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Ano 2011

Filipe Couto Reis vence na Agroleite 2011

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O criador trofense Filipe Couto Reis arrecadou 16 prémios na 8ª edição da Agroleite, a Feira Agrícola do Leite, na Póvoa de Varzim.

Vaca Grande Campeã, Melhor Conjunto da Feira, Melhor Úbere, Vaca Campeã Adulta, Vaca Campeã Intermédia, Vaca Vice-campeã Jovem, 1º lugar na 1ª secção de vacas, 2ª posição na 2ª secção de vacas, 1º e 3º postos na categoria de vacas de três anos, 1º lugar em vacas de quatro anos, 3º e o 4º lugares na categoria de vacas de cinco anos e ainda o 1º, 2º e 3º postos no que diz respeito ao concurso de animais jovens. A lista é longa, ao todo foram 16 os prémios conquistados por Filipe Couto Reis na Agroleite, a feira agrícola do leite promovida nas instalações da LEICAR – Associação dos Produtores de Leite e Carne, em São Pedro de Rates, entre os dias 14 e 17 de julho.

Os 11 animais da exploração do criador trofense regressaram a casa com mais um conjunto de troféus para juntar aos que Filipe Couto Reis tem conquistado ao longo dos anos em concursos da Raça Holstein Frísia.

“Estou satisfeito, mas confesso que já não dou a mesma importância que dava há dois ou três anos. Acaba já por ser um hábito ganhar e não é como ganhar a primeira vez. Esta é já a quarta edição da Agroleite que venço e a terceira consecutiva”, afirmou o criador.

E qual é o segredo para alcançar estes resultados? “É ter bons animais e olhar por eles no dia a dia de forma a que não sofram acidentes, porque um animal destes não pode ter defeitos”, explicou Filipe Couto Reis.

Ainda assim, o criador trofense explicou que “esta não é uma Feira para onde leve muitos animais”, uma vez que “o principal inimigo de uma vaca é o calor” e o certame “decorre numa época do ano que não é muito conveniente para os animais”.

Apesar deste entrave, Filipe Couto Reis não hesita em afirmar que a Agroleite “é uma feira com ótimas condições”. “Este ano acho que teve mais assistência e a organização esteve muito boa. Além disso, tem um espaço que não tem nada a ver com a Trofa, é completamente diferente”, reiterou.

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As diferenças entre o certame da Trofa e o de S. Pedro de Rates não terminam no espaço: “A Feira da Trofa está inserida num meio geográfico distinto no que diz respeito a vacas”. “Quem vai à Agroleite vai para ver vacas e os criadores que lá estão, todavia a Feira da Trofa já tem atividades mais diversificadas e as pessoas acabam por nos ir visitar por arrasto. Tem uma afluência de público completamente diferente, enquanto na Agroleite passam 10 mil pessoas, na Feira da Trofa passam cem mil”, esmiuçou.

No entanto, Filipe Couto Reis confessa que “a Feira da Trofa é a que mais gozo dá fazer”: “É a Feira da minha terra e uma que cresceu muito nos últimos seis anos e é sempre um certame com mais valor”.

A “Brasa Júnior” foi a escolhida para ser a Vaca Grande Campeã da Feira, título que já tinha arrecadado no certame da Trofa, em março deste ano.

“É campeã desde pequenina. Enquanto vitela, já foi duas vezes eleita Grande Campeã Nacional Jovem, duas vezes Campeã Jovem da Trofa e uma vez na Agroleite. É a vaca que mais currículo tem dentro da exploração”, contou Filipe Couto Reis, orgulhoso do seu trabalho.

O criador lamenta que “só quem trabalhe no setor é que valorize o trabalho desenvolvido”. “Existe mais competição interna entre dois ou três criadores do que propriamente preocupação com aquilo que vamos ganhar e devia ser o contrário. Entre os criadores deveria haver uma competição saudável, com o objetivo de criar mais-valias dentro daquilo que nós fazemos e do trabalho que desenvolvemos durante anos”, lembrou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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