Desde que assumiu funções a comissão administrativa do Trofense tem-se desdobrado para ter a equipa preparada para a época que está prestes a começar. Face às acentuadas restrições orçamentais, os responsáveis pelo clube tiveram que deixar sair alguns jogadores importantes.

A saída de Nildo e Serginho, a custo zero, para o Beira-Mar causou algum mal-estar no seio de alguns adeptos do Trofense. Por terem sido duas peças fundamentais na temporada passada, alguns aficionados consideraram que os jogadores poderiam ter saído com um bom encaixe financeiro para o emblema da Trofa.

José Leitão, presidente da comissão administrativa (CA) do clube, quis esclarecer que a saída dos dois atletas pode trazer dividendos no futuro: “Numa possível venda dos jogadores, o Trofense tem direito a 50 por cento, ou seja, se o Beira-Mar vender um deles por um milhão, 500 mil são para o Trofense”.

“Eles precisam de montra. O Beira-Mar é da primeira liga, quase todos os jogos vão dar na televisão. Se o Serginho se se valorizar no Campeonato do Mundo, já não jogará no Beira-Mar, será vendido”, perspetivou.

José Leitão garantiu que o Trofense “não está a deitar jogadores fora”, mas sim a “responder às necessidades do clube”. “Nós estamos aqui para fazer o melhor para o clube. Era importante que os dois atletas saíssem para poderem render alguma coisa. Mas alguém fará o lugar deles. Se não tem o mesmo valor? Vamos ver”, frisou.

O presidente da CA revalidou a necessidade do apoio dos empresários e todos os trofenses: “Vamos precisar de quem nos apoie, embora saibamos que as coisas não estão famosas, mas penso que as pessoas vão continuar a ajudar o clube, a arranjar cativos e a vir aos jogos”.

Despreocupado com a área administrativa, que está “muito bem entregue”, José Leitão canaliza as suas energias na parte desportiva. “É a que interessa neste momento, porque o Trofense só vive do futebol. É para isso que vamos trabalhar”, salientou.

Relativamente às camadas jovens, Leitão garantiu que a saída do diretor Manuel Wilson não vai prejudicar o trabalho feito no complexo desportivo, em Paradela: “Vai ser substituído e o trabalho será o mesmo. O Trofense vai continuar a ter o departamento de formação forte para todos os jovens do concelho”.

 

Tiago acredita no trabalho da comissão administrativa

 

Apesar de ter sido cobiçado por clubes da 1ª Liga e do estrangeiro, Tiago aceitou a proposta de redução salarial e renovou contrato com o Trofense. O experiente jogador deu prioridade ao seu “bem-estar” e da família e “assentou arraiais” na sua terra natal. “O dinheiro não é o mais importante, neste momento, e a minha vontade era ficar, porque vim com o intuito de acabar a minha carreira cá”, frisou.

Considerando que as propostas que teve mostram que “o Tiago está vivo”, o capitão do Trofense acredita no bom trabalho da CA do clube e pediu “tempo e paciência” aos sócios: “Agora, há que deixar as pessoas trabalhar”.

Face à “situação atual”, o médio considera que “uma boa época era manter” o clube na Liga de Honra. No entanto, o “único objetivo que é veiculado é ter ambição”. “Isso é o que mais tenho, pois acredito no projeto desta CA e espero que os sócios também apoiem”, frisou.

 

Jogos-treino com Sindicado dos Jogadores e Gondomar

O primeiro jogo-treino da equipa está marcado para esta sexta-feira frente à equipa do Sindicato dos Jogadores, no estádio do Trofense, às 10 horas.

Já no dia 27 de julho, quarta-feira, os jogadores liderados por António Sousa preparam-se frente ao Gondomar, no estádio do adversário, às 10 horas.

O primeiro encontro oficial é no dia 31 de julho, na Trofa, com o Leixões, para a Taça da Liga.

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