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Ano 2008

Lavradeiras da Trofa realizam 17º Festival

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 Na cerimónia de recepção aos conceituados grupos, no salão nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa, o presidente da direcção das Lavradeiras da Trofa, Luís Elias, agradeceu a presença "a todos aqueles que como o grupo das Lavradeiras vivem intensamente o folclore e a etnografia".

 O Rancho das Lavradeiras da Trofa realizou a décima sétima edição do seu Festival e nem a chuva desmoralizou a organização. O mau tempo que se fez sentir no passado sábado apenas obrigou à alteração do local do espectáculo, que ao invés de se realizar junto à Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, como agendado inicialmente, teve lugar na parte coberta da Feira e Mercado da Trofa.

Para actuar no 17º Festival do Rancho das Lavradeiras da Trofa foram convidados os Grupos Folclóricos de Cacia, Paul, Alcácer do Sal e Golegã. Três conjuntos de pontos distintos do país e que mostraram diversas tradições lusas no concelho.

Na cerimónia de recepção aos conceituados grupos, no salão nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa, o presidente da direcção das Lavradeiras da Trofa, Luís Elias, agradeceu a presença "a todos aqueles que como o grupo das Lavradeiras vivem intensamente o folclore e a etnografia" e sublinhou que "hoje (sábado) estão na Trofa grupos de referência e de elevada importância no panorama etnofolclórico de Portugal".

"Normalmente o rancho das Lavradeiras da Trofa é criterioso nos convites que faz para o seu festival, porque é uma iniciativa que tem 17 anos, sempre com um nível elevado de qualidade e quando convida os grupos que vêm ao nosso festival fá-lo nessa base de rigor e de representatividade que eles encerram nas regiões em que estão inseridos", acrescentou.

O presidente não deixou de referir que "o folclore em Portugal tem melhorado significativamente", e um dos aspectos que tem contribuído para essa evolução positiva "é a forma como os grupos recebem os seus parceiros". E isso "é uma das coisas que se pretende sempre honrar na Trofa".

Mais do que mostrar às pessoas do concelho o que são as tradições de vários pontos distantes da comunidade lusa este festival contribuiu para a "troca de experiências com grupos de regiões diferentes", o que acaba por se revelar numa "forma de aprendizagem".

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Relembrando que este "é o ponto mais alto" das actividades do Rancho das Lavradeiras da Trofa, Luís Elias aproveitou para agradecer o apoio da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado "pela disponibilidade que sempre mostrou para ajudar o grupo, como o fez hoje (sábado) ao ceder-nos o espaço da Feira e Mercado da Trofa" e à Câmara Municipal da Trofa "pela cedência de transporte, fundamental para que o grupo possa correr o país".

Presente na cerimónia, o edil trofense, Bernardino Vasconcelos, referiu que o apoio dado ao Rancho das Lavradeiras da Trofa é "o possível" e "dado com todo o gosto" e enalteceu a escolha dos grupos para este festival, "conjuntos de extrema qualidade".

O presidente a autarquia não deixou de registar "a renovação constante dos ranchos. Vejo aqui muitas pessoas jovens e isso é muito interessante, porque traz muito para a cultura e para as instituições".

Juntamente com o edil, também o vereador da cultura, António Pontes, o membro da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, José Ribeiro, e o presidente da assembleia-geral do Rancho das Lavradeiras da Trofa, Aníbal Costa, entregaram lembranças a todos os grupos presentes. Peças de artesanato elaboradas por Alberto Coutinho Lima, director do rancho trofense, a quem Luís Elias agradeceu a participação.

"O Rancho das Lavradeiras da Trofa é reconhecido nacionalmente"

O Festival Lavradeiras 2008 decorreu com grupos de renome nacional, que "honrou" o grupo da Trofa. Em declarações ao NT, Luís Elias afirmou que para a realização desta iniciativa estiveram envolvidas "todas as pessoas ligadas ao grupo", e sem elas "não seria possível termos mudado o local do festival, porque conseguiram-no fazer no espaço de três horas".

Os convites endereçados aos diferentes grupos folclóricos tiveram rapidamente resposta positiva, porque o Rancho das Lavradeiras é um "grupo reconhecido pelo país e a Trofa é uma terra que recebe bem".

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Da agenda preenchida com algumas presenças em eventos exteriores ao concelho, Luís Elias sublinhou a participação, no dia 8 de Junho, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, numa iniciativa que junta 50 grupos folclórico e em que o Rancho das Lavradeiras da Trofa é um dos quatro que vai pisar o palco principal".

Cátia Veloso

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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