perímetro máximo”, sendo que a novidade é no modelo que é “ligeiramente diferente do que tem sido aplicado anteriormente”, havendo “sempre uma adequação em termos de projeção”, vendo “o que é que se faz a nível internacional, tentando seguir algumas modas e impondo também modas em função da adesão dos slotistas em Portugal”.