O criador trofense Filipe Couto Reis arrecadou 16 prémios na 8ª edição da Agroleite, a Feira Agrícola do Leite, na Póvoa de Varzim.

Vaca Grande Campeã, Melhor Conjunto da Feira, Melhor Úbere, Vaca Campeã Adulta, Vaca Campeã Intermédia, Vaca Vice-campeã Jovem, 1º lugar na 1ª secção de vacas, 2ª posição na 2ª secção de vacas, 1º e 3º postos na categoria de vacas de três anos, 1º lugar em vacas de quatro anos, 3º e o 4º lugares na categoria de vacas de cinco anos e ainda o 1º, 2º e 3º postos no que diz respeito ao concurso de animais jovens. A lista é longa, ao todo foram 16 os prémios conquistados por Filipe Couto Reis na Agroleite, a feira agrícola do leite promovida nas instalações da LEICAR – Associação dos Produtores de Leite e Carne, em São Pedro de Rates, entre os dias 14 e 17 de julho.

Os 11 animais da exploração do criador trofense regressaram a casa com mais um conjunto de troféus para juntar aos que Filipe Couto Reis tem conquistado ao longo dos anos em concursos da Raça Holstein Frísia.

“Estou satisfeito, mas confesso que já não dou a mesma importância que dava há dois ou três anos. Acaba já por ser um hábito ganhar e não é como ganhar a primeira vez. Esta é já a quarta edição da Agroleite que venço e a terceira consecutiva”, afirmou o criador.

E qual é o segredo para alcançar estes resultados? “É ter bons animais e olhar por eles no dia a dia de forma a que não sofram acidentes, porque um animal destes não pode ter defeitos”, explicou Filipe Couto Reis.

Ainda assim, o criador trofense explicou que “esta não é uma Feira para onde leve muitos animais”, uma vez que “o principal inimigo de uma vaca é o calor” e o certame “decorre numa época do ano que não é muito conveniente para os animais”.

Apesar deste entrave, Filipe Couto Reis não hesita em afirmar que a Agroleite “é uma feira com ótimas condições”. “Este ano acho que teve mais assistência e a organização esteve muito boa. Além disso, tem um espaço que não tem nada a ver com a Trofa, é completamente diferente”, reiterou.

As diferenças entre o certame da Trofa e o de S. Pedro de Rates não terminam no espaço: “A Feira da Trofa está inserida num meio geográfico distinto no que diz respeito a vacas”. “Quem vai à Agroleite vai para ver vacas e os criadores que lá estão, todavia a Feira da Trofa já tem atividades mais diversificadas e as pessoas acabam por nos ir visitar por arrasto. Tem uma afluência de público completamente diferente, enquanto na Agroleite passam 10 mil pessoas, na Feira da Trofa passam cem mil”, esmiuçou.

No entanto, Filipe Couto Reis confessa que “a Feira da Trofa é a que mais gozo dá fazer”: “É a Feira da minha terra e uma que cresceu muito nos últimos seis anos e é sempre um certame com mais valor”.

A “Brasa Júnior” foi a escolhida para ser a Vaca Grande Campeã da Feira, título que já tinha arrecadado no certame da Trofa, em março deste ano.

“É campeã desde pequenina. Enquanto vitela, já foi duas vezes eleita Grande Campeã Nacional Jovem, duas vezes Campeã Jovem da Trofa e uma vez na Agroleite. É a vaca que mais currículo tem dentro da exploração”, contou Filipe Couto Reis, orgulhoso do seu trabalho.

O criador lamenta que “só quem trabalhe no setor é que valorize o trabalho desenvolvido”. “Existe mais competição interna entre dois ou três criadores do que propriamente preocupação com aquilo que vamos ganhar e devia ser o contrário. Entre os criadores deveria haver uma competição saudável, com o objetivo de criar mais-valias dentro daquilo que nós fazemos e do trabalho que desenvolvemos durante anos”, lembrou.

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